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Brasil

Policiais civis presos por pedir dinheiro a empresários no Rio

Ministério Público do Rio de Janeiro. Foto: Divulgação/MP-RJ

BRUNA FANTTI
FOLHAPRESS

Quatro homens, entre eles três policiais civis, foram detidos na última sexta-feira (4) por suspeita de pedir dinheiro a empresários que trabalham com sucata, reciclagem e depósitos de resíduos em São Gonçalo, região próxima ao Rio de Janeiro.

Os policiais, que atuavam na 74ª Delegacia de Polícia (Alcântara), usavam carros e armas oficiais da polícia para fazer abordagens falsas a comerciantes, conforme informado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Todos foram denunciados.

Segundo a Polícia Civil, a instituição não aceita qualquer tipo de crime ou má conduta dos seus membros e vai agir com rigor para punir quem usar a função para cometer crimes.

A investigação feita pela Promotoria, junto com a Corregedoria e Serviço de Inteligência da Polícia Civil, mostrou que os homens visitavam as empresas dizendo que iam fazer fiscalizações, apontavam supostas falhas administrativas e ambientais e pediam dinheiro em troca de não multar os comerciantes.

Em uma situação, os policiais pediram inicialmente 300 mil reais para não multar uma empresa de reciclagem, no dia 19 de agosto. Depois da reclamação do dono, o valor foi reduzido para 100 mil reais, podendo ser pago em parcelas, além de cobrar 800 reais por mês.

O dono da empresa chegou a transferir 25 mil reais naquele mesmo dia para uma conta atribuída a um dos acusados, que recebia o dinheiro do grupo.

A denúncia também mostrou que um dos policiais e mais dois homens não identificados pararam um caminhão de outra empresa e seguiram o veículo até a sede da companhia, onde se apresentaram como policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente.

No local, o agente pediu 20 mil reais para os responsáveis, mas ao saberem que não tinham esse valor, o pedido caiu para 15 mil reais. Nenhum pagamento foi feito nesse caso.

A investigação conseguiu identificar os suspeitos depois de coletar depoimentos de vítimas e testemunhas, imagens de câmeras de segurança, reconhecimento fotográfico e comprovantes bancários.

Também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão para coletar provas e verificar se outras pessoas fazem parte do grupo.

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