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PIB da zona do euro cai 12,1% — país mais afetado é a Espanha

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Resultados do segundo trimestre divulgados nesta sexta-feira, 31, mostram a queda no auge da pandemia do coronavírus na Europa, entre abril e junho

Turistas em Portugal em julho: atividade econômica começou a melhorar nas últimas semanas (Rafael Marchante/File Photo/Reuters)

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro teve queda de 12,1% no segundo trimestre, período entre abril e junho que foi o auge da crise do coronavírus na Europa. Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira, 31, e levam em conta a economia dos 19 países do grupo que usa o euro como moeda.

A expectativa do mercado era ligeiramente menor, de queda de 12%. É a pior queda do PIB desde que os países começaram a usar o euro, em 1995. No primeiro trimestre, entre janeiro e março, a queda no PIB, já mostrando alguns impactos do coronavírus, foi de 3,6%.

Na comparação com o segundo trimestre de 2019, a queda no PIB da zona do euro foi de 15%. Se incluídos todos os países da União Europeia, a queda foi um pouco menor, de 14,4% — uma vez que nem todos os 27 países da UE usam o euro.

O país mais impactado no segundo trimestre foi a Espanha, cujo PIB encolheu 18,5%. O resultado faz o país retroceder em todos os ganhos na economia que havia tido após a crise de 2008, quando os espanhóis também estiveram entre os mais afetados.

No caso do coronavírus, a Espanha esteve entre os primeiros países da Europa a ser amplamente afetados pela crise, e foi também um dos primeiros a precisar entrar em quarentena. Já o vizinho Portugal teve queda de 14,1% no PIB.

O PIB da Itália, primeiro país a sofrer com a crise do coronavírus, também teve queda histórica, de 12,4%, e o da França, de 13,8%. Em números divulgados na quinta-feira, 30, o PIB da Alemanha caiu 10,1%, o pior resultado desde que o país começou a contabilizar os números, em 1970.

Também na quinta-feira, os Estados Unidos divulgaram seu PIB do segundo trimestre, com queda de 32,9% na comparação anual. Na comparação trimestre a trimestre, a queda foi menor que a da zona do euro, de 9,5%, uma vez que o auge da pandemia nos EUA veio mais tarde do que na Europa. Ainda assim, foi o pior declínio do PIB desde que os dados começaram a ser contabilizados, em 1947.

Pacote bilionário e segunda onda

Uma das boas notícias dos novos dados é a inflação, que continuou em uma tendência de alta, sobretudo em junho e julho, quando a economia começou a reabrir. Para os analistas, os números são sinal de uma leve retomada na atividade econômica.

A Eurostat, escritório que divulga as estatísticas da zona do euro, afirmou que os preços subiram 0,4% na comparação anual em julho, um avanço maior do que os 0,3% em junho e 0,1% em maio. A projeção dos analistas ouvidos pela Reuters era de alta de 0,2% nos preços em julho.

A intensidade da crise fez os europeus chegarem a um raro acordo e aprovarem neste mês um pacote de socorro de 740 bilhões de euros para recuperar a economia. O acordo foi liderado sobretudo pela chanceler alemã, Angela Merkel, e pelo presidente francês, Emmanuel Macron.

Nesta sexta-feira, 31, o premiê espanhol Pedro Sanchez se encontra com outros líderes europeus para discutir o fundo e sua distribuição. A expectativa é que países mais pobres da União Europeia e os que foram mais afetados pela crise tenham preferência.

Para além dos desafios naturais da recuperação econômica, os países terão ainda de lidar com a constante ameaça do coronavírus — ao menos até que haja uma vacina.

Os europeus da zona do euro vêm tendo redução do número de novos casos ao longo dos últimos meses, com menos de 100 novos casos por dia na maioria dos países. A desaceleração da pandemia, obtida com esforços de isolamento social e quarentena rígida nos países, levou os europeus a iniciar um processo de reabertura a partir de maio.

