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Polícia captura mais cinco presos que fugiram do Complexo da Papuda, no DF

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A Polícia Civil do Distrito Federal recapturou, no fim da tarde desta quinta-feira (14), mais cinco presos que fugiram do Centro de Detenção Provisória (CDP), no Complexo Penitenciário da Papuda. Até a última atualização desta reportagem, outros seis detentos permaneciam foragidos (veja lista abaixo).

Segundo a corporação, os internos foram encontrados em uma casa em São Sebastião. Ao todo, 17 presos fugiram do CDP durante a madrugada. Outros seis já haviam sido recapturados durante a manhã.

A Polícia Civil afirma que os internos encontrados no fim da tarde são:

  • Antônio Marcos da Silva de Souza;
  • Márcio Vinícius de Souza Andrade;
  • Romildo Santos da Silva;
  • Thiago Henrique Sousa da Silva;
  • Ismauro Gonçalves de Oliveira;

Fuga na madrugada

Câmeras de segurança flagraram o momento em que os detentos escaparam do presídio, por um buraco no teto (assista acima). As imagens mostram que eles usaram um espécie de corda para acessar a área externa das celas. No vídeo, é possível ver pelo menos cincos detentos saindo pelo teto do Centro de Detenção Provisória (CDP).

Entre os fugitivos desta quarta-feira (14), dois cumpriam pena em regime fechado, 12 estavam em regime provisório e um, no semiaberto. Um deles recebeu nível três de periculosidade, considerado de risco pelo sistema penitenciário.

O nível três é destinado a internos com envolvimento em crimes ligados a quadrilhas de extermínio, roubo, e furto de veículos, roubo a bancos, transportadora de valores, extorsão mediante sequestro ou tráfico de drogas.

Veja abaixo imagens dos seis que continuavam foragidos até a noite de quarta:

 Paulo Henrique Silva de Castro é considerado foragido, segundo Seap — Foto: Reprodução

Paulo Henrique Silva de Castro é considerado foragido, segundo Seap — Foto: Reprodução

Wanderson da Silva Santos é considerado foragido, segundo Seap — Foto: Reprodução

Wanderson da Silva Santos é considerado foragido, segundo Seap — Foto: Reprodução

Erison Vieira de Moraes é considerado foragido, segundo Seap — Foto: Reprodução

Erison Vieira de Moraes é considerado foragido, segundo Seap — Foto: Reprodução

Gabriel Nathan da Rocha Bessio é considerado foragido, segundo Seap — Foto: Reprodução

Gabriel Nathan da Rocha Bessio é considerado foragido, segundo Seap — Foto: Reprodução

Pétryck Cardoso de Souza é considerado foragido, segundo Seap — Foto: Reprodução

Pétryck Cardoso de Souza é considerado foragido, segundo Seap — Foto: Reprodução

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Banco Mundial emprestará US$ 1 bilhão para ampliação do Bolsa Família

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Segundo entidade, objetivo é mitigar os efeitos da pandemia entre a população mais vulnerável. Cerca de 3 milhões de pessoas serão beneficiadas

O empréstimo “apoiará a ampliação do Bolsa Família que vai beneficiar cerca de 3 milhões de pessoas (Roberto Setton/Exame)

O Banco Mundial anunciou nesta sexta-feira que vai emprestar US$1 bilhão ao Brasil para que se amplie o programa social Bolsa Família. O empréstimo “apoiará a ampliação do Bolsa Família, por meio do financiamento de transferências de renda que beneficiarão cerca de 3 milhões de pessoas, incluindo mulheres, crianças e jovens, indígenas e outras minorias”, afirmou o banco em comunicado. O epréstimo será pago ao longo de quase 8 anos, disse o banco.

Segundo a entidade, desde que o primeiro caso de Covid-19 foi registrado em 26 de fevereiro no país, “o novo coronavírus infectou mais de 5 milhões de pessoas no Brasil. Em consequência disso, o governo brasileiro e o Banco Mundial decidiram dar uma robusta resposta conjunta para proteger os mais vulneráveis”.

– A incerteza sobre a trajetória da pandemia e a perspectiva de pobreza tornam cruciais a expansão do programa Bolsa Família e a proteção dos pobres nesses tempos difíceis – afirmou Paloma Anós Casero, Diretora do Banco Mundial para o Brasil.

