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Por que Salvador ainda é a capital criativa do Brasil

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Se depender da criatividade do povo baiano, o Brasil pode se tornar um líder global na economia criativa, mas investidores precisam sair de suas bolhas

Salvador: histórico de centro cultural do país e potencial para ser hub criativo (Fernando Vivas/GOVBA/Divulgação)

A chegada em agosto do documentário “Axé: canto de um povo e um lugar” à Netflix e o episódio sobre Salvador da série “Street Food”, no mês passado, marcam um momento especial para a primeira capital do Brasil. Se não fosse a famigerada pandemia, que arrasou com a indústria do turismo globalmente, esse seria, sem dúvidas, o verão mais movimentado da cidade dos últimos anos.

A chegada de um novo Centro de Convenções privado, a reforma do aeroporto da cidade, a reforma de espaços importantes e a vinda (agora adiada) de eventos como o Afropunk, Bienal do Livro e o Salvador Black Film Festival ajudariam na retomada econômica dessa cidade que sempre influenciou culturalmente o Brasil.

Se fôssemos como a África do Sul ou Austrália, com várias capitais, faria sentido pensar que no Brasil se São Paulo é a capital econômica, Rio de Janeiro, a turística e Brasília a capital política, Salvador é sem dúvidas a capital cultural. Senão vejamos.

Como já disse o poeta e diplomata carioca Vinícius de Moares, foi em terras baianas que surgiu o samba de roda (precisamente em cidades como Santo Amaro da Purificação e Cachoeira) e que depois foi levado na virada do século passado ao Rio de Janeiro por Tia Ciata e outras baianas (que hoje dão nome a uma ala nas escolas de samba).

Mas quem pensa que só de samba vive o baiano está enganado. A guitarra elétrica foi criada também em Salvador pela dupla Dodô (afrodescendente) e Osmar, mais ou menos ao mesmo tempo que os americanos estavam criando a deles.  A invenção brasileira foi chamada, na época, de “pau elétrico” e depois de “guitarra baiana”. Ou seja, quando a distorção do rock americano e inglês chegou na Bahia não causou estranheza ao povo que já pulava ao som do Trio Elétrico, que assim como Sound System jamaicano levou o som do reggae e do Dub para as ruas.

Aqui também surgiram movimentos que marcaram a cultura brasileira como a Tropicália e teve a influente banda Novos Baianos que mudou a música brasileira. Há poucos símbolos que identificam o Brasil no exterior, certamente alguns deles são o samba, a capoeira e a batida do Olodum, todos vindos da Bahia.

Porém, a novidade é que nos últimos anos surgiram outras empresas criativas e startups que estão criando novos modelos de negócios transformando a economia da cidade e com potencial de levar o nome da Bahia e do Brasil para o mundo.

Desde a década passada, iniciativas como o Parque Tecnológico da Bahia pelo Governo do Estado da Bahia e a criação do Senai Cimatec (chamado carinhosamente do MIT baiano), há um esforço para reposicionar a cidade que ainda é vista apenas como a cidade do verão e do carnaval.

Podemos dizer, sem receios, que nos últimos anos essas iniciativas tomaram uma proporção muito maior. Hoje Salvador já lidera, em números absolutos, o número de startups na região Nordeste e produziu “business cases” de grande relevância nacional como a Jusbrasil (uma das pioneiras em LawTech), Sanar (startup de conteúdo para área de saúde), Saferticket (eventos), Infleet (gestão de frotas),  além de outras plataformas B2B como a Agilize (contabilidade), Antecipa (adquirida pela XP Investimentos) e as de impacto social como a Mosquito Zero, Trazfavela e Afrosaúde.

