A Polícia Federal realiza nesta terça-feira a segunda fase da Operação Castratio, que apura suspeitas de fraude em contratos de cerca de R$ 200 milhões do governo do Rio de Janeiro para castração e esterilização de animais. Entre os investigados está o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), que foi secretário da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), órgão responsável pelos contratos.
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão no Rio e em Niterói, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), já que Queiroz possui foro privilegiado. A investigação segue em andamento para apurar se houve crimes como peculato, corrupção e lavagem de dinheiro.
Os advogados de Marcelo Queiroz informaram que ele nega qualquer participação ou conhecimento de irregularidades e que sempre colaborou com as investigações. A defesa destaca que os contratos foram fiscalizados pelo Tribunal de Contas e controladoria sem problemas apontados.
A suspeita é que as irregularidades começaram durante a gestão de Queiroz na Seapa, entre outubro de 2019 e março de 2022. A empresa Consuvet Soluções em Saúde Animal, que firmou os contratos, está sendo investigada por possível fraude, pois apresentou documentos com datas diferentes da criação da empresa e teve crescimento inesperado no volume de serviços solicitados.
Em nota, a Consuvet negou irregularidades, disse que não faz agendamentos diretos e que os valores investigados não correspondem aos contratos efetivos. A empresa reforça seu compromisso com a transparência e cooperação com as autoridades.
A operação já cumpriu mandados em várias cidades e apreendeu até dinheiro em espécie. As investigações continuam para esclarecer todos os fatos e envolver possíveis responsáveis.


