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segunda-feira, 02/03/2026

PMs afastados de escola do DF após denúncia de flexões obrigatórias a alunos

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Em Brasília

Quatro policiais militares foram removidos de uma escola cívico-militar em Brasília após o Sindicato dos Professores do Distrito Federal denunciar que estudantes teriam sido obrigados a fazer flexões no pátio como punição por usarem roupas de cores fora do padrão permitido. A escola, porém, negou que a atividade tenha sido obrigatória, afirmando que a participação foi voluntária.

O episódio aconteceu na quarta-feira (25) no Centro Educacional 01 da região administrativa do Itapoã e foi registrado em vídeo, que mostra dezenas de adolescentes seguindo os movimentos de um policial militar não identificado.

A Polícia Militar do Distrito Federal comunicou que substituiu os policiais envolvidos no ocorrido e abriu uma investigação para esclarecer os fatos e tomar as medidas administrativas necessárias.

“A corporação não apoia nenhuma prática que possa ser considerada constrangedora ou inadequada ao ambiente escolar”, destacou a corporação.

A Secretaria de Educação do Distrito Federal reconheceu uma falha na condução do evento, aprovou a substituição imediata dos militares e garantiu que nenhum aluno será prejudicado por usar roupas inadequadas ou por faltas.

Além disso, a secretaria reforçou o compromisso com o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Constituição Federal de 1988 para assegurar um ambiente escolar seguro, educativo e respeitoso para toda a comunidade.

A diretora do Centro Educacional 01, Antônia Teixeira de Sá, divulgou um vídeo nas redes sociais refutando as acusações do sindicato e dizendo que não haverá silêncio diante da difamação. Segundo ela, não houve tortura nem obrigatoriedade de fazer flexões, sendo uma prática comum que alunos atrasados ou sem uniforme adequado passem por um momento de formação.

No dia dos fatos, estudantes que preferiram não participar teriam desafiado policiais e colegas a realizarem mais do que as dez flexões propostas.

Um grupo de pais reuniu-se no colégio no sábado (28) para apoiar os policiais afastados, dizendo que não havia punição e que os estudantes não foram forçados a fazer as flexões.

O Sindicato dos Professores classificou o caso como inaceitável e informou que enviará um ofício ao Ministério Público do Distrito Federal para que, caso confirmado que alunos foram obrigados a fazer flexões, os responsáveis sejam punidos.

“Os estudantes estão na escola para aprender e se desenvolver como pessoas, cidadãos e futuros profissionais. Continuamos lutando contra a militarização e reafirmamos que educar não é militarizar”, disse o sindicato.

Desde 2019, o Centro Educacional 01 do Itapoã é uma escola cívico-militar e a Polícia Militar do Distrito Federal atua nas funções disciplinares da instituição.

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