Essas empresas florescem em um ecossistema que hoje conta com importantes hubs como o Vale do Dendê (do qual sou um dos cofundadores), Hub Salvador (gerido pelo fundo Lighthouse e a empresa baiana de computadores, Daten),  Colabore (espaço de impacto social da prefeitura com o Sebrae) e diversos coworks,  programas de aceleração, escolas inovadoras como as do Sesi-Bahia e redes formais como a All Saints Bay ou informais como a Black Business Bahia.

A chegada da empresa Qintess no ecossistema baiano veio para coroar esse momento. A empresa, que está entre as dez maiores na área de TI no Brasil, anunciou recentemente um grande investimento estratégico para apoiar startups da diversidade e mira Salvador para ser um dos seus principais locais na busca de talentos para a área de tecnologia e criatividade no Brasil.

Possibilidades não faltam para a primeira capital do Brasil ser um novo hub criativo no país. A rigor, Salvador pode ser um grande território para o desenvolvimento do cinema brasileiro, junto com a cidade de Cachoeira, que já possui um curso de destaque na área de audiovisual. Da mesma forma, pode avançar na área de games onde já é conhecida por ser hub de jogos educacionais.

A capital baiana pode também expandir sua vocação musical criando uma cadeia produtiva para esse segmento com investimentos em produtores e estúdios musicais de padrão internacional e pode avançar  muito na área de tecnologia, incluindo sua região metropolitana com cidades como Lauro de Freitas, as industriais Camaçari e Candeias e ainda São Francisco do Conde, onde há uma universidade internacional para estudantes africanos, a UNILAB.

Ainda há um logo caminho a trilhar para que Salvador, e a Bahia, sejam uma referência nacional consolidada no Brasil, assim como novas cidades-hub estão sendo nos Estados Unidos, como é o caso de Austin no Texas, Atlanta na Georgia e Detroit no Michigan (que não por acaso é  um das  principais capitais da música nos EUA, uma cidade negra, sede da Motown Records e onde foi criada a música techno).

O Brasil, em geral, ainda precisa investir muito em reduzir a burocracia e melhorar a infraestrutura, inclusive a qualidade da educação para que esta prepare os jovens para os grandes desafios do século 21. Mas, se depender da criatividade e resiliência do povo baiano, é possível o Brasil ser um líder global na economia criativa. É preciso apenas que investidores possam sair de suas bolhas e olhar para a potência que emerge da primeira capital do Brasil.

Paulo Rogério Nunes é empreendedor, consultor em diversidade e autor do livro “Oportunidades Invisíveis”.

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Pão de Açúcar vai ganhar tirolesa de 755 metros nos 110 anos do bondinho

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Serão quatro linhas, num trajeto de menos de 50 segundos, numa velocidade de 100km/h, a partir de novembro

(Agência Brasil/Tânia Rego)

Se o Parque Bondinho Pão de Açúcar já era deslumbrante, a partir de novembro, o lugar vai ser de tirar o fôlego. Prestes a completar 110 anos, um dos cartões-postais mais visitados do mundo – 50 milhões de pessoas já passaram por lá desde a inauguração – vai ganhar uma tirolesa de 755 metros. Serão quatro linhas ligando o Pão de Açúcar ao Morro da Urca, num trajeto de menos de 50 segundos, numa velocidade de 100km/h.

“Será a tirolesa mais linda do mundo. Não vai ser a maior, não vai ser a mais rápida, mas vai ser a mais linda. Esse título ninguém tira da gente”, comemorou Sandro Fernandes, CEO do Parque Bondinho Pão de Açúcar, afirmando que serão investidos pela marca mais de R$ 150 milhões para incentivar o mercado local.

“Somos muito mais do que um parque, que uma localização. Somos um estado de espírito. Estamos aqui proporcionando experiências únicas, muito mais do que um passeio, é algo que você leva para a sua vida”.

O projeto do escritório de arquitetura Índio da Costa ainda espera a aprovação final da prefeitura, mas, se depender da vontade do prefeito Eduardo Paes, que estava no evento e foi simpático à causa, o percurso com vista para Niterói e Baía da Guanabara já está pronto para sair do papel.

