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Poluição dos oceanos por plástico custa ao mundo US$2,5 trilhões por ano

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Valor representa impactos negativos sobre importantes serviços ambientais que o mar fornece. Achou salgado? Pois ele é “subestimado”, segundo os cientistas

Ecossistema em risco: praia na Indonésia tomada por lixo plástico. (RIAU IMAGES / Barcroft Media/Getty Images)

São Paulo – A poluição marinha por lixo plástico impõe mudanças perigosas ao equilíbrio dos oceanos e para a própria economia mundial. Os custos resultantes dos seus efeitos negativos sobre os ecossistemas marinhos somam impressionantes US$ 2,5 trilhões — por ano — segundo um estudo publicado esta semana no Boletim da Poluição Marinha.

Na prática, esse valor representa todas as perdas e danos causados aos serviços ambientais importantes que o mar fornece, como a produção de oxigênio e alimentos, armazenamento de carbono e a manutenção do equilíbrio térmico no mundo. Nesta lista entram, ainda, atividades e benefícios inestimáveis ligados a atividades de lazer (contemplar o mar na praia não custa nada e é muito relaxante).

Todos esses serviços que os oceanos fornecem aos seres humanos e demais espécies também estão em risco por outras ameaças ambientais, à exemplo das mudanças climáticas e a poluição por despejos ilegais de esgoto e rejeitos químicos industriais. O consumo e descarte massivo e irregular de resíduos plásticos é mais uma fonte de pressão para o ambiente marinho.

Na ponta do lápis, o estudo estima que cada tonelada de resíduo plástico reduz em US$ 33.000 o valor ambiental dos serviços ecossistêmicos marinhos. Estima-se que 8 milhões de toneladas de poluição plástica entram nos oceanos do mundo a cada ano. A multiplicação dos fatores gera, como se vê, um resultado indigesto.

O estudo busca aumentar a compreensão dos efeitos holísticos da poluição marinha por plástico e o impacto resultante nos serviços ecossistêmicos, e por sua vez, no bem-estar humano, na sociedade e na economia. O que é conhecido tende a ser baseado em pesquisas locais de pequena escala.

“Uma compreensão sólida do impacto ecológico, social e econômico do plástico marinho é essencial para fornecer subsídios para uma negociação global eficaz e eficiente em relação ao uso, manejo e descarte sustentável do plástico, um material com muitos benefícios e de amplo uso”, defendem os pesquisadores no estudo.

Para a pesquisa, os cientistas revisaram estudos globais que reúnem mais de 1190 dados sobre poluição marinha por lixo plástico, e estimaram os impactos globais sobre a ecologia, sociedades e economias. As estimativas não levam em conta os impactos diretos e indiretos sobre as indústrias de turismo e transporte, nem sobre a saúde humana (devido, por exemplo, à  ingestão de frutos do mar contaminados).

“Nossos cálculos são uma primeira tentativa de colocar um preço no plástico. Sabemos que temos que fazer mais pesquisas para aperfeiçoar, mas estamos convencidos de que nossos resultados subestimam os custos reais para a sociedade humana global”, disse ao jornal britânicoThe Guardian, Nicola Beaumont, economista ambiental do Laboratório Marinho de Plymouth, que liderou o estudo.

Há ainda muita coisa que os cientistas desconhecem sobre a poluição plástica, mas o que eles já sabem é suficiente para indústrias, cidadãos e tomadores de decisão repensarem sua produção e consumo.

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Não há provas de que Trump tenha obstruído justiça, diz procurador-geral

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Trump e sua equipe são investigados pelo procurador especial Robert Mueller por uma suposta atuação com a Rússia durante a campanha presidencial de 2016

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, (Tom Brenner/Getty Images)

Washington — O secretário de Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, disse nesta quinta-feira que a investigação do procurador especial Robert Mueller não encontrou qualquer evidência de que o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha obstruído o inquérito que apura se ele ou membros de sua campanha atuaram juntos com a Rússia durante a campanha presidencial de 2016.

“O vice-procurador-geral e eu concluímos que as provas levantadas pelo procurador especial não são suficientes para determinar que o presidente cometeu crime de obstrução de Justiça”, disse Barr em entrevista coletiva.

 

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Hostilidade contra jornalistas torna a profissão a mais perigosa no mundo

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Nos 180 países pesquisados, apenas 24% dos jornalistas se consideram em situação boa ou relativamente boa

A hostilidade contra jornalistas aumentou no último ano na América Latina (Francois LOCHON/Getty Images)

O número de países seguros para os jornalistas continua caindo no mundo, devido a uma hostilidade contra o exercício da profissão, segundo o relatório anual da ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), que aponta que a maior deterioração ocorreu nas Américas do Norte e do Sul, com o prenúncio de um período sombrio no Brasil.