A pandemia do novo coronavírus deu início a uma crise sanitária, econômica e social sem precedentes e “com forte impacto para as populações vulneráveis. A recuperação deve acontecer de maneira gradual e desigual, com milhares de famílias a mais precisando de ajuda em 2021 do que havia no período pré-Covid-19”, acrescentou o Banco Mundial.

A nota da instituição cita o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, que afirma que a parceria permitirá ao governo “incluir famílias que se tornaram temporariamente pobres ou que não estavam cadastradas no programa anteriormente”.

Lorenzoni também mencionou o auxílio emergencial, que, investindo cerca de US$ 60 bilhões, já fez pagamentos mensais para mais de 67.8 milhões de brasileiros”.

Segundo o Banco Mundial, antes da pandemia, cerca de 13 milhões de famílias estavam cadastradas no Bolsa Família. “O projeto financiará a ampliação do programa, e expandirá a proteção para ao menos 1,2 milhão de famílias pobres que continuarão a precisar de apoio após o fim do auxílio emergencial. As mulheres representam 90% dos beneficiários diretos. Essa ampliação beneficiará pelo menos 3 milhões de pessoas, entre elas 990 mil crianças e jovens e 7 mil indígenas”.

O banco também oferecerá assistência técnica ao Ministério da Cidadania, “em coordenação com outros doadores bilaterais”, para avaliar os impactos potenciais das mudanças no programa Bolsa Família.

“A pandemia colocou pressão sobre a economia brasileira. Em resposta, o governo brasileiro se comprometeu com um pacote de incentivo fiscal rápido e abrangente. Espera-se que essas medidas reduzam em grande parte os impactos da Covid sobre a pobreza em 2020, embora a perspectiva de pobreza para 2021 continue incerta, uma vez que as medidas de auxílio emergencial têm prazo para expirar, e o mercado de trabalho continua devagar. A taxa de desemprego em agosto de 2020 atingiu 13,6 por cento”, lembra a entidade.

 

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Covid-19: Força-tarefa do MPDFT se prepara para segunda onda

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MPDFT pede cautela para população e se organiza para fortalecer ações nas regiões de maior índice de transmissibilidade; expectativa é de uma segunda onda no DF

Os índices de transmissão da doença aumentaram em algumas regiões – (crédito: Minervino Junior/CB/D.A Press)

Segundo informações da Secretaria de Saúde, o índice de transmissibilidade da covid-19 tem aumentado em algumas regiões do DF. Diante disso, a força-tarefa do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para ações de enfrentamento à pandemia se organiza para fortalecer as ações regionalizadas e pede o engajamento da população. Reunidos nesta quinta-feira (29/10), os procuradores e promotores que integram o grupo falaram sobre o risco e as consequências de uma possível segunda onda de contaminação.

Como forma de conscientização e alerta para a sociedade de que a disseminação do vírus ainda não acabou, e que o momento ainda exige cautela, foi lançada pelo MPDFT a campanha Faça sua parte. “A possibilidade de uma segunda onda tem potencial de grande estrago. Neste momento, a postura da população em manter as medidas de higienização e distanciamento é determinante para o controle dos casos, até que se tenha uma vacina. E até mesmo depois da vacina, os cuidados deverão continuar”, alertou o coordenador da força-tarefa, José Eduardo Sabo.

O acompanhamento da estruturação do programa de vacinação contra a covid-19 no DF constitui importante frente de atuação no cenário atual da pandemia. Representantes da força-tarefa participaram de reunião no Ministério da Saúde e receberam informações sobre as pesquisas das vacinas e sobre o plano para imunizar a população. A etapa antecede o início da vacinação contra o novo coronavírus. O secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, e integrantes de sua equipe também estiveram presentes.

Outra medida recente do MPDFT foi a requisição ao DF Legal de ações de fiscalização do órgão nas imediações da Feira dos Importados. O objetivo é a verificação do cumprimento das medidas e protocolos sanitários pelos comerciantes ambulantes. O local costuma ter grande movimentação de pessoas e pouco distanciamento social.