Contudo, o temor de uma segunda onda ainda segue, sobretudo em meio à retomada do turismo durante o verão europeu. Nos últimos dias, a Espanha, novamente, é um dos países onde o número de casos voltou a crescer. A alta fez países vizinhos, como o Reino Unido, passarem a obrigar que turistas vindos da Espanha fiquem em quarentena por um período durante as visitas.

Incluindo todos os países da Europa, o continente tem hoje mais de 2,8 milhões de casos de coronavírus. Os mais afetados são Rússia (mais de 834.000 casos), Reino Unido (302.000), Espanha (284.000), Itália (247.000) e Alemanha (207.000).

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Economia

Prestes a ser lançado, Pró-Brasil escancara racha no governo federal

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O pacote que aposta em investimento público motivou desavenças entre Guedes e seus colegas Rogério Marinho e Braga Netto

Guedes: ministro da Economia é critico ao programa Pró-Brasil (Tania rego/Agência Brasil)

Com a eleição de 2022 no horizonte, o governo federal deve lançar nas próximas semanas o programa Pró-Brasil, que vai agrupar projetos já existentes em diversos ministérios num total somado de R$ 35 bilhões em investimentos. Gestado ao longo dos últimos quatro meses, o pacote motivou desavenças entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e seus colegas Rogério Marinho, titular do Desenvolvimento Regional, e Braga Netto, chefe da Casa Civil, na reunião ministerial de 22 de abril.

De lá para cá, o governo do presidente Jair Bolsonaro tem vivido uma disputa entre a ala capitaneada por Marinho, que defende a ampliação de obras públicas para ajudar a recuperação econômica pós-pandemia, e a de Guedes, que resiste a sinalizações de que o governo possa “furar o teto”dos gastos públicos.

Em mais um capítulo da queda de braços, ontem, os secretários especiais de Desestatização, Salim Mattar, e o de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, pediram demissão. O próprio ministro da Economia reconheceu a “debandada” na equipe, que vem se sentindo escanteada.

Apesar de Guedes insistir que Bolsonaro o apoia, na semana passada, em entrevista ao GLOBO, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) indicou para que lado pende o presidente, ao defender que o ministro da Economia dê um jeito de “arrumar um dinheirinho” para o governo tocar obras de infraestrutura.

A formatação do programa está a cargo de Braga Netto, que se recupera da Covid-19, e tem se dedicado a aparar os atritos. Na reunião de abril, o chefe da Casa Civil levou um pito de Guedes ao se referir ao Pró-Brasil como um “Plano Marshall brasileiro”, em referência à ajuda americana para reerguer países europeus após a Segunda Guerra Mundial.

Uma das preocupações de Braga Netto é lançar oficialmente o Pró-Brasil já com dotação orçamentária das obras e projetos. Com as contas apertadas, o ministro Rogério Marinho defende que a União gaste mais já a partir deste ano, empenhando os recursos em 2020, ano em que as regras orçamentárias estão mais frouxas por conta da pandemia.

Os valores, no entanto, seriam pagos ao longo dos próximos anos. O empenho é a primeira etapa do processo orçamentário, pelo qual o governo garante que vai pagar pelo serviço. Marinho conta com o apoio dos colegas Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura).

Resistência

Guedes é contra a ideia. O ministro da Economia entende que o sinal passado com uma eventual burla ao teto de gastos seria péssimo, com repercussão sobre a situação econômica do país. Guedes argumenta que é mais importante construir regulamentos que permitam a ampliação do capital privado e que os R$ 35 bilhões não seriam suficientes para recuperar a atividade econômica.

A alternativa mais recente apresentada ao governo prevê que o empenho e o repasse dos recursos aos estados até 31 de dezembro deste ano. Assim, o governo poderá atender ao Tribunal de Contas da União (TCU) empenhando e executando os recursos no mesmo ano vigente. Nesse caso, os estados seriam os responsáveis por licitar e executar as obras nas respectivas regiões com os recursos repassados pelo governo federal.

Há um impasse para Bolsonaro, porém: a maioria das obras de infraestrutura listada no Pró-Brasil está no Nordeste, onde os principais governadores são de partidos da oposição. Marinho, Guedes, Tarcísio e Braga Netto ainda estudam alternativas para conseguir os recursos.