“O Pão de Açúcar não é só um parque, é um símbolo mundial. Quando a gente pensa em símbolos, a gente pensa na Torre Eiffel, pensa na Estátua da Liberdade. E o Pão de Açúcar é isso. Pertence à humanidade, mas, acima de tudo, pertence aos cariocas. Obrigada por essa super aposta na cidade, por fazer desse lugar um espaço incrível. O Rio é uma cidade especial, tem muito jeito, ela é viável. Vamos continuar acreditando”, disse Paes, fazendo uma única ressalva. “Só fiquei chateado com uma coisa que você disse, que daqui só dava para ver Niterói. Daqui dá para ver Maricá também”.

Um dos maiores símbolos do Brasil, começou a ser construído em 1909, três anos antes de fazer a sua primeira viagem. Mas mesmo antes do teleférico, as pessoas já exploravam o lugar escalando. O pioneirismo da conquista, aliás, é de uma mulher, Henrietta Carstairs, em 1817. Por sorte, engenheiro Augusto Ferreira Ramos teve a ideia de construir o caminho aéreo, o que transformou a história da cidade.

“Era uma ideia completamente inovadora de um pioneiro que conseguiu vislumbrar que era possível ligar por cabos a Praia Vermelha ao Morro da Urca”, diz Fernandes, ressaltando que na década de 1970, o sistema foi modernizado. “Foi quando a capacidade de transporte foi multiplicada por dez, aumentando de 130 pessoas por hora para 1.300 pessoas por hora”.

A área de inovação, inclusive, vai ganhar reforço. Em breve, será lançado um edital para que o lugar acolha quatro startups de entretenimento, turismo e mídia para serem incubadas por lá.

“Vamos criar um marketplace que vai integrar todas as operações turísticas e hotéis em um só lugar”, adiantou Fernandes. “Isso nenhuma outra cidade tem no Brasil. A jornada do visitante do Rio de Janeiro será totalmente integrada”.

O teleférico foi o primeiro do Brasil e o terceiro do mundo. Atualmente, é o mais longevo em operação e carrega a marca de mais de cinco milhões de viagens. Nesses tantos anos de vida, o lugar deixou de ser apenas um ir e vir para as alturas para se tornar um polo de entretenimento, com shows, bares, restaurantes e até cenário de filme de James Bond, no 007 contra o Foguete da Morte.

“É um dos passeios mais expressivos para se sentir as maravilhas dessa cidade. É um encanto de beleza da natureza”, definiu o presidente emérito, Cristóvão Leite de Castro, em depoimento por vídeo.

Os pilares de entretenimento serão turbinados ao longo do ano. A Concha Verde, que completa 45 anos também em 2022, e por onde já passaram ícones da cena musical do Brasil e do mundo, como Rita Lee, Erasmo Carlos, Ney Matogrosso, Rod Stewart. Em outubro, o lugar receberá uma nova temporada de shows, com a nova edição do Noites Cariocas.

Reforçando a vocação de ponto de entretenimento, a noite teve ainda show do cantor e ator de musicais Cláudio Lins, com músicas que tem o Rio de Janeiro como inspiração, e apresentação do jornalista e escritor Leonardo Bruno.

“A primeira subida aqui é muito impactante. No pós-pandemia, a primeira vez que eu subi aqui, eu retomei essa impressão. A gente ficou tanto tempo preso, em casa, e o reencontro com a nossa cidade foi especial”, disse Bruno.

E se alguém ainda duvida do carisma do monumento, até o Cristo Redentor vestiu laranja para homenagear o Bondinho para celebrar as novidades dos próximos 110 anos do lugar.

‘Vamos resgatar a autoestima dos cariocas, nós vamos fazer a diferença”, concluiu Fernandes.