Desmobilização de leitos

Com a desaceleração nas taxas de disseminação do novo coronavírus, o governo do DF iniciou a desmobilização gradual de leitos exclusivos para Covid-19 nos hospitais da rede pública do DF. O Ministério Público faz o acompanhamento dessa etapa e já verifica possibilidades de utilização de equipamentos adquiridos pela Secretaria de Saúde (SES) para a instalação definitiva de novos leitos de unidade de tratamento intensivo (UTI) ou unidade de cuidados intensivos (UCI) em hospitais com grande volume de atendimentos e que já possuem espaços físicos apropriados.

“Com uma boa gestão, essa desmobilização de leitos pode representar a disponibilização de mais leitos de UTI no DF e também atender as demandas das cirurgias eletivas”, defendeu o promotor de Justiça de Defesa da Saúde Clayton Germano.

Aumento da pobreza

A promotora de justiça Hiza Maria Carpina destacou que a assistência social continua em situação precária. “Atualmente, 30 mil pessoas estão na fila de espera do Programa Prato Cheio. Isso dá uma dimensão do resultado catastrófico da pandemia no DF entre os mais vulneráveis”, relatou. O MPDFT também defende a urgente recomposição do quadro de servidores da área de assistência social para continuidade dos serviços socioassistenciais, principalmente em relação à retomada do Cadastro Único, que representará um importante diagnóstico da situação de pobreza que muitas famílias se encontram.

A força-tarefa do MPDFT é integrada pelas promotorias de Justiça que atuam nas áreas de saúde, educação, patrimônio público, idoso, meio ambiente, infância e juventude, consumidor, direitos humanos e sistema prisional.

 

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Caixa inicia novo ciclo de pagamento do auxílio emergencial

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Neste sexta-feira, 3,4 milhões de brasileiros nascidos em janeiro recebem o benefício

Auxílio emergencial: 95 mil pessoas recebem a primeira parcela nesta sexta-feira (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Caixa realiza nesta sexta-feira, 30, o pagamento de R$ 1,36 bilhão do auxílio emergencial para 3,4 milhões de brasileiros nascidos em janeiro do Ciclo 4. Esses créditos abrem o Ciclo 4 e contemplam parcelas residuais e da extensão.

Desse total, 645 mil receberão 422,1 milhões de reais referentes às parcelas do auxílio emergencial. Os demais, 2,8 milhões, serão contemplados com a primeira parcela do auxílio emergencial extensão, em um montante de R$ 937,7 milhões.

A Caixa também credita a primeira parcela do auxílio emergencial para 95 mil brasileiros que tiveram o benefício aprovado. A portaria nº 519 do Governo Federal autorizou o pagamento de cinco parcelas para os novos beneficiários. O crédito da primeira parcela acompanha o ciclo 4, a segunda parcela no ciclo 5 e as três últimas no ciclo 6.

A partir desta data, os valores já podem ser movimentados pelo Aplicativo Caixa Tem para pagamento de boletos, compras na internet e pelas maquininhas em mais de um milhão de estabelecimentos comerciais.

O benefício criado em abril pelo Governo Federal foi estendido até 31 de dezembro por meio da Medida Provisória (MP) nº 1000. O auxílio emergencial extensão será pago em até quatro parcelas de R$ 300 cada e, no caso das mães chefes de família monoparental, o valor é de R$ 600.

Não há necessidade de novo requerimento para receber a extensão do auxílio. Somente aqueles que já foram beneficiados e, a partir de agora, se enquadram nos novos requisitos estabelecidos na MP, terão direito a continuar recebendo o benefício.

Ciclo 4 - calendário de pagamento

Calendário de saque 

Os saques e transferências para quem recebe o crédito nesta sexta-feira serão liberados a partir do dia 7 de novembro. Veja calendário abaixo:

Calendário de saque ciclo 4

Poupança Social 

A Conta Poupança Social Digital é uma poupança simplificada, sem tarifas de manutenção, com limite mensal de movimentação de R$ 5 mil. A movimentação do valor poderá, inicialmente, ser realizada por meio digital com o uso do aplicativo Caixa Tem, sem custo, evitando o deslocamento das pessoas até as agências.

Logo após o crédito dos valores, será possível realizar compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code, por meio de mais de nove milhões de maquininhas de cartão espalhadas por todo o Brasil. O beneficiário também poderá realizar o pagamento de contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral pelo próprio aplicativo ou nas casas lotéricas através da opção “Pagar na Lotérica” do Caixa Tem.

