Goiânia – A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta terça-feira (7/4) a operação “Mercancia Torpe”, que apura crimes contra a administração pública, focando na inserção fraudulenta de pacientes no sistema de saúde e na venda de vagas para procedimentos médicos no estado e na capital.
Segundo a PCGO, agentes públicos da saúde em Goiânia e em oito municípios do interior estavam envolvidos em um esquema que comercializava vagas para cirurgias, exames e consultas, serviços que deveriam ser gratuitos e acessíveis a todos.
O esquema favorecia pacientes que pagavam para serem inseridos no sistema, alterando a ordem de atendimento e prejudicando a população que aguardava na fila oficial. Dependendo do valor pago, a prioridade na fila também era modificada.
Essa investigação é um desdobramento da “Operação Hipócrates”, realizada em fevereiro de 2023, que resultou na prisão dos principais operadores e no afastamento de agentes públicos envolvidos.
Na nova fase, a Polícia Civil cumpriu 24 mandados em Goiânia, Goianira, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Corumbá de Goiás, Catalão, Cromínia, Cristianópolis, São Luiz do Norte e Maripota, visando agentes públicos responsáveis por fraudes nos sistemas SERVIR e SISREG.
Os investigados podem responder por crimes como falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas, corrupção passiva, corrupção ativa e associação criminosa.

