Nossa rede

Ciência

Pesquisa dos EUA projeta 90 mil mortes por covid-19 até agosto no Brasil

Publicado

dia

Pesquisa da Universidade de Washington projeta que o Brasil terá no final de junho 11.178 pacientes com coronavírus que necessitarão de leitos de UTI

Coronavírus: Brasil deve registrar mais de mil mortes por dia entre 17 de junho e 9 de julho, diz pesquisa (Buda Mendes/Getty Images)

Com mais 749 mortes em 24 horas, o Brasil chegou ontem a 13.149 vítimas pela covid-19, segundo o Ministério da Saúde. Mas o País pode ter cerca de 90 mil mortes em decorrência do coronavírus até agosto, conforme o principal modelo estatístico que tem embasado as políticas de saúde da Casa Branca, nos EUA.

Pela primeira vez, o Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), um centro de pesquisa dentro da faculdade de Medicina da Universidade de Washington, fez projeções sobre países da América Latina e chamou a atenção para a situação do Brasil. A previsão inicial do IHME é que o País tenha média de 88.305 mil mortes até 4 de agosto, dentro de intervalo que estima mínimo de 30,3 mil mortes e máximo de 193,7 mil.

As previsões são atualizadas conforme se divulgam novos dados, como número de infectados e internados, e também podem ser alteradas por mudanças nas políticas públicas adotadas em cada país. No mesmo período, México e Equador devem ter cerca de 6 mil mortos e o Peru, 5 mil, pelo modelo.

Os momentos mais sombrios ainda estão para chegar e o Brasil continua rumo a um pico das infecções. O modelo aponta que o País deve registrar mais de 1 mil mortes por dia entre 17 de junho e 9 de julho, com o pior momento no dia 24 de junho, com 1.024 óbitos.

A partir daí, se confirmadas as projeções, o Brasil ficaria com essa média de mortes diárias até o início de julho, quando a curva começaria a baixar. Ainda assim, o patamar de mortes por dia se manteria elevado, com mais de 750 fatalidades a cada 24 horas ainda em agosto.

Nos EUA, a Casa Branca usou o IHME quando o presidente Donald Trump estimou no fim de março que entre 100 mil e 240 mil americanos poderiam morrer em decorrência da covid-19 na primeira onda de contágio, mesmo com a adoção das medidas de distanciamento social. Sem elas, disse Trump na época, o vírus poderia matar até 2 milhões de americanos. O país registra 83,6 mil óbitos.

Ao verificar a capacidade hospitalar, o IHME traça um cenário também desolador para o Brasil. Os especialistas avaliam que desde o dia 3 de maio o País opera com menos unidades de tratamento intensiva (UTIs) do que o necessário para atender todos que precisam e a situação tende a piorar. Em 28 de junho, o País terá 11.178 pacientes que necessitarão de leitos de UTI, mas apenas 4.060 à disposição, segundo o estudo. Só em agosto o número de leitos ofertados para tratamento intensivo ficará próximo à demanda.

Nos EUA, críticos ao modelo do IHME apontam que as projeções preveem um fim do pico de infecções mais rápido do que o que tem sido registrado, o que leva a número de mortes subestimado pelos pesquisadores de Washington. A previsão já foi atualizada algumas vezes, sendo a projeção atual de 147 mil mortes para a primeira onda de contágio dos americanos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Ciência

Nasa entra na lutra contra covid-19 e desenvolve formas de limpeza

Publicado

dia

Em um comunicado publicado em seu site oficial, a agência afirmou que já desenvolveu e testou duas possibilidades para ajudar os profissionais da saúde

Nasa: inimiga da agência espacial agora é a covid-19 (Andrew Harrer/Bloomberg)

Pode parecer inusitado — mas a Nasa tirou um pouco o foco do espaço para ajudar os humanos aqui na Terra na luta contra o novo coronavírus. O Centro de Pesquisa John H. Glenn da agência americana espacial, em parceria com hospitais de universidades em Cleveland, nos EUA, irá colaborar para o desenvolvimento de novos métodos e tecnologias para a descontaminação de equipamentos de proteção para evitar o contágio de profissionais da área da saúde.

Em um comunicado publicado em seu site oficial, a agência afirmou que um time de pesquisadores já desenvolveu e testou duas possibilidades que podem ajudar os profissionais a sanitizar suas máscaras no local de trabalho e reutilizá-las novamente. A tecnologia promete também ajudar a comunidade aeroespacial, que pode não ter certas possibilidades de limpeza disponíveis o tempo todo (como o álcool em gel).