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Bolsonaro: “Eu tenho bom atendimento médico e o povo tem que ter”

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Apesar de revogá-lo, presidente defende decreto que autoriza participação da iniciativa privada nas unidades básicas de saúde. Disse que há mais de 4 mil instalações inacabadas por falta de recursos. Bolsonaro afirmou que protestos partem de quem quer a volta de governos de esquerda

Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro defendeu o decreto que autorizava a realização de estudos para nortear a participação de entidades privadas na construção, gestão e operação de unidades básicas de saúde (UBSs). A medida, publicada no Diário Oficial da União e revogada no mesmo dia, não trata da privatização do Sistema Único de Saúde (SUS), afirmou. O chefe do Executivo comentou sobre o tema a apoiadores na noite de ontem, na entrada do Palácio da Alvorada. Bolsonaro acrescentou que, em caso de entendimento, o decreto poderá ser reeditado.

“Não existe privatização do SUS. Fizemos o ano passado no tocante a creches. As UBS e Upas são mais de 4 mil que estão inacabadas. E não tem dinheiro. Em vez de deixar de deteriorar, gostaríamos de oferecer à iniciativa privada. Qualquer atendimento ali feito pela iniciativa privada seria ressarcido pela União. O pessoal falou que era privatizar, eu revoguei o decreto. Deixa. Quando tiver o entendimento do que a gente de verdade quer fazer, talvez eu reedite o decreto”, disse.

Contrariado, Bolsonaro reclamou das críticas de setores políticos e de entidades da sociedade civil que recebeu ao longo do dia. Segundo ele, “estava sendo visto como um monstro” perante a opinião pública. O mandatário justificou também que “possui um bom atendimento médico e que a população também deveria ter”.

“Vamos ter mais de 4 mil unidades abandonadas jogadas no lixo sem atender uma pessoa sequer. Então lamentavelmente o pessoal da esquerda critica, essa imprensa critica, e eu estava virando um monstro. Então eu revoguei o decreto, sem problema nenhum. Eu tenho um bom atendimento médico, agora o povo tem que ter também”, alegou. “Como a gente pode conseguir um bom atendimento? Agindo dessa maneira. Não tem outra maneira”, afirmou.

O presidente usou um tom catastrofista, alertando que o país pode retornar para governos de esquerda nas próximas eleições. “ Arrebentaram com o Brasil. A saúde era só corrupção. Resolvemos muita coisa, agora quer de uma hora para outra… Sabe o que vai acontecer com o Brasil mais cedo ou mais tarde? Vai voltar para as mãos de quem nos botou no buraco. Pode ter certeza, continuem agindo dessa maneira que volta para as mãos de que nos botou no buraco”, avisou Bolsonaro.

O mandatário finalizou rebatendo que tem recebido sugestões de populares para a economia, diminuindo salário do poder Legislativo. Ele ressaltou, porém, que não tem poder para adotar tal medida.”É impressionante, as críticas infundadas tudo critica, tudo critica. Aí vem cara assim: ‘”Diminua salário do poder legislativo que tem dinheiro para saúde”. Eu não tenho poder de mexer em salário de servidor do legislativo. Tem que entender. Se querem um ditador votaram no cara errado. Sei dos problemas. Querem que eu resolva sozinho? Em 22 vão ter chance de escolher um cara melhor do que eu. Tem uma pancada de cara bom aí”.

Depois emendou aos apoiadores: “Eu não vou desistir não, fica tranquilo, aí”.

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Operação Finados nas estradas federais começa na sexta-feira

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No DF, BR-020, BR-040, BR-060 e BR-070 receberão reforços. ‘Foco é prevenir gravidade e reduzir acidentes’, diz PRF.

Policiais rodoviários fazem patrulhamento em imagem de arquivo — Foto: PRF/Divulgação

A Operação Finados, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), começa a 0h desta sexta-feira (30) e vai até segunda (2). No Distrito Federal, os reforços no patrulhamento serão feitos, principalmente, nos trechos urbanos da BR-020, da BR-040, da BR-060 e da BR-070.

