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quarta-feira, 04/03/2026

Polícia Civil do Rio de Janeiro procura provas em casos de estupros em grupo

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro está buscando novas evidências em casos envolvendo estupros em grupo contra estudantes do Colégio Federal Pedro II. Os investigadores focam em dados de celulares e computadores de um adolescente acusado de dois estupros, apontado como líder dos crimes que têm semelhanças no modo de operação.

O jovem é visto pela polícia como o principal responsável pelos ataques, chegando a ganhar a confiança das vítimas por meio de relacionamentos anteriores. O delegado Ângelo Lages ressaltou que a apreensão dos equipamentos do adolescente pode ajudar a esclarecer as denúncias. A Justiça negou o pedido de prisão e de busca e apreensão relacionados ao jovem, que continua respondendo ao processo em liberdade.

Em janeiro, uma jovem de 17 anos sofreu um estupro coletivo em Copacabana por cinco rapazes, incluindo o adolescente investigado. Quatro dos suspeitos estão presos, mas até agora nenhum entregou seus aparelhos pessoais à polícia. A Civil não descarta solicitar a quebra de sigilo telefônico dos quatro acusados.

Após a repercussão do caso de Copacabana, duas novas vítimas do Colégio Pedro II relataram abusos semelhantes. Uma delas, que tinha 14 anos na época, contou que foi estuprada em 2023 em um apartamento no Maracanã por esse adolescente e mais dois homens. A violência foi gravada e usada para chantageá-la. Outra vítima também mencionou gravações durante o abuso.

Nos casos envolvendo as vítimas do colégio, o adolescente organizou armadilhas, atraindo as meninas para os locais onde ocorreram as agressões sexuais e físicas. O delegado Lages destacou a semelhança com o caso de Copacabana e frisou a importância de analisar os celulares, frequentemente usados para registrar esse tipo de crime.

O Ministério Público do Rio informou que ainda pode solicitar medidas cautelares. Após a tentativa de prisão, o grêmio estudantil do Colégio Pedro II divulgou uma nota pedindo a expulsão dos alunos envolvidos, citando um histórico de assédio e abuso. A Polícia quer também contato com a escola para saber sobre outras denúncias anteriores.

A defesa de um dos acusados, Vitor Hugo Simonin, nega o estupro coletivo, alegando que houve consentimento, apesar das lesões graves que foram constatadas. O delegado alertou para a importância do consentimento, lembrando que sua ausência caracteriza crime com pena de até 20 anos de prisão para vítimas adolescentes.

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