A Petrobras conseguiu aumentar sua produção de diesel para um nível recorde no terceiro trimestre, segundo dados recentes. A produção média diária chegou a 769 mil barris, um crescimento de 6,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Essa elevação na produção ajudou a diminuir as importações do combustível, que caíram 8,8%, chegando a 110 mil barris por dia. A prioridade dada à produção interna foi reforçada devido à alta dos preços internacionais do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio.
No terceiro trimestre, a Petrobras também ampliou as vendas de diesel em 4,9%, alcançando 849 mil barris por dia. Este período é caracterizado por uma maior demanda, influenciada pelo plantio da safra de inverno e pela intensa atividade industrial.
Para atender a essa demanda, as refinarias da estatal operaram próximas de sua capacidade máxima, atingindo 99% de utilização, cinco pontos percentuais acima do mesmo período do ano anterior. Além disso, a produção de querosene de aviação subiu 3,4%, totalizando 122 mil barris diários, impulsionada pelas férias escolares do meio do ano.
Desde o começo do conflito, a Petrobras enfrenta desafios relacionados ao preço do diesel, que sofre impactos do bloqueio do estreito de Hormuz e de ataques a refinarias na Rússia. Apesar disso, o diesel vendido internamente é mais barato que o custo de importação, gerando um custo adicional para a empresa.
Especialistas alertam que, para evitar prejuízos futuros, a Petrobras pode precisar ajustar seus preços ainda em 2026. Enquanto isso, a empresa tem compensado perdas locais com o aumento das exportações, que atingiram um recorde de 1,25 milhão de barris por dia no trimestre, representando crescimento de 21,1%.
Grande parte do óleo exportado destina-se à China, especialmente o óleo combustível usado na indústria e transporte marítimo. A produção total de óleo e gás chegou a 3,51 milhões de barris por dia, marca inédita impulsionada pela atividade nas plataformas do pré-sal.