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Cidades e escolas voltam a recomendar o uso de máscaras

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Municípios como Curitiba, São Caetano do Sul, Santo André e São Bernardo do Campo adotaram medidas recentemente

(Reuters/Pilar Olivares)

Diante do avanço dos casos de síndrome respiratória no Brasil, prefeituras estão voltando a recomendar o uso de máscaras de proteção, principalmente em ambientes fechados. Municípios como Curitiba, São Caetano do Sul, Santo André e São Bernardo do Campo adotaram medidas recentemente. A capital paulista continua não obrigando o uso, mas colégios particulares têm reforçado a importância de os alunos adotarem o acessório.

A prefeitura de Curitiba voltou a recomendar na sexta-feira o uso de máscaras para locais fechados ou ambientes abertos com aglomeração de pessoas. Diante do cenário atual, a Prefeitura de São Caetano do Sul informou ter intensificado, nos últimos dias, uma campanha nas redes sociais e espaços de saúde, com o objetivo de informar sobre a necessidade do uso do acessório. Acrescentou que “já recomendava e continua recomendando o uso das máscaras em ambientes fechados, incluindo escolas, como forma de prevenção da covid e de outras doenças respiratórias”.

A Prefeitura de Santo André iniciou na terça-feira a distribuição de máscaras de proteção para alunos e funcionários de escolas públicas do município. “Neste momento, orientamos o uso de máscaras nas escolas e também para aqueles que apresentem sintomas gripais. Por isso, estamos distribuindo máscaras”, explicou o prefeito Paulo Serra (PSDB) em nota. Já a prefeitura de São Bernardo do Campo (SP) informou no dia 20 que “com o aumento de casos de covid-19, o uso de máscaras volta a ser recomendado a toda população em espaços públicos”.

Apesar de Prefeitura de São Paulo não estabelecer a obrigatoriedade, nas últimas semanas escolas da capital paulista têm retomado a recomendação. Com sede no Morumbi, zona sul, o Colégio Franciscano Pio XII informou ter solicitado aos alunos que utilizassem novamente as máscaras nos espaços fechados do colégio desde segunda.

Na mesma linha, a Projeto Vida enviou orientação aos alunos, a partir da observação do aumento do número de casos de covid. O Colégio Marista Arquidiocesano, que funciona na Vila Mariana, zona sul da capital, continua indicando o uso dos acessórios.

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Prazo para pagar a taxa de inscrição do Enem 2022 termina nesta sexta

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Os inscritos podem debitar o valor de R$ 85 via boleto, cartão de crédito ou Pix – estas duas últimas modalidades de pagamento estão sendo ofertadas pela primeira vez

(Agência Brasil/Agência Brasil)

Termina nesta sexta-feira, 27, o prazo para efetuar o pagamento da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022. Os inscritos podem debitar o valor de R$ 85 via boleto, cartão de crédito ou Pix – estas duas últimas modalidades de pagamento estão sendo ofertadas pela primeira vez. O custo é obrigatório para os estudantes que tiveram a isenção da taxa negada.

Para liquidar a cobrança, é preciso acessar a Página do Participante. Após logar, basta clicar na aba “Pagamentos/Isenção”, disponível na página inicial. Nesta etapa, é possível escolher o método de pagamento.

Na opção boleto, o inscrito pode realizar o pagamento em qualquer casa lotérica, banco ou por aplicativo banking. Para aqueles que escolheram Pix, devem pagar por QR code ou código gerado automaticamente pela própria página. Já para a opção cartão de crédito, é necessário seguir as orientações indicadas na página, que ofertam pagamento via Mercado Livre ou PicPay.

Outro prazo que está prestes a ser encerrado é o pedido de tratamento pelo nome social. A pessoa inscrita que deseja ser identificada pela sua identidade de gênero – e que possui o cadastro do nome modificado na Receita Federal – tem até sábado, 28, para confirmar a solicitação na Página do Participante.

Quando acontece o Enem 2022?

