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PMI composto da UE sobe a 30,5 em maio e supera expectativas

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O índice bem abaixo da marca de 50, porém, mostra que a atividade no bloco continua contraindo em meio à pandemia de coronavírus

UE: resultado do PMI composto do bloco superou a expectativa de analistas (Tom Werner/Getty Images).

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu da mínima histórica de 13,6 em abril para 30,5 em maio, segundo dados preliminares divulgados hoje pela IHS Markit.

O resultado do PMI composto superou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam aumento do indicador a 24. A leitura bem abaixo da marca de 50, porém, indica que a atividade no bloco continua se contraindo de forma significativa em meio aos efeitos da pandemia de coronavírus.

Apenas o PMI industrial da zona do euro foi de 33,4 em abril para 39,5 em maio. Neste caso, a projeção do mercado era de queda a 28.

Já o PMI de serviços do bloco avançou da mínima recorde de 12 para 28,7 no mesmo período. O consenso era de alta a 24,4.

 

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Economia

Índice da FGV mostra inflação de 0,36% em junho

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Esta foi a primeira inflação mensal para o IPC-S desde março, quando o índice havia marcado alta de 0,34%

Combustíveis: maior contribuição para cima sobre o índice partiu do grupo Transportes, cuja taxa acelerou de 0,32% para 1,05% puxada pelo comportamento da gasolina (Rickey Rogers/Reuters)

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou inflação de 0,36% no fechamento de junho, informou nesta quarta-feira (1) a Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador acelerou tanto na comparação com a terceira quadrissemana do mês quando avançara 0,09%, quanto frente ao resultado de maio, de deflação de 0,54%.

Foi a primeira inflação mensal para o IPC-S desde março, quando o índice havia marcado alta de 0,34%. Sete das oito classes de despesas pesquisadas pela FGV tiveram aceleração no fechamento de junho. A maior contribuição para cima sobre o índice partiu do grupo Transportes, cuja taxa acelerou de 0,32% para 1,05% puxada pelo comportamento da gasolina (0,69% para 3,28%).

Também houve alta nas taxas de Educação, Leitura e Recreação (-1 16% para -0,40%), com a inversão de sinal de passagem aérea (-8 0% para 1,37%); Habitação (-0,12% para 0,00%), puxada por móveis para residência (-0,56% para 0,02%); Comunicação (0,47% para 0 88%), com combo de telefonia, internet e TV por assinatura (1 16% para 2,0%); Alimentação (0,52% para 0,57%), por causa de laticínios (0,64% para 1,55%); Vestuário (-0,01% para 0,08%), com calçados (-0,83% para -0,41%); e Saúde e Cuidados Pessoais (0,16% para 0,18%), devido a medicamentos em geral (0,44% para 0 88%).

Na outra ponta, o grupo Despesas Diversas mostrou alívio na taxa de 0,23% para 0,19%, puxado pela desaceleração do item despachante (0,88% para 0,0%).

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Economia

Dólar abre em alta com apreensão sobre nova onda de coronavírus

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Na véspera, o dólar à vista teve alta de 0,27%, a 5,44 reais na venda

(Oleg Golovnev/EyeEm/Getty Images)

O dólar era negociado em alta contra o real logo após a abertura desta quarta-feira, com a permanência dos temores em relação a uma segunda onda global de coronavírus impulsionando a busca por refúgio.

Às 9:10, o dólar avançava 0,13%, a 5,4473 reais na venda, enquanto o dólar futuro tinha queda de 0,17%, a 5,4535 reais.

Na véspera, o dólar à vista teve alta de 0,27%, a 5,44 reais na venda.

O Banco Central ofertará nesta quarta-feira até 12 mil contratos de swap cambial tradicional com vencimento em novembro de 2020 e março de 2021

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Economia

Crise causa impacto na indústria, que precisa de mudança, diz CNI

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Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 402 executivos de indústrias anuncia plataforma de inovação aberta

Indústria: maior queda de faturamento bruto se deu no Sudeste (73%) (Omar Osman/Getty Images)

Pesquisa contratada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 402 executivos de indústrias de médio (50 a 249 empregados) e grande porte (250 ou mais empregados), em todos os estados, mostra que cerca de sete (69%) em cada dez empresas perderam faturamento recentemente por causa da pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Dos executivos que responderam à pesquisa, feita por telefone entre 18 e 26 de junho, 16% disseram que o faturamento ficou igual, e 14% afirmaram que aumentou. Não é apresentado cruzamento sobre a situação do faturamento das empresas e os subsetores da indústria.

Conforme o levantamento, a queda do faturamento foi indicada proporcionalmente mais entre executivos de grandes empresas (76%) do que entre entrevistados das médias empresas (68%).

