A Polícia Federal iniciou nesta quarta-feira, 1º, a operação Inauditus para apurar um esquema de venda de sentenças, corrupção e lavagem de dinheiro no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA). O desembargador Luiz de França Belchior Silva e quatro servidores foram afastados.
O Tribunal do Maranhão informou que está cooperando com as autoridades para garantir transparência.
Foram cumpridos 25 mandados em São Luís e cidades próximas. Também foram feitas buscas em Fortaleza, São Paulo e Lagoa Seca.
Além das buscas, foi decretada prisão preventiva do principal suspeito, o afastamento do desembargador e servidores, e impedido o contato entre eles.
Também foi determinado monitoramento eletrônico de seis pessoas e bloqueio de bens até R$ 50 milhões.
As investigações mostram um esquema para direcionar decisões judiciais, beneficiando algumas partes através de vantagens ilegais.
Foi detectada movimentação financeira suspeita, indicando ocultação de origem ilícita. As buscas aconteceram em gabinetes do tribunal, escritórios de advocacia e empresas.
O desembargador afastado Antonio Pacheco Guerreiro Júnior foi alvo das buscas. A defesa dele não se pronunciou até o momento.
O empresário Antônio Edinaldo de Luz Lucena também foi alvo em São Luís. A reportagem tenta contato com a defesa dele.
Essa operação está ligada a uma investigação maior, a Operação 18 Minutos, que apura corrupção e lavagem no TJ-MA.
Quatro desembargadores investigados estão afastados desde outubro de 2024: Antonio Pacheco Guerreiro Júnior, Luiz Gonzaga Almeida Filho, Marcelino Everton Chaves e Nelma Celeste Sousa Silva Sarney Costa.
O Ministério Público Federal denunciou essas pessoas e outros 23 investigados em julho de 2025. O esquema envolvia liberação rápida de alvarás judiciais com desvio estimado em R$ 50 milhões.
O nome da operação faz referência ao fato de que em apenas 18 minutos foi expedida uma ordem para liberação de dinheiro que foi rapidamente sacado pelos envolvidos.