As provas são realizadas nos dias 13 e 20 de novembro. A aplicação dos testes impressos e digital seguem o horário de Brasília. A abertura dos portões é às 12h, e o fechamento às 13h. O início das provas é às 13h30. No primeiro dia de Enem, o término das provas é às 19h. No segundo dia de testes, às 18h30.

O exame é constituído de quatro provas objetivas e uma redação em língua portuguesa. Cada prova objetiva tem 45 questões de múltipla escolha.

No primeiro dia do exame, são aplicadas as provas de linguagens, códigos e redação (língua Portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação); e de ciências humanas e suas tecnologias (história, geografia, filosofia e sociologia).

A aplicação tem 5 horas e 30 minutos de duração, contadas a partir da autorização do chefe de sala para o início das provas.

No segundo dia do exame, são aplicadas as provas de ciências da natureza (química, física e biologia) e matemática e suas tecnologias. A aplicação tem 5 horas de duração, contadas a partir da autorização do chefe de sala para o início das provas.

Os gabaritos das provas objetivas são divulgados no Portal do Inep, até o terceiro dia útil após o último dia de aplicação.

O que cai no Enem?

O Enem tem quatro provas objetivas de 45 questões cada, além da redação. Cada prova vale 1.000 pontos. As questões contêm somente alternativas, e não há perguntas dissertativas. Aqui está o edital da prova do Enem 2022.

Temas do 1º dia

  • Provas de linguagens e códigos (com 45 questões que envolvem língua Portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação)
  • Prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias (com 45 questões de disciplinas como história, geografia, filosofia e sociologia)
  • Redação (texto dissertativo-argumentativo, com tema a ser definido)

Temas do 2º dia

  • Prova de Matemática e suas Tecnologias (com 45 questões de matemática)
  • Prova de Ciências da Natureza (com 45 questões de disciplinas como física, química e biologia)

Enem digital

Por conta da pandemia de covid-19, o governo federal adotou o formato do Enem Digital. A prova e os conteúdos são os mesmos do tradicional (somente a redação é feita em papel), a vantagem é que o modelo é feito por meio de um computador. A meta é informatizar todo o sistema nos próximos anos. A escolha deve ser feita unicamente no ato da inscrição e não é possível trocar de formato posteriormente.

No ato da inscrição, basta fazer a opção pelo modelo digital. As datas e horários são as mesmas do Enem tradicional. Como não é possível fazer a prova de casa ou com computador pessoal, o Inep disponibiliza mais de 101.100 vagas, que são preenchidas por ordem de inscrição, e nem todas as cidades brasileiras contam com o Enem digital. Para checar se a sua cidade tem a modalidade, basta conferir o edital.

Onde posso usar minha nota do Enem?

O Enem nasceu em 1998 para avaliar os conhecimentos do Ensino Médio, mas foi ampliado nos anos 2000 para se tornar uma porta de ingresso ao Ensino Superior.

Atualmente, além da possibilidade de obter um certificado de conclusão do Ensino Médio, a pontuação do Enem dá acesso a programas em universidades públicas e particulares. Estão entre os principais sistemas que usam o Enem:

  • Sisu (Sistema de Seleção Unificada): o Sisu é a única forma de ingresso na maioria das universidades federais, isto é, geridas pelo Executivo federal, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além de algumas universidades estaduais que destinam parte das vagas ao Sisu.
  • Prouni (Programa Universidade para Todos): oferece bolsas em universidades privadas para alunos que cursaram o Ensino Médio em escolas públicas ou particulares com bolsa integral. A depender da nota no Enem e da renda, o aluno pode pleitear uma bolsa parcial (50% da mensalidade, para alunos com renda familiar de 3 salários mínimos por pessoa) ou integral (100% da mensalidade, com renda familiar de até 1,5 salário mínimo por pessoa). O aluno não tem de reembolsar o valor ao final do curso.
  • Fies (Programa de Financiamento Estudantil): oferece financiamento subsidiado de mensalidades em universidades privadas. Ao contrário do Prouni, o Fies não é uma bolsa, mas um empréstimo, que o aluno precisa pagar ao final do curso. O tipo de financiamento obtido e a taxa de juros variam a depender da renda do candidato (veja aqui).
  • Vestibulares próprios das universidades: todos os anos, uma série de faculdades e universidades privadas oferecem vagas em cursos diversos tendo como base a nota do Enem, dispensando a necessidade de o aluno realizar o vestibular próprio da instituição. Algumas também oferecem bolsa aos melhores colocados. A oferta fica a critério das próprias instituições.

