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quarta-feira, 04/02/2026

PF avança e analisa celulares da Operação Compliance Zero mesmo sem ajuda de Vorcaro

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A Polícia Federal continuou investigando o material confiscado na Operação Compliance Zero, mesmo sem a colaboração do banqueiro Daniel Vorcaro. Durante o depoimento, Vorcaro afirmou ter contatos influentes em todos os poderes da República, mas não liberou a senha do seu celular, alegando preocupação com a privacidade de seus dados pessoais.

Mesmo com essa recusa, os investigadores conseguiram acessar os dados. Os celulares de Vorcaro, familiares, ex-sócios e do investidor Nelson Tanure foram analisados em ambiente seguro no Instituto Nacional de Criminalística (INC) em Brasília e depois encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR), conforme informado pelo jornal O GLOBO.

A PF usa tecnologias modernas que permitem desbloquear celulares iOS e Android. As mensagens e áudios encontrados serão fundamentais para decidir se o caso continuará no Supremo Tribunal Federal ou será transferido para uma instância inferior. O ministro relator do processo, Dias Toffoli, indicou essa possibilidade após o fim das investigações.

O exame dos aparelhos é liderado por Luiz Felipe Nassif, chefe da equipe de informática da PF, conhecido por comandar operações importantes no passado. Todos os dispositivos foram tratados com rigor, seguindo protocolos para preservar as informações, considerando-os como uma verdadeira “cena do crime” digital.

Entre as informações revisadas, estão grupos de WhatsApp como o “MasterFictor”, criado poucos dias antes da prisão de Vorcaro. Esse grupo está ligado à tentativa de venda do Banco Master por R$ 3 bilhões, com suposto suporte de investidores internacionais. Recentemente, empresas ligadas ao grupo Fictor solicitaram recuperação judicial para reorganizar dívidas que somam R$ 4,2 bilhões.

Também foram identificadas conexões com a gestora Reag DTVM e seu fundador João Carlos Mansur, que também são alvos da operação. Parte desse material teve acesso inicialmente liberado para a CPI do INSS, mas foi bloqueado posteriormente por decisão do ministro Toffoli.

Outro especialista designado para o caso é Enelson da Cruz Filho, que irá focar na análise de planilhas, tabelas e movimentações financeiras. A PF ainda utiliza técnicas especiais para recuperar arquivos apagados, como o datacarving, ampliando a investigação e permitindo o acesso a dados que pareciam perdidos.

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