O resultado dos dois métodos são “promissores”, segundo a Nasa. Um deles envolve oxigênio atômico e o outro ácido peracético. A primeira opção está ainda no começo das testagens, já a segunda se provou eficiente por até cinco ciclos de descontaminação e o Food and Drug Administration (FDA, na sigla em inglês, espécie de Anvisa americana) está analisando a alternativa.

O oxigênio atômico é um elemento que não consegue existir naturalmente por muito tempo na Terra por ser altamente reativo — e é produzido pelo aquecimento do ozônio (O3).

Segundo a própria Nasa, a atmosfera mais baixa na órbita terrestre é composta de até 96% dele. Enquanto o oxigênio que respiramos é composto de dois atômos, O2, a versão atômica do elemento é composta por apenas um atômo, ou seja, apenas O.

No espaço, por conta da radiação ultravioleta, as moléculas do O2 podem ser quebradas de forma mais fácil, o que garante uma sobrevivência maior de outras versões do ar que respiramos. Isso ajuda na limpeza porque, ao contrário de outros limpadores, ele é capaz de remover materiais orgânicos que outros agentes não conseguem limpar. Mas a Nasa ainda precisa verificar se o elemento não pode acabar estragando o equipamento de proteção em vez de somente limpá-lo.

Já o ácido peracético, mais conhecido dentro e fora da comunidade científica, é um composto tóxico e corrosivo feito de peróxido de hidrogênio, ácido cético e água, e um desinfetante bastante utilizado na área de saúde, da alimentação e em indústrias de tratamento de água. Os resultados mostram que o ácido é capaz de matar até 99.9999% dos vírus e de bactérias resistentes que contaminam as máscaras N95, comumente utilizadas contra a covid-19, sem causar danos detectáveis.

“A Nasa se esforça para ter certeza de que a tecnologia que desenvolvemos para a exploração espacial e aeronáutica seja disponível para o benefício da nação. Se a nossa tecnologia pode ajudar na crise, vamos fazer o que pudermos para ajudar quem precisa”, afirmu a diretora do Centro, Marla Pérez-Davis.

Ver mais

Ciência

Cientistas debatem: um asteroide pode colidir com a Terra?

Publicado

dia

Eventos online no mundo inteiro lembram o maior impacto causado por um corpo celeste na Terra na história moderna

Asteroide passa próximo à Terra (Reprodução/Thinkstock)

Quais são as chances de um asteroide colidir com a Terra? Quando isso poderá ocorrer? Há como evitar uma catástrofe? São algumas dúvidas que os fãs de astronomia poderão tirar com especialistas do mundo inteiro nesta terça-feira (30), o Dia do Asteroide. A data foi reconhecida em 2016 pelas Nações Unidas como forma de conscientizar as autoridades e a população em geral sobre os riscos de o nosso planeta ser atingido por um corpo celeste como o que caiu no dia 30 de junho de 1908 perto do rio Podkamennaya Tunguska, na Sibéria, que então pertencia ao império soviético.

O “evento de Tunguska”, como ficou conhecido, é o maior impacto causado por um corpo celeste na Terra na história moderna. A bola de fogo, com estimados 50 a 100 metros de diâmetro, explodiu na atmosfera e produziu cerca de 185 vezes mais energia do que a bomba atômica que arrasaria a cidade de Hiroshima durante a Segunda Guerra. O asteroide destruiu cerca de 80 milhões árvores em uma área de 2.000 quilômetros quadrados de florestas na Sibéria. Por sorte, a região era pouco habitada, e não há registro de mortes de pessoas.

O Dia do Asteroide foi um movimento criado em 2014 por Brian May (astrofísico e guitarrista da banda de rock Queen), Rusty Schweickart (astronauta da missão espacial Apollo 9), Grig Richters (cineasta) e Danica Remy (presidente da fundação de astronomia B612). Entre 30 de junho e 4 de julho, o site AsteroidDay.org irá transmitir, várias vezes ao dia, uma série de sete painéis com diversos astronautas e cientistas que vão discutir temas como as novas descobertas de asteroides e o futuro das missões espaciais para pesquisar esses corpos celestes.

O site AsteroidDay.org também compila eventos programados em vários países para marcar a data. No Brasil, entre outras iniciativas, o Grupo de Estudo e Divulgação de Astronomia de Londrina (Gedal), no Paraná, realizará um evento online nesta terça-feira, às 20 horas, em sua página no Facebook (www.facebook.com/grupogedal). Membros do grupo participarão de um bate-papo sobre asteroides e responderão a perguntas feitas pelo chat sobre qualquer outro tópico ligado à astronomia.

