A Polícia Militar do Rio de Janeiro anunciou que durante o Carnaval 2026, entre os dias 13 e 17 de fevereiro, 458 suspeitos foram presos, o que representa um aumento de 15% em comparação com o ano anterior. Além disso, 74 adolescentes foram apreendidos por atos ilegais, um crescimento de 28%.
Foram recuperados 97 celulares, o maior número já registrado, um aumento de 169% em relação ao último carnaval. Mais de 12.500 policiais militares atuaram em um esquema de vigilância constante para garantir a segurança.
As revistas nos acessos aos blocos de carnaval faziam parte da estratégia para evitar crimes oportunistas e combater esquemas ilegais, retirando objetos usados para ameaças e furtos rápidos, especialmente celulares, que são frequentemente revendidos ilegalmente.
Durante o evento na região do Cacuia, Ilha do Governador, ferramentas de tecnologia ajudaram a polícia a localizar um foragido com mandado de prisão em aberto, após reconhecimento facial, confirmando a identidade do suspeito durante a abordagem pelo 17º BPM.
Além disso, a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e o Procon-RJ fiscalizaram a venda de bebidas falsificadas, produtos sem procedência e alimentos vencidos. Sete camarotes foram multados por não cumprirem as regras durante os desfiles das escolas de samba.
Gutemberg Fonseca, secretário da Defesa do Consumidor, destacou a importância da acessibilidade em espaços públicos, afirmando que é uma obrigação legal garantir condições adequadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, e ressaltou que a falta dessas condições fere direitos básicos do consumidor.
A fiscalização também verificou a qualidade e procedência das bebidas comercializadas, além da correta exposição dos preços e cartazes do Procon. O Laboratório Itinerante do Consumidor esteve em blocos no centro e na zona sul do Rio, apreendendo cerca de 50 litros de bebidas suspeitas de falsificação ou sem origem comprovada, incluindo whisky, cachaça e vodka.
Gutemberg alertou que bebidas falsificadas não são apenas fraudes, mas riscos à saúde, enfatizando o trabalho para retirar esses produtos de circulação e conscientizar a população sobre os perigos do consumo.