O País perdeu três posições (105 entre 180 países) no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, e se aproxima da zona vermelha, com quatro jornalistas assassinados. A eleição de Jair Bolsonaro, após uma campanha marcada pelo “discurso de ódio, a desinformação, a violência contra os jornalistas e o desprezo aos direitos humanos, prenuncia um período sombrio para a democracia e a liberdade de imprensa”.

“A hostilidade contra os jornalistas e inclusive o ódio do qual fazem eco dirigentes políticos em muitos países, acabou provocando agressões mais graves e frequentes” contra estes profissionais, o que suscita um “clima de medo inédito em alguns lugares”, condenou nesta quinta-feira (18) a ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF).

A RSF lembra o papel primordial que o WhatsApp teve na campanha eleitoral brasileira. Pelo aplicativo circularam, por exemplo, informações falsas destinadas, sobretudo, a desacreditar o trabalho de jornalistas críticos ao candidato Bolsonaro.

No ranking dos 180 países avaliados, apenas 24% (26% em 2018) estão em situação boa ou relativamente boa.

A Noruega se mantém pelo terceiro ano consecutivo na primeira posição, seguida de Finlândia e Suécia.

Fecham a lista o Turcomenistão, antecedido da Coreia do Norte. Também na lanterna, a China perdeu uma posição (177), assim como a Rússia (149), onde o Kremlin “acentuou a pressão” sobre os meios independentes e a Internet, “com detenções, revistas arbitrárias e leis liberticidas”.

Ameaças de morte nos EUA

Os Estados Unidos (48) perderam três posições e entram na zona “problemática”. Além das declarações do presidente Donald Trump contra a mídia, “os jornalistas americanos nunca tinham sido alvo de tantas ameaças de morte”, nem recorrido de forma tal à segurança privada para sua proteção pessoal, segundo a RSF.

A ONG, sediada em Paris, destaca ainda que a perseguição de jornalistas que incomodam as autoridades “parece agora não ter limites”. Cita o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi no consulado de seu país na Turquia, que “enviou uma mensagem assustadora aos jornalistas para além das fronteiras da Arábia Saudita “.

A Espanha subiu duas posições no ranking (29) e a França, uma (32).

O informe aponta que América do Norte e do Sul registraram a maior deterioração regional.

Desconfiança na América Latina

A melhora sutil registrada em 2018 na América Latina “foi breve”, visto que o ambiente em que trabalham os jornalistas é “cada vez mais hostil”. As eleições em países como México (144), Brasil (105), Venezuela (148) e Colômbia (129) provocou um “recrudescimento dos ataques contra jornalistas, praticados sobretudo pela classe política,funcionários públicos e cibermilitantes”.

Estes incidentes “contribuíram para reforçar um clima de desconfiança generalizada – às vezes de ódio – contra a profissão”.

A Nicarágua registrou uma das quedas mais significativas do mundo (114, perdendo 24 posições), segundo a RSF, que denuncia que os jornalistas que cobrem as manifestações contra o governo do presidente Daniel Ortega, considerados opositores, são frequentemente agredidos. “Muitos se exilaram para evitar ser acusados de terrorismo”, indica o informe.

Embora a chegada ao poder do presidente Andrés Manuel López Obrador “tenha acalmado um pouco” as relações entre o poder e a imprensa, o México continua sendo o país mais perigoso do continente para os jornalistas, com dez assassinatos em 2018.

A Venezuela perdeu cinco posições, aproximando-se da zona negra do ranking. O viés autoritário do governo de Nicolás Maduro provocou um aumento da repressão contra a imprensa independente, enquanto a RSF registrou um número recorde de prisões arbitrárias e atos de violência praticados por forças de ordem e serviços de Inteligência. Muitos jornalistas tiveram que se exilar, enquanto jornalistas estrangeiros foram detidos e, inclusive, expulsos.

Maus exemplos

Cuba se manteve como o pior colocado na região (169), apesar de subir três posições, caminho pelo qual segue a Bolívia (113, perda de três posições). Para a ONG, o presidente boliviano, Evo Morales, segue o “modelo cubano”, controlando a informação e censurando “as vozes demasiadamente críticas “.

“Alvo frequente” de ataques armados à imprensa, vítima ainda de pressões e de tentativas de intimidação de parte da classe política, El Salvador perdeu 15 posições e ficou em 81º lugar.

 

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Cúpula entre Putin e Kim Jong-un acontecerá este mês, diz governo russo

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A Rússia informou que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, visitará a Rússia na segunda metade de abril

A data e o local da reunião ainda não foram divulgados (KCNA/Maxim Shipenkov/Reuters)

Moscou — O Kremlin confirmou nesta quinta-feira a realização de uma reunião entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, na segunda metade de abril.

“O presidente da Comissão de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, Kim Jong-un, visitará a Rússia na segunda quinzena de abril a convite de Vladimir Putin”, indicou o Kremlin em comunicado.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, já tinha afirmado nesta semana que a primeira reunião entre ambos os líderes estava sendo “preparada”, sem oferecer detalhes sobre a data e o local do possível encontro.

 

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