Estima-se que haja mais de 500.000 asteroides no sistema solar, dos quais menos de 2.000 têm tamanho suficiente (mais de 140 metros de diâmetro) ou orbitam a uma distância relativamente próxima da Terra (7,5 milhões de quilômetros) para trazer algum perigo de colisão com o nosso planeta. No entanto, segundo a Nasa, a agência espacial americana, não há nenhum asteroide conhecido que represente um risco significativo de atingir a Terra nos próximos 100 anos.

Pequenos asteroides, com alguns metros de diâmetro, passam entre a Terra e a órbita da Lua várias vezes por mês. Praticamente todos os dias, meteoroides (fragmentos de materiais que vagueiam pelo espaço) explodem ao atingir a atmosfera da Terra, causando as brilhantes chuvas de meteoros que podemos observar à noite no céu e que às vezes deixam restos no chão (os meteoritos).

Um dos asteroides que a Nasa vem estudando com atenção é o Bennu, que tem 525 metros de diâmetro e foi descoberto em 1999. A chance de ele atingir a Terra entre os anos 2175 e 2195 é de 0,037%. Nenhum de nós estará vivo até lá, mas os nossos descendentes, provavelmente, também não correrão o risco de ver o asteroide despencar sobre a cabeça. Cientistas de vários países monitoram os corpos celestes potencialmente perigosos e estudam diversas técnicas – como o uso de artefatos nucleares ou uma nave espacial – para provocar uma explosão ou um impacto capaz de desviar a trajetória desses corpos e evitar a colisão com a Terra. Pelo menos na teoria, parece que funciona.

Ver mais

Ciência

OMS aponta que dexametasona salva vidas de pacientes graves com covid-19

Publicado

dia

Entidade estabeleceu cinco novas diretrizes para os países enfrentarem a pandemia

Diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus: “Identificação precoce dos infectados e cuidados clínicos precoces salvam vidas. Dar oxigênio e dexametasona a pessoas com casos graves da covid-19 salva vidas” (Christopher Black/OMS/Reuters)

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira, 29, que o corticoide dexametasona “salva vidas” de pacientes graves da covid-19. Um dia antes de se completarem seis meses desde o primeiro caso relatado do novo coronavírus, a entidade estabeleceu cinco novas diretrizes para os países enfrentarem a pandemia. Em uma delas, intitulada “salvar vidas”, Tedros citou o medicamento.

“Identificação precoce dos infectados e cuidados clínicos precoces salvam vidas. Dar oxigênio e dexametasona a pessoas com casos graves da covid-19 salva vidas. Dar atenção aos grupos de risco, inclusive aos idosos e pessoas de cuidados prolongados, também salva vidas”, afirmou o diretor.

O líder da organização comentou sobre o ressurgimento de casos em países que reabriram a economia e ressaltou que muitas pessoas ainda estão suscetíveis à covid-19. De acordo com o diretor, a pandemia ainda se estenderá por um longo período.“Muitos países implementaram medidas nunca antes vistas para suprimir a transmissão e salvar vidas. Essas medidas tiveram sucesso, mas não interromperam completamente a doença. O vírus ainda tem muito espaço para se disseminar. Todos queremos o final disso. Todos queremos que a vida continue. Mas a dura realidade é: não estamos nem próximos do final. Embora vários países tenham progredido, globalmente a pandemia está acelerando”, alertou.“Muitos países implementaram medidas nunca antes vistas para suprimir a transmissão e salvar vidas. Essas medidas tiveram sucesso, mas não interromperam completamente a doença. O vírus ainda tem muito espaço para se disseminar. Todos queremos o final disso. Todos queremos que a vida continue. Mas a dura realidade é: não estamos nem próximos do final. Embora vários países tenham progredido, globalmente a pandemia está acelerando”, alertou.

Ver mais

Ciência

OMS diz que vacina de Oxford é a melhor candidata contra covid-19

Publicado

dia

Candidata a vacina da AstraZeneca, feita em parceria com a Universidade de Oxford, está na Fase 3 de desenvolvimento e começou a ser testada em brasileiros

Pessoas de máscara em transporte público no Brasil: país está em segundo lugar no ranking de casos de covid-19 (Rodrigo Paiva/Getty Images)

A candidata a vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca é provavelmente a mais adiantada no mundo e a mais avançada em termos de desenvolvimento, disse a principal cientista da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, nesta sexta-feira.