De acordo com a corporação, “o foco é prevenir a gravidade e reduzir os acidentes”. Segundo a PRF, como o feriado cai em uma segunda-feira, o fim de semana prolongado faz com que mais pessoas viagem, de carro ou de ônibus.

“Esse aumento de fluxo pode provocar elevação na quantidade de acidentes graves, feridos e mortos”, diz a PRF.

Os locais e horários onde o policiamento será reforçado foram escolhidos de acordo com dados estatísticos de acidentes nos últimos anos. Os trechos das estradas onde há maiores índices de criminalidade também terão mais agentes, diz a PRF.

Orientações para os motoristas

Equipe da PRF fiscaliza trecho da BR-070, em imagem de arquivo — Foto: TV Globo/Reprodução

Equipe da PRF fiscaliza trecho da BR-070, em imagem de arquivo — Foto: TV Globo/Reprodução

A Polícia Rodoviária Federal orienta os motoristas para que previnam acidentes. Veja algumas recomendações que devem ser tomadas ao pegar a estrada:

  • Faça a revisão preventiva do veículo
  • Observe as condições dos pneus, freios e iluminação
  • Respeite a sinalização e o limite de velocidade das rodovias
  • Use cinto de segurança nos bancos da frente e também nos de trás do automóvel
  • Não beba antes de dirigir
  • Não use o celular enquanto dirige

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Após atraso em pagamentos no Iges-DF, exames eletivos são suspensos em UPAs e hospitais

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Débitos com empresa que presta serviço totalizam R$ 6,3 milhões. Instituto afirma que valores serão quitados nos ‘próximos dias’; atendimentos de urgência e emergência estão mantidos.

Fachada do Hospital de Base do Distrito Federal, em imagem de arquivo — Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Por atraso em pagamentos, a empresa responsável por fazer exames de imagens nas unidades de saúde administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) suspendeu o atendimento a pacientes eletivos. O serviço foi interrompido nos hospitais de Base e de Santa Maria, além de seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

O documento que comunica a suspensão da realização de exames é dessa segunda-feira (26). De acordo com a RTD Soluções e Imagens, o Iges-DF tem cinco pagamentos atrasados, que totalizam R$ 6,3 milhões em dívidas.

Além disso, no documento, a empresa cita que o contrato com o instituto expirou em 5 de julho e não foi renovado, entretanto, a prestação de serviço continuou até então. Apesar da suspensão, os exames em casos de urgência e de emergência serão mantidos.

Em contrapartida, o Iges-DF informou que não pagou a empresa porque precisou realocar recursos para ações de combate à Covid-19. De acordo com o diretor-presidente da entidade, Paulo Ricardo Silva, a pandemia do novo coronavírus impactou diretamente no orçamento.

“O Iges foi grandemente demandado durante a pandemia e respondeu com a contratação de 1,4 mil funcionários e a compra de medicamentos de alto custo. Em razão disso, algumas obrigações foram atrasadas”, disse Paulo.

O diretor-presidente ainda afirmou que se reuniu com representantes da RTD Soluções e Imagens e garantiu que um dos pagamentos pendentes será quitado “nos próximos dias” e que o serviço será retomado.

Iges-DF

Criado em 2017, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF é um Serviço Social Autônomo (SSA), ou seja, uma entidade jurídica de direito privado sem fins lucrativos.

Além do Hospital de Base, o Iges-DF administra o Hospital de Santa Maria e seis UPAs, nas seguintes regiões:

  • Ceilândia
  • Núcleo Bandeirante
  • Recanto das Emas
  • Samambaia
  • São Sebastião
  • Sobradinho

Em setembro, a entidade foi alvo de uma série de mudanças na gestão, em meio à operação Falso Negativo, que apura supostas irregularidades em contratos da saúde local.

À época, promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público do DF, mandaram um ofício sigiloso ao órgão solicitando a íntegra de sete contratos de compras emergenciais de máscaras cirúrgicas, por dispensa de licitação.

Por meio de nota, o Iges-DF anunciou a criação de “um grupo de trabalho de controladoria, que está auditando os processos relacionados a compras e contratação”.

Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal, em imagem de aquivo — Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal, em imagem de aquivo — Foto: Andre Borges/Agência Brasília

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sábado, 31 de outubro de 2020

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