É possível entrar na USP pelo Enem?

Nos últimos anos, as três universidades estaduais paulistas — USP, Unesp e Unicamp — passaram a destinar parte de suas vagas ao Sisu.

Assim, alunos inscritos no Sisu podem pleitear as vagas oferecidas por essas universidades a depender de sua pontuação no Enem. Também via Sisu, as universidades oferecem um sistema de cotas para alunos PPI (pretos, pardos e indígenas) e que cursaram Ensino médio em escolas públicas.

Além do Sisu, as três universidades estaduais paulistas possuem, ainda, um exame vestibular próprio, realizado por fundações específicas: a Fuvest (USP), Vunesp (Unesp) e a Comvest (Unicamp). Esses exames são marcados separadamente e em dias definidos pelas próprias fundações, feitos de forma independente do Enem.

Um aluno que tenham realizado o Enem pode, separadamente, fazer as provas específicas para as universidades estaduais, obtendo assim diferentes chances de aprovação.

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Inmet emite alerta de chuvas fortes em quatro estados do Nordeste

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Chuvas devem retornar com mais intensidade a partir de amanhã

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) manteve alerta hoje (26) com aviso de chuvas mais intensas a partir de amanhã (27) à noite e se estendendo até o final de semana no litoral do Nordeste, com maior intensidade na Paraíba, em Pernambuco, no Rio Grande do Norte e em Alagoas. Segundo o instituto, são esperadas chuvas que podem variar de 150 a 200 milímetros (mm) por dia.

“Há a previsão de mais chuvas, que podem variar entre 150 mm e 200 mm por dia até o final de semana. Elas devem retornar com mais intensidade a partir de amanhã, sexta-feira à noite se estendendo até o domingo e devem novamente atingir áreas que já sofreram impactos nos últimos dias”, disse a coordenadora geral de Meteorologia Aplicada do Inmet, Márcia Seabra, durante entrevista coletiva sobre o tema.

Desde o início da semana, esses estados já sofrem com os impactos das chuvas que têm causado desastres como deslizamentos, inundações e rompimento de barragens. Ontem (25) o instituto já havia emitido um alerta de perigo, que incluiu também Sergipe.

“Desde a semana passada a gente começou a emitir notícias e notas sobre as condições de chuva na Região Nordeste para os dias seguintes. Essa chuva ficaria concentrada principalmente no leste, desde o litoral de Alagoas até o Rio Grande do Norte e elas foram bem mais intensas desde ontem”, esclareceu Márcia.

Segundo a coordenadora, houve uma elevação acima da média na temperatura das águas dos oceanos que gerou um aumento na umidade. Essa umidade está sendo transportada pelos ventos para o continente, o que acaba gerando um grande volume de chuvas.

Diante da previsão de grande acumulado de chuvas, o Centro Nacional de Gerenciamento de Risco e Desastres (Cenad), responsável pelo acompanhamento desse tipo de situação, disse que já entrou em contato com as defesas civis estaduais e municipais e segue monitorando o cenário.

A secretária nacional de Proteção e Defesa Civil substituta, Karine Lopes, afirmou que já foi feita reunião com as defesas civis nos estados para a troca de informações e antecipação de possíveis situações.

