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Mundo

Polícia nega fraude nas eleições em Israel

Michael Kappeler/picture alliance via Getty Images

A polícia de Israel rejeitou as acusações feitas pelo partido Likud, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de que teria ocorrido fraude nas eleições no país. Segundo uma fonte policial entrevistada pelo jornal Times of Israel, não há quaisquer provas investigativas ou de inteligência que sustentem essas alegações.

A Comissão Eleitoral Central também descartou tais acusações, reforçando a integridade do processo eleitoral. O partido Likud havia acusado partidos árabes de tentarem comprometer a lisura das eleições depois que os resultados parciais indicaram que esses partidos poderiam ter um papel importante na formação do novo governo.

Até o momento, 90% dos votos foram apurados, e ainda falta contabilizar cerca de 500 mil votos por correspondência, usados por militares e diplomatas que não puderam votar pessoalmente no dia da eleição.

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Os números mostram que nenhum partido alcançou as 61 cadeiras necessárias para a formação do governo. O bloco liderado por Benjamin Netanyahu deve conquistar 53 cadeiras, enquanto o grupo de seu oponente, Gadi Eisenkot, deve ficar com 48. Os partidos palestinos, por sua vez, conquistaram um recorde de 19 cadeiras.

Yousef Jabareen, líder da Lista Conjunta, que representa diversos partidos árabes, afirmou que pretende usar essas cadeiras para impedir a formação de um novo governo liderado por Netanyahu. No entanto, ele descartou apoio a um governo liderado por Eisenkot, por causa do apoio dele à ocupação da Faixa de Gaza.

Jabareen destacou a importância de lutar pelos direitos e pela igualdade da comunidade árabe em Israel.

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