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Pompeo inicia visitas à America do Sul para pressionar Maduro

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Secretário de Estado norte-americano se reunirá com líderes de Chile, Peru, Paraguai e Colômbia

Nicolás Maduro: Mesmo após Guaidó, o presidente permanece no comando do exército e do caixa da Venezuela (Marco Bello/File Photo/Reuters)

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, iniciará nesta sexta-feira, 12, um circuito de visitas a países sul-americanos. O objetivo da viagem, que deve durar três dias, até a próxima segunda-feira, é discutir a atual situação da Venezuela, que permanece tendo seu poder executivo disputado por Nicolás Maduro e Juan Guaidó.

A agenda de Pompeo começa hoje, em uma reunião com o presidente do Chile, Sebastián Piñera, e com o chanceler do país, Roberto Ampuero. A previsão é que as relações econômicas bilaterais e a cooperação no setor científico e tecnológico também entrem em pauta.

No sábado, Pompeo visitará o Paraguai, que não recebe um chefe de Estado norte-americano desde 1965. Junto ao presidente do país, Mario Abdo Beníteza, o assunto paralelo que deve vir à mesa é a luta contra o narcotráfico na região da tríplice fronteira entre o país com o Brasil e a Argentina.

Ainda no sábado, o secretário irá a Lima, no Peru, onde falará com o presidente Martín Vizcarra e com o chanceler do país, Néstor Popolizio. Lá, o apoio peruano aos refugiados da Venezuela e questões bilaterais entre os países devem ser tratadas.

A visita mais esperada, porém, é a ida de Pompeo à cidade colombiana Cúcuta, que fica na fronteira com a Venezuela. Rota de fuga de muitos venezuelanos que fogem do país, o local mantém estoques de alimentos e remédios enviados pelos EUA como ajuda humanitária, o que sempre foi criticado por Maduro, que já declarou considerar os suprimentos do país como  um “show humanitário”.

Um encontro com Juan Guiadó ou com sua base de apoio ainda não foi confirmado, mas essa não é uma possibilidade descartada.

O governo dos Estados Unidos foi um dos primeiros a admitir o líder da Assembleia Nacional venezuelana como presidente interino legítimo da Venezuela. Mas, apesar do apoio internacional, Guaidó segue sem poder militar e sem a chave do cofre do país, com Maduro recuperando força a cada dia.  O circuito de visitas de Pompeo terminará exatamente no dia em que os países membros do Grupo de Lima ー nações que reivindicam a saída de Maduro ー se reunirão novamente, desta vez no Chile. A esperança de encerrar a ditadura de Maduro via pressão diplomática já foi maior na região.

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Holanda julgará quatro pessoas por assassinato pela derrubada do voo MH17

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Investigadores identificaram como suspeitos três russos e um ucraniano pela derrubada do avião da Malaysia Airlines, em 2014

Os promotores da Holanda devem indiciar quatro pessoas por assassinato no caso da derrubada, com um míssil russo, do voo MH17, da Malaysia Airlines, na Ucrânia em 2014 e o julgamento começará em março de 2020, anunciaram nesta quarta-feira (17) as famílias das vítimas.

“Um julgamento começará em 9 de março de 2020 contra quatro pessoas acusadas de assassinato”, afirmou à imprensa Silene Fredriksz, que perdeu um filho e sua nora na tragédia, pouco depois de um encontro das famílias das vítimas com as autoridades holandesas sobre a investigação.

Três russos e um ucraniano são suspeitos na derrubada do avião MH17

A equipe internacional que investiga a derrubada do voo MH17 anunciou nesta quarta-feira que ordens de prisão foram emitidas contra três russos e um ucraniano suspeitos de envolvimento no caso.

Os investigadores identificaram como suspeitos os russos Serguei Dubinski, Igor Girkin e Oleg Pulatov, assim como o ucraniano Leonid Karchenko. Os quatro são processados por assassinato pela Promotoria holandesa.

 

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Doador de sêmen é considerado pai por Justiça na Austrália

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O Supremo australiano decretou que o homem, que doou o sêmen há mais de 10 anos, tem direito de visitar regularmente a criança

Austrália: o homem identificado como Robert, doou sêmen para uma amiga lésbica em 2006 (FatCamera/Getty Images)

Um homem que há mais de 10 anos doou sêmen para uma amiga lésbica tem direitos parentais sobre a filha gerada pela mulher, decidiu nesta quarta-feira a Suprema Corte da Austrália.

O tribunal destacou que o homem figura na certidão de nascimento da menina e se manteve “extremamente próximo” da filha, o que lhe dá o direito de se manifestar sobre a possibilidade de que ela vá morar na Nova Zelândia.

O homem, identificado apenas como “Robert” nos documentos legais, concordou em doar seu esperma a uma amiga em 2006 para uma inseminação artificial.

Segundo o tribunal, apesar de não viver junto, “Robert” tem um “papel central no suporte financeiro da menina, em sua educação e no seu bem-estar em geral”.

Os problemas surgiram quando a mãe da menina e sua companheira decidiram se mudar para a Nova Zelândia, em 2015.

A juíza Margaret Cleary decretou que um tribunal inferior se enganou ao decidir contra a paternidade, e determinou que a menina permaneça na Austrália para que “Robert” tenha direito a visitas regulares.

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Egito acusa ONU de querer “politizar” morte de Mursi

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Ex-presidente egípcio Mohamed Mursi desmaiou e faleceu pouco depois após sair de audiência no tribunal

Mohamed Mursi: Ex-presidente egípcio morreu após mal súbido (Mark Wilson/AFP)

O governo do Egito acusou nesta quarta-feira a ONU de querer “politizar” a morte de Mohamed Mursi, uma reação ao pedido do Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos por uma investigação “minuciosa e independente” sobre o falecimento, na segunda-feira, do ex-presidente islamita.

O porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Ahmed Hafez, criticou em um comunicado o pedido da ONU após a morte do ex-presidente, que faleceu quando estava no tribunal. Ele afirmou que esta é uma “tentativa deliberada de politizar um caso de morte natural”.

“Qualquer morte súbita na prisão deve ser acompanhada por uma investigação rápida, imparcial, minuciosa e transparente, realizada por um órgão independente para revelar a causa da morte”, afirmou na terça-feira Rupert Colville, porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos.

Mohamed Mursi ficou preso durante quase seis anos e permaneceu em isolamento. Na segunda-feira, quando estava no tribunal, desmaiou e faleceu pouco depois.

 

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