A maior queda de faturamento bruto se deu no Sudeste (73%). No Sul e no Nordeste a diminuição foi de 69%. Menos da metade (49%) das respostas obtidas nas regiões Norte e Centro-Oeste indicou impacto negativo no faturamento.

Os dados apurados mostram ainda que 65% das médias e grandes empresas tiveram sua produção reduzida ou paralisada.

Empresas afetadas pela pandemia

Ainda de acordo com as informações levantadas, cerca de nove em cada dez empresas foram afetadas de alguma forma pela pandemia de covid-19 – 40% dos executivos disseram que as empresas foram “muito afetadas” pela pandemia. Dezesseis por cento afirmaram que seus negócios foram “afetados”; 14%, “mais ou menos afetados”; 16%, “pouco afetados” e 7% “muito pouco afetados”. Cinco por cento responderam “nada afetados”, 2% não souberam ou não quiseram responder.

A situação apontada pelos entrevistados foi pior entre as grandes do que entre as médias indústrias.  Sessenta e dois por cento das grandes empresas declararam ter sido “muito afetadas” ou “afetadas”, enquanto esse percentual foi de 55% entre os executivos das empresas de porte médio.

No corte regional, a melhor situação foi apresentada pelos executivos das regiões Norte e Centro-Oeste: 42% dos entrevistados disseram que o negócio foi “muito afetado” ou “afetado”. No Sul, a proporção é de 60%, no Sudeste, de 58% e no Nordeste, de 56%.

Para os executivos entrevistados, as vendas formam as áreas mais afetadas pela crise: 62% entre as grandes empresas e 56% entre as médias empresas.

Mudanças em perspectiva

A pesquisa verificou com 68% dos executivos que a atual situação de pandemia e de crise econômica provocou mudança de algum aspecto importante para a empresa, seja na relação com os trabalhadores, linha de produção, vendas, gestão logística, cadeia de fornecedores ou controle de estoques.

O levantamento feito para a CNI também revela que 66% dos entrevistados atribuíram à inovação no processo produtivo um grau de importância “alto” (43%) ou “muito alto” (23%). Não há, no entanto, um entendimento único do que seja inovação. Entre as respostas colhidas anotou-se: “fazer diferente”, “fazer melhor”, “criar algo novo a partir de uma necessidade de mercado”, “buscar novas tecnologias” ou criar “novas formas de agregar valor”.

A maioria dos executivos entrevistados (83%) acredita que o momento pós-covid exigirá inovação da indústria para crescer ou, ao menos, sobreviver no mercado. Segundo eles, a linha de produção deve ser a área prioritária para receber inovações (58%).

“Essa crise está nos mostrando a importância de investir em inovação. A superação da crise passa por investimentos em inovação. O mundo pós-pandemia reconhece ainda mais o valor da inovação”, destaca Gianna Sagázio, diretora de Inovação da CNI. “A inovação fortalece a indústria e a indústria cria mais empregos de qualidade, e qualidade de vida para as pessoas. Não existe país desenvolvido sem indústria forte”, acrescenta em entrevista à Agência Brasil.

Plataforma para inovação

Junto com a divulgação dos dados da pesquisa, a CNI anuncia que fechou parceria inédita com uma plataforma global de inovação aberta, criada por uma empresa israelense com atuação em outros países.

Iniciativas de inovação aberta podem conectar em escala global demandas de empresas e ofertas de soluções, a custo mais baixo, e em colaboração com empreendimentos, universidades, governos e fundos de investimento.

Segundo Gianna Sagázio, a plataforma escolhida pela CNI “pode acelerar o processo de inovação”. Ela avalia que as empresas brasileiras precisam estar atentas à “quarta revolução industrial”, que envolve o processo de digitalização da indústria e é determinante para o futuro das empresas e da economia. “Se o Brasil não tiver políticas públicas robustas de inovação e articular as iniciativas do governo com o setor empresarial, a gente acaba ficando para trás”, prevê.

A diretora defende que a plataforma “é uma maneira de ter um olhar mais atento ao que está acontecendo no mundo e se conectar, ganhar tempo. Acelerar esse processo de inserção nessa revolução industrial que estamos vivendo agora”.

 

 

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Economia

Após trimestre recorde, bolsas têm teste com segunda onda da covid-19

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Países que reabriram a economia, como China, Alemanha e Estados Unidos viram um retorno nos casos da covid-19. Brasil segue firme na primeira onda

O índice Euro Stoxx 600 registrou alta de 12,6% e o S&P 500, por sua vez, subiu 19,95% (Brendan McDermid/Reuters Brazil)

O primeiro trimestre de 2020 foi marcado pelo baque com os efeitos da pandemia do coronavírus. O segundo, por uma euforia com preços baixos, com estímulos de bancos centrais e com a possibilidade de uma retomada em V na economia. Qual será o tom dos investidores nas bolsas mundo afora no terceiro trimestre do ano, que começa nesta quarta-feira.