Além de obras de infraestrutura, o Pró-Brasil também quer investir no programa “BR do Mar”, que visa incentivar a navegação de cabotagem (transporte de cargas entre portos do mesmo país) no Brasil. A facilitação do afretamento de embarcações é uma das principais ações de redução de custos operacionais da cabotagem no Brasil.

O programa também quer abranger o novo marco das ferrovias, acelerando a tramitação de uma legislação no Congresso, que se arrasta desde 2018. O novo marco legal das ferrovias, em discussão no Legislativo, acaba com a obrigatoriedade de licitações.

“Perfumaria”

Nos bastidores, integrantes do governo chegam a classificar o novo Pró-Brasil como uma “perfumaria”, já que se trata de um agrupamento de projetos já existentes dos ministérios reunidos sob um novo selo. Contribui para o apelido o fato de que, se os recursos previstos no orçamento para os projetos que integram o programa não forem liberados, não há como dar início às obras.

A falta de dinheiro colocou Guedes e Marinho novamente em lados opostos. Os dois já haviam discordado na criação do Pró-Brasil. À época, Guedes queixou-se com Bolsonaro de que Marinho havia costurado a criação do programa sem a participação da Economia e comparou a iniciativa ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das gestões petistas. Ontem, sem citar nomes, Guedes criticou colegas de governo.

— Os conselheiros do presidente que estão aconselhando a pular a cerca e furar teto vão levar o presidente para uma zona sombria, uma zona de impeachment, de irresponsabilidade fiscal — disse.

A data da cerimônia de lançamento do Pró-Brasil depende ainda de que o exame de Covid-19 do ministro Braga Netto, que está sem sintomas da doença, apresente resultado negativo. Há uma expectativa de que o evento possa ocorrer na semana que vem.

 

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Economia

Reino Unido entra em recessão após queda de 20,4% do PIB no 2º trimestre

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A economia britânica vive a pior recessão desde o início dos cálculos oficiais trimestrais em 1955

Reino Unido: queda recorde do PIB ocorreu devido à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus (NurPhoto / Colaborador/Getty Images)

O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido registrou uma queda recorde de 20,4% no segundo trimestre devido à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus e o país entrou oficialmente em recessão, anunciou o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês).

No primeiro trimestre, a economia britânica recuou 2,2%. Os economistas consideram que um país entra em recessão quando registra dois trimestres consecutivos de resultados negativos.

De acordo com os números publicados nesta quarta-feira pelo ONS, a economia britânica vive a pior recessão desde o início dos cálculos oficiais trimestrais em 1955.

O ONS destaca que o mês de abril, quando a população do país estava totalmente confinada e a atividade econômica foi paralisada, foi especialmente difícil. Os dados começaram a melhorar em maio, quando o PIB avançou 2,4%, e em junho (+8,7%), graças à reabertura do comércio.

O instituto explica que, somando os dois primeiros trimestres do ano, o retrocesso da economia britânica alcança 22,1%, “um dado um pouco menor que o registrado na Espanha (-22,7%), mas o dobro do resultado dos Estados Unidos (-10,6%)” no mesmo período.

O ONS considera que revés econômico no Reino Unido é mais grave que na maioria dos países europeus porque o confinamento durou mais tempo.

 

 

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Economia

Bank of America reduz previsão para Selic para 1,75% ao fim de 2020

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Banco norte-americano projeta nova redução da taxa apenas na reunião do fim de de outubro, com estabilidade no encontro de setembro

Dinheiro: Selic está em 2% ao ano (Priscila Zambotto/Getty Images)

O Bank of America revisou para baixo sua expectativa para a Selic ao fim deste ano, depois de considerar que a ata do Copom veio mais “dovish” (inclinada a queda dos juros) do que o comunicado da semana passada.

O BofA espera agora que o juro básico termine o ano em 1,75%, ante previsão anterior de 2,00%, patamar no qual a Selic está agora.

Mas o banco norte-americano projeta nova redução da taxa apenas na reunião dos dias 27 e 28 de outubro, com estabilidade no encontro do Copom previsto para 15 e 16 de setembro.