“Essas ações objetivam uma preparação dos órgãos nos estados e municípios para que o risco seja diminuído. Estamos também com equipe em campo para compartilhar as informações para que cheguem aos cidadãos para que eles estejam preparados em caso de ocorrência de desastres”, disse.

Alagoas

Em Maceió, na noite desta quinta-feira, foram registradas 28 ocorrências, a maioria por deslizamento de terra, mas sem vítimas. Já são 75 família desalojados, das quais, 5 estão em abrigo municipal.

Karine disse que a secretaria já encaminhou uma equipe Grupo de Apoio a Desastres (GADE), para atendimento a Maceió e demais municípios atingidos no estado de Alagoas. Para instruir os municípios a fazer a gestão do desastre e instruir no pedido para que o governo federal reconheça como situação de emergência ou calamidade pública para a liberação de recursos.

“Como o desastre está em curso, a gente ainda não recebeu nenhuma solicitação de apoio dos municípios ou do estado. A equipe em campo está acompanhando a situação e nossa equipe aqui no Cenad está monitorando os desdobramentos”, disse.

Karine lembrou que a solicitação para o reconhecimento federal de situação de emergência ou de calamidade pública, bem como pedido para a liberação de recursos, deve ser feita pelos municípios por meio de um sistema integrado de informações sobre desastres.

“Os municípios têm que estar cadastrados e fazer a solicitação do reconhecimento por lá”, enfatizou.

Recomendações

O coordenador-geral de Gerenciamento de Desastres do Centro Nacional de Gerenciamento de Risco e Desastres (Cenad), Tiago Molina Schnorr, disse que os principais riscos esperados são de desastres geológicos, como deslizamentos de terra, e hidrológicos, como inundações, enxurradas e alagamentos. Nesses casos é importante ficar atento a sinais de deslizamentos de terra como rachaduras em paredes, inclinação de postes e a qualquer sinal de elevação do rio, de alagamentos ou enxurradas nas ruas.

“Se o rio tiver aumentando próximo de sua residência sempre é recomendado desligar os equipamentos de energia elétrica, a chave geral, encanamento de gás ou água. São ações importantes para proteger a residência de riscos adicionais provocados pela invasão das águas. A recomendação bastante importante é não enfrentar alagamentos, enxurradas e inundações”, alertou Schnorr.

O integrante do Cenad adverte ainda para a importância de a população ficar atenta às informações divulgadas pelas defesas civis locais.

“É importante a população ficar atenta às recomendações publicadas pelos órgãos oficiais, principalmente pelas autoridades locais, prefeitura e as demais autoridades. Aquelas informações que são assertivas e vinculadas sempre no sentido de proteger a população”, lembrou. “Ficar bastante atento a informações publicadas em mídias sociais e que não são oficiais. Muitas vezes essas informações não oficiais podem trazer um risco adicional se disseminadas”, acrescentou.

Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada no telefone 199 e os bombeiros, no 193.

A população também pode receber mensagens de alerta por SMS da Defesa Civil Nacional no celular. Para isso, basta cadastrar os telefones celulares, por meio do envio de mensagens de texto para o número 40199, com o CEP da região onde mora.

Além disso, é importante ficar atento aos alertas enviados por meio de SMS, TV por assinatura e pelas redes sociais da Defesa Civil Nacional (@defesa civilbr) e do Inmet (twitter: @inmet_ | Instagram: @inmet.oficial).

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Corpo de influenciador morto nos EUA será trazido para o Brasil

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Recursos para traslado foram arrecadados em campanha na internet

Jesse Koz/Arquivo Pessoal/Reprodução

Em campanha na internet, parentes e amigos do influenciador digital catarinense Jesse Koz conseguiram arrecadar cerca de R$ 120 mil para trasladar o corpo dele dos Estados Unidos para o Brasil. Koz morreu em um acidente automobilístico na última segunda-feira (23). O cachorro Shurastey, um golden retriever de 6 anos, que viajava com Jesse, também morreu no acidente. O corpo do cachorro deverá ser cremado e as cinzas enviadas ao Brasil junto com o corpo de seu tutor, Jesse .

