O período de janela partidária, que terminou na sexta-feira (3/4), provocou mudanças significativas nas bancadas da Câmara dos Deputados, embora a liderança dos principais partidos tenha permanecido estável.
O PL consolidou sua posição como a maior bancada, crescendo de 88 para 97 deputados. Este aumento foi o maior em números absolutos entre as siglas. O partido também confirmou o lançamento do senador Flávio Bolsonaro (RJ) como seu candidato à presidência da República.
Enquanto isso, o PDT sofreu a maior queda proporcional, diminuindo sua bancada de 16 para 9 deputados. Essa redução representa uma perda de 43,8%. O partido ainda contou com a filiação do ex-ministro do Turismo, Celso Sabino, que busca uma vaga no Senado.
Outros partidos do Centrão também foram impactados, como o União Brasil, que perdeu oito deputados, passando de 59 para 51 representantes.
O Podemos foi o partido que teve o maior crescimento proporcional, com um salto de 68,8%, saindo de 16 para 27 deputados. O Solidariedade, PSD, PP e a federação PSol-Rede também cresceram, embora de forma mais modesta.
O partido Missão entrou na Câmara com a filiação do deputado Kim Kataguiri (SP), que deixou o União Brasil para se juntar ao novo grupo.
O PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à reeleição, teve uma leve redução, passando de 68 para 67 deputados, com uma mudança ainda pendente de confirmação.
Essas movimentações ocorreram dentro do prazo legal de 30 dias que antecede as eleições, período em que deputados podem trocar de partido sem risco de perder o mandato.
Os números apresentados são preliminares, baseados em levantamentos feitos pelo Metrópoles com informações de lideranças partidárias da Câmara. O resultado final será divulgado oficialmente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

