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sábado, 29/11/2025

PM cruel ameaçava mulheres com tapas e arma

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Um vídeo gravado pelo próprio sargento Hebert Póvoa, da Polícia Militar de Goiás, preso na sexta-feira (28/11), mostra a brutalidade com que ele, ex-candidato do PL, cobrava dívidas. Nas imagens, o policial aparece dentro da casa de uma mulher que havia contraído dívida com o grupo criminoso, segurando uma arma enquanto a vítima, claramente assustada, está sentada na cama.

O sargento agride a mulher com vários tapas no rosto, chamando-a repetidamente de “vagabunda” e “piranha”. Em um dos momentos mais chocantes, ele ameaça dizendo que ela estava “mexendo com vagabundo” e que “pagaria caro” por isso.

Desesperada, a mulher tenta justificar que não recebeu dinheiro algum. Quando ele fala que vai tomar o celular dela, ela implora para ficar com o aparelho porque precisa trabalhar. Em outro momento, ela pede ao sargento para verificar o armário da casa, provando que não havia comprado nem o básico para a filha, reforçando que não desviou dinheiro.

Operação policial

O vídeo é parte das provas coletadas na operação da Polícia Civil que prendeu seis suspeitos por agiotagem, extorsão e tortura mediante sequestro. Os detidos incluem três policiais militares de Luziânia, a advogada Tatiane Meireles, esposa do líder do grupo, e dois civis. A investigação foi iniciada após denúncias internas da Polícia Militar de Goiás que identificou irregularidades.

Atos de violência

A investigação revelou que o grupo agia como uma organização criminosa, usando violência extrema para cobrar dívidas. Outros vídeos mostram vítimas ensanguentadas, ajoelhadas e chorando enquanto são golpeadas com chutes, socos e tacos de baseball.

Em um vídeo, um agressor não identificado diz: “Aqui no Goiás você vai aprender como funciona.” Em seguida, ordena que a vítima fique imóvel até às 21 horas.

A advogada Tatiane Meireles não só atuava juridicamente ajudando a proteger a quadrilha, como também participava das agressões, sendo vista em vídeo batendo em uma vítima com um cassetete, enquanto dava ordens.

Descobertas na operação

  • Armas de fogo
  • Objetos usados para agressões
  • Cerca de R$ 10 mil em dinheiro vivo

A Polícia Civil suspeita que o grupo também fazia lavagem de dinheiro. O sargento preso, que candidatou-se a vereador em Luziânia pelo Partido Liberal (PL), usou a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua campanha. Ele se apresentava como defensor da moralidade e combate à corrupção, mas em sua campanha atacou o prefeito e sua família, o que resultou em processos judiciais.

O policial ficou afastado por problemas psicológicos por um longo tempo e voltou recentemente à corporação, mas ainda não estava em serviço operacional nas ruas.

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