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quinta-feira, 26/02/2026

PF prende Adilsinho, líder violento do jogo do bicho com ajuda policial

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Bruna Fantti
Folhapress

O chefe da Polícia Federal no Rio de Janeiro, delegado Fábio Galvão, afirmou que Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, é o criminoso mais violento entre os líderes do jogo do bicho. A declaração ocorreu ao lado do secretário de Polícia Civil do estado, Felipe Curi, em vídeo divulgado pelas autoridades nesta quinta-feira (26), após a prisão do suspeito líder da contravenção.

A reportagem tentou contato com a defesa de Adilsinho via WhatsApp, mas não obteve resposta. O advogado Ricardo Braga também não atendeu as ligações. No início de fevereiro, quando a Justiça expediu um mandado de prisão por homicídio, o advogado afirmou que seu cliente desconhecia os fatos e que provaria sua inocência.

Adilsinho foi detido na Região dos Lagos, em uma casa na cidade de Cabo Frio. Um policial militar, lotado na UPP do Complexo do Alemão, também foi preso por estar fazendo a segurança de Adilsinho, segundo os investigadores.

Em nota, a corporação disse que a Corregedoria-Geral abriu um processo administrativo disciplinar para apurar o caso.

De acordo com Galvão, a dificuldade para prender Adilsinho se dava justamente pela proteção oferecida por policiais corruptos.

“Esta foi a terceira tentativa de prisão, muito dificultada pela proteção dada sobretudo por policiais, que beneficiam principalmente a máfia do jogo do bicho. Hoje conseguimos prender o mais violento dos líderes do jogo do bicho”, declarou o superintendente.

A ação ocorreu pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, que reúne as polícias Civil e Federal. Adilsinho foi monitorado por drone e preso após uma equipe chegar de helicóptero próximo à sua residência.

Galvão também destacou que as investigações resultaram no fechamento de três fábricas clandestinas de cigarros, uma das principais fontes de renda da organização criminosa, além de máquinas caça-níqueis e o jogo do bicho.

Em julho de 2024, em uma dessas fábricas em Duque de Caxias, seis paraguaios foram resgatados de condições similares à escravidão. Eles relataram que foram levados vendados para o local, proibidos de sair e vigiados por um homem armado. Os trabalhadores acreditavam estar em São Paulo, mas na verdade estavam em outro estado. Após a intervenção policial, eles retornaram ao Paraguai.

No vídeo divulgado, o secretário Felipe Curi listou os crimes pelos quais Adilsinho é investigado, incluindo três mandados de prisão por homicídio, entre eles o assassinato de Marco Antônio Figueiredo Martins, conhecido como Marquinho Catiri, e outros crimes relacionados à organização criminosa.

Também foi mencionada a investigação do assassinato do policial penal Bruno Killer, no qual Adilsinho já é indiciado. Curi informou ainda que ele estaria envolvido na morte de um advogado, em fevereiro de 2024, próximo à sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

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