Segundo ela, a candidata da Moderna “não está muito atrás” da potencial imunização da AstraZeneca, entre as mais de 200 candidatas a vacina para a Covid-19, das quais 15 já entraram na fase de testes clínicos.

Ainda de acordo com Swaminathan, a OMS mantém conversas com várias fabricantes chinesas, entre elas a Sinovac, sobre potenciais vacinas.

Em entrevista coletiva, Swaminathan pediu que seja considerada uma colaboração entre os testes com potenciais vacinas contra a Covid-19, similar aos ensaios solidários que a OMS tem feito com possíveis medicamentos para tratar a doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

A candidata a vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca é provavelmente a mais adiantada no mundo e a mais avançada em termos de desenvolvimento, disse a principal cientista da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, nesta sexta-feira.

Segundo ela, a candidata da Moderna “não está muito atrás” da potencial imunização da AstraZeneca, entre as mais de 200 candidatas a vacina para a Covid-19, das quais 15 já entraram na fase de testes clínicos.

Ainda de acordo com Swaminathan, a OMS mantém conversas com várias fabricantes chinesas, entre elas a Sinovac, sobre potenciais vacinas.

Em entrevista coletiva, Swaminathan pediu que seja considerada uma colaboração entre os testes com potenciais vacinas contra a Covid-19, similar aos ensaios solidários que a OMS tem feito com possíveis medicamentos para tratar a doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

 

Ver mais

Ciência

Nasa abre concurso para projeto de banheiros lunares

Publicado

dia

Nasa concederá três prêmios de até 20 mil dólares aos inventores mais criativos. O sistema será instalado no módulo que levará astronautas à Lua em 2024

Nasa: grupo de astronautas recrutados em 2020 que pode ir para a Lua, no programa Artemis (afp/AFP)

Os astronautas podem urinar e defecar ao flutuar no espaço, mas a Nasa, que está procurando por projetos menores, mais eficientes e adaptados à baixa gravidade na Lua para suas futuras missões lá, lançou um concurso de projetos nesta quinta-feira (25).

“Esse desafio espera gerar abordagens radicalmente novas e diferentes para o problema de coleta e armazenamento de dejetos humano”, divulgou a agência espacial americana.

Os astronautas da Apollo usavam uma bolsa (pelo menos cinco permanecem na Lua, de acordo com registros oficiais), e os banheiros da Estação Espacial Internacional agora funcionam com canos e sistemas de sucção não-gravitacionais.A Nasa concederá três prêmios (de 20.000, 10.000 e 5.000 dólares) aos inventores mais criativos de um sistema a ser instalado no módulo lunar que levará dois astronautas de volta à Lua em 2024, de acordo com o calendário oficial.

Três empresas competem para construir o módulo lunar.

As especificações estabelecidas indicam que os banheiros devem ser usados para homens e mulheres, operar na Lua (onde a gravidade é 1/6 da Terra) e em microgravidade no espaço, e também terão que ocupar menos de 0,12 metros cúbicos, e não fazer mais barulho do que um exaustor de banheiro (60 decibéis).

Mais importante, eles devem permitir defecação e micção simultâneas e ter a capacidade de receber um litro de urina e 500 gramas de fezes (incluindo diarreia) por evento, bem como 114 gramas por dia de menstruação.

Eles devem poder ser limpos em cinco minutos e impedir a passagem de odores e gotas para o interior estreito do veículo.

Os resíduos devem poder ser armazenados ou evacuados ao ar livre.

Para a Apollo, a urina foi liberada no espaço, onde “imediatamente se transformou em uma chuva de cristais brilhantes”, segundo o autor Craig Nelson.

Outro detalhe para os interessados (com prazo final de 17 de agosto): “Bônus serão concedidos a projetos que permitam a coleta de vômitos sem forçar o membro da tripulação a enfiar a cabeça nos banheiros”.

 

Ver mais

Ciência

Virgin Galactic e Nasa se aliam para viagens turísticas à Estação Espacial

Publicado

dia

Empresa de turismo espacial identificará entidades interessadas em comprar missões privadas e desenvolver pacotes de treinamento

A Nasa se apoia fortemente em empresas privadas, enquanto se prepara para uma presença de longo prazo na Lua e uma missão tripulada à Marte.

O sistema de lançamento espacial, que deve estrear no próximo ano, é a maneira que a Nasa utilizará para transportar seres humanos para a Lua até 2024.

Ver mais

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?