Natural de Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina, Jesse deve ser enterrado na própria cidade natal.

As informações sobre traslado e velório ainda não foram divulgadas pela família.

Fatalidade

Jesse e Shurastey viajavam em um fusca 1978 adaptado, que tinha até barraca de teto. Eles estavam a caminho do estado norte-americano do Alasca, quando sofreram uma grave colisão com outro veículo no estado do Oregon.

De acordo com informações da imprensa local, o brasileiro tentou se desviar de um engarrafamento, mas acabou batendo de frente com um veículo que vinha na direção contrária.

O motorista do outro carro teve ferimentos leves, mas Jesse e Shurastey não resistiram. Imagens do acidente publicadas na imprensa dos Estados Unidos mostram o fusca completamente destruído. As duas mortes foram confirmadas nas redes sociais oficiais de Jesse.

O influenciador, que tinha 29 anos, compartilhava sua jornada e a de seu cachorro e fiel companheiro nas redes sociais, onde acumulavam milhares de seguidores.

Koz viajava desde 2017 em seu fusca e chegou a percorrer mais de 15 países das Américas.

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Safra de arroz deve ter quebra este ano: o que acontece com os preços?

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Mudanças climáticas prejudicam plantações no Rio Grande do Sul, que responde por 70% da produção brasileira, e guerra na Ucrânia pressiona mercado global

(Getty Images/Getty Images)

Emperaturas acima da média no verão deste ano devem provocar uma quebra de safra de arroz de 9% no Rio Grande do Sul, responsável por 70% da produção do cereal no país, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O último boletim da Consultoria Agro Itaú BBA, do banco Itaú, obtido com exclusividade por EXAME, aponta que os fenômenos climáticos que atingiram o Sul do país prejudicaram o volume da colheita como e a qualidade do arroz a ser entregue para a indústria. As perdas aconteceram principalmente nas regiões da Fronteira Oeste e Campanha.

Com a proximidade do final da colheita, já é possível estimar os resultados da safra atual. A produção total deve chegar a 10,6 milhões de toneladas, cerca de 8,5% a menos do que na última temporada. “Com a desvalorização do Real, a competitividade para a exportação aumentou e estimulou as vendas externas do cereal, enxugando o mercado temporariamente”, na visão da consultoria.

Os preços ao consumidor tiveram um aumento de 21%, em média, no início do ano, em um raro movimento de alta no período. No mercado internacional, o aumento foi de 2%, segundo o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad) da França. A guerra na Ucrânia, que desarranjou o mercado global de grãos, levou os importadores de milho e trigo a buscar mais o arroz para compor a ração animal, de acordo com o órgão, elevando a cotação global do alimento.

A boa notícia é que safra nos Estados Unidos deve ser recorde, atingindo 765 milhões de toneladas. Com isso, o balanço mundial tende a ficar mais confortável, na visão do Itaú. “Se considerarmos as cotações do arroz no Vietnã, houve alta dos preços locais de 4% em abril frente a fevereiro de 2022, contudo, se considerarmos o mesmo período do ano passado, o cereal está 14,9% abaixo do valor que era comercializado”, analisa o banco. “Em Chicago, no entanto, o preço do arroz em casca ganhou força nas últimas semanas em função do clima seco e da redução da área do cereal”.

Para a safra do ciclo 2022/2023 nos Estados Unidos, que começou a ser plantada, a projeção é de uma redução de cerca de 4,7% em relação ao ciclo anterior, o que também ajuda a explicar o aumento de preços na Bolsa de Chicago. No mercado asiático, também tem sido observados movimentos de alta “em função do aumento dos custos logísticos, de combustíveis e a apreciação das moedas locais”, segundo o Itaú

(Exame)

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