A Polícia Civil do Distrito Federal realizou uma operação em parceria com forças de segurança e tribunais dos estados de Minas Gerais, Goiás e Santa Catarina para desvendar um esquema que usava senhas de servidores públicos para alterar informações no Banco Nacional de Mandados de Prisão.
A ação foi liderada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos e contou com o suporte dos setores de inteligência dos tribunais estaduais e do Conselho Nacional de Justiça. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Goiás e no Distrito Federal.
A Polícia Civil de Goiás e o Núcleo de Inteligência e Segurança do Tribunal de Justiça de Goiás também apoiaram a operação. As investigações mostraram que pessoas tiveram acesso ilegal às senhas dos servidores, permitindo consultas fraudulentas, cumprimento indevido de mandados e até tentativas de emitir ordens judiciais falsas contra terceiros.
As autoridades afirmam que não houve invasão direta aos sistemas judiciais, mas sim o uso criminoso de credenciais legítimas, comprometendo a validade dos processos e a confiança no sistema judicial. O Conselho Nacional de Justiça e as forças de segurança detectaram rapidamente as irregularidades, agindo rápido para evitar mais danos.
O objetivo da operação é combater práticas ilegais que comprometem a segurança das informações judiciais e fortalecer a proteção dos sistemas do Judiciário. A ação conjunta das Polícias Civis de Minas Gerais, Santa Catarina, Goiás e Distrito Federal, junto com os núcleos de inteligência e a Divisão de Segurança do CNJ, visa identificar e punir os responsáveis.
As investigações continuam para entender melhor o esquema e avaliar o impacto das fraudes nos sistemas judiciais.