“O BC esclareceu que, se houver mais cortes, eles podem ser espaçados”, avaliaram David Beker e Ana Madeira em relatório.

“O Banco Central está preocupado com a inflação bem abaixo das metas e também com os riscos de uma recuperação da atividade mais lenta do que o esperado. Sobre a assimetria de riscos, o banco também esclareceu que (ela) vem do fiscal. Apesar desse risco, ainda se espera inflação abaixo da meta no horizonte relevante para a política monetária”, acrescentaram.

No entendimento dos profissionais, o BC quer mais tempo para monitorar os riscos fiscais, por isso sinalizou cortes espaçados. “Uma maior flexibilização além desse nível (de 1,75%) vai depender do debate sobre o teto de gastos, que já está esquentando”, finalizaram.

O BC divulgou a ata do Copom mais cedo e, no documento, afirmou que a Selic está próxima de um limite a partir do qual poderia provocar instabilidade nos preços de ativos. Na semana passada, o colegiado cortou a Selic em 0,25 ponto, a nova mínima histórica de 2,00% ao ano.

 

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Economia

Setor de turismo e companhias aéreas disparam com expectativa de vacina

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Azul, GOL e CVC chegam a subir mais de 5%; movimento também é observado em bolsas internacionais

Avião: vacina contra Covid-19 pode abrir espaço para a retomada do turismo (martin-dm/Getty Images)

As ações de companhias áreas e de empresas relacionadas ao turismo sobem, após o anúncio de que a Rússia irá registrar a primeira vacina contra o coronavírus. Na bolsa, Azul, GOL e CVC avançam 8,5%, 7,6% e 6%, respectivamente. A fabricante de aviões Embraer sobe 3,5% na esperança de uma retomada do setor.

“Apesar de todas incertezas sobre a vacina, este está sendo o principal gatilho para as altas, tanto que elas sobem em bloco”, afirma Gustavo Bertotti, economista da Messem.

Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research, ainda ressalta a valorização do setor em bolsas internacionais, como as americanas. Por lá, os papéis da American Airlines abriram em alta de 7,6%, mesmo já tendo subido 7% no pregão anterior, enquanto a Boeing avança pouco mais de 3%. As ações das redes de hotéis Hilton, MGM e Marriott também são negociadas em alta.

Nas bolsas da Europa, as valorizações foram ainda mais pujantes. Na Alemanha, a Lufthansa se valoriza 6,8% e, em Londres, a IAG, controladora da British Airways, dispara cerca de 8,5%.

Embora tenha ajudado a fortalecer as ações dos setores de aviação e turismo, um dos mais afetados pelas restrições de mobilidade impostas pela pandemia, a vacina russa tem causado desconfiança por parte do mercado, que questiona a eficácia e a transparência em seu desenvolvimento. “A vacina russa foi feita de modo meio obscuro, até por isso não anima tanto”, comentou Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus.

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Selic está próxima de limite, novos cortes podem ser espaçados, diz BC

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Na semana passada, o Banco Central cortou a Selic em 0,25 ponto, à nova mínima histórica de 2% ao ano, e manteve a possibilidade de ajustes na taxa de juros

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Economia

Dólar recua após salto recente e de olho na ata do Copom

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Às 9:09, o dólar recuava 0,36%, a 5,4452 reais na venda

Dólar (JamieB/Getty Images)

O dólar perdia força contra o real logo após a abertura desta terça-feira, devolvendo alguns de seus ganhos recentes, enquanto os investidores digeriam a ata do Banco Central sobre a última decisão de juros e sinalizações sobre o futuro da política monetária no Brasil.

Às 9:09, o dólar recuava 0,36%, a 5,4452 reais na venda. O dólar futuro negociado na B3 tinha queda de 0,69%, a 5,449 reais.

Na véspera, o dólar à vista teve alta de 0,97%, a 5,4649 reais na venda.

Nesta terça-feira, o Banco Central fará leilão de swap tradicional de até 10 mil contratos com vencimento em novembro de 2020 e março de 2021.

 

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Hoje é

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

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