O pregão de ontem trouxe a confirmação de recordes na Europa e nos Estados Unidos. O índice europeu Euro Stoxx 600 teve seu melhor trimestre desde março de 2015, com alta de 12,6% desde o início de abril — fechando junho com queda de 13,3% no ano. O americano S&P 500, por sua vez, subiu ainda mais: 19,95%, no melhor trimestre desde 1998, marcando uma queda de apenas 4% no ano.

No Brasil, o Ibovespa fechou junho em alta de 8,76% e o trimestre com uma incrível valorização de 30%. Ainda assim, está 20% abaixo da pontuação do início do ano (118.500).

As próximas semanas, e meses, devem ser marcadas por uma atenção dupla às notícias econômicas e às ondas de contágio da covid-19. No campo econômico, os Estados Unidos apresentaram bons dados de confiança do consumidor e anunciaram empréstimos de 140 bilhões de dólares a restaurantes e hotéis. A China anunciou hoje que a atividade industrial cresceu em maio no maior ritmo desde dezembro. No Brasil, a taxa de desemprego, de 12,9%, veio em linha com as projeções. E o governo anunciou ontem a renovação do auxílio emergencial de 600 reais, o que tende a impulsionar o comércio nas próximas semanas.

O problema, claro, é a pandemia do coronavírus. Países que reabriram a economia, como China e Alemanha, viram um retorno nos casos da covid-19. Os Estados Unidos ontem bateram pela quarta vez em duas semanas o recorde diário de novos casos, com 47.000. Ao menos 34 estados têm aumento no número de casos após a reabertura das atividades com o início do verão. O imunologista Anthony Fauci, conselheiro da Casa Branca, afirmou que o país pode chegar a 100.000 casos diários.

O Brasil teve ontem mais 1.271 mortes e 37.997 novos casos da covid-19 em 24 horas, levando o total de mortes a 59.656 e o de casos a mais de 1,4 milhão. A pandemia, infelizmente, não deve desaparecer no terceiro trimestre — e pode segurar parte da euforia dos investidores.

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Economia

Dólar abre em alta nesta terça

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Exterior está ansioso devido a temores sobre uma segunda onda de covid-19 prejudicando o apetite por risco nesta terça

Dólar: na véspera, o dólar à vista caiu 0,73%, a 5,4252 reais na venda (Yuji Sakai/Getty Images)

O dólar era negociado em alta contra o real, voltando a ganhar força depois das perdas da véspera, com o exterior ansioso devido a temores sobre uma segunda onda de Covid-19 prejudicando o apetite por risco nesta terça-feira.

Às 9:07, o dólar avançava 0,59%, a 5,4570 reais na venda. Na B3, o dólar futuro subia 0,88%, a 5,4565 reais.

Na véspera, o dólar à vista caiu 0,73%, a 5,4252 reais na venda.

O Banco Central ofertará nesta terça-feira até 12 mil contratos de swap tradicional com vencimento em novembro de 2020 e março de 2021.

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Economia

Confiança de Serviços sobe 11,2 pontos em junho ante maio, diz FGV

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Apesar da melhora de 20,6 pontos nos últimos dois meses, o índice recuperou apenas 48% das perdas sofridas em março e abril.

Setor serviços; salão de beleza (Chris McGrath / Equipe/Getty Images)

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 11,2 pontos na passagem de maio para junho, na série com ajuste sazonal, alcançando 71,7 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar da melhora de 20,6 pontos nos últimos dois meses, o índice recuperou apenas 48% das perdas sofridas em março e abril.

“A confiança de serviços reage positivamente pelo segundo mês consecutivo depois de fortes quedas no início da pandemia. Apesar da expressiva alta de junho, é preciso cautela porque a base de comparação é muito baixa. Outro ponto a ser considerado é a dinâmica dessa recuperação, ainda muito mais influenciada pela melhora das expectativas com os próximos meses. O pior momento parece estar ficando para trás, mas a elevada incerteza deixa o cenário de retomada ainda sem precisão”, avaliou Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Em junho, houve aumento na confiança em todos os 13 segmentos pesquisados. O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 7 pontos, para 64 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-S) cresceu 15,1 pontos, para 79,8 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor de serviços caiu 0,8 ponto porcentual em junho, para 77,2%, novo piso histórico da série iniciada em abril de 2013. A queda sucede perdas nos meses de abril (-3,5 ponto porcentual) e maio (-1,5 ponto porcentual).

A coleta de dados para a edição de junho da Sondagem de Serviços foi realizada pela FGV com 1.454 empresas entre os dias 1º e 25 do mês.

 

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