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Pesquisa britânica rastreará mutações para mapear disseminação da Covid-19

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O projeto de 23 milhões de dólares vai coletar amostras de pessoas infectadas pelo novo coronavírus em todo Reino Unido

Coronavírus: ao menos 281 britânicos já morreram de Covid-19 (Rodrigo Capote/Getty Images)

Cientistas britânicos rastrearão a disseminação do novo coronavírus e observarão mutações emergentes usando sequenciamento genético para analisar as cepas que estão causando milhares de infecções de Covid-19 no país, disse o Reino Unido nesta segunda-feira.

Pesquisadores coletarão dados de amostras de pacientes infectados da Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do norte, informou o governo em um comunicado.

Ao menos 281 britânicos morreram de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, que se espalhou pelo mundo e se tornou uma pandemia.

“Este vírus é uma das maiores ameaças que nossa nação enfrentou nos últimos tempos, e é crucial para nos ajudar a combatê-la entender como está se disseminando”, disse Sharon Peacock, diretora do serviço nacional de infecções da Saúde Pública da Inglaterra (PHE).

Em epidemias, o sequenciamento genômico pode ajudar os cientistas a monitorar pequenas mudanças no vírus em escala nacional ou internacional para compreender como ele está se propagando e se cepas diferentes estão emergindo.

“Neste momento, as questões importantes que podemos ajudar a responder com o sequenciamento são para ajudar a entender o papel das importações internacionais para o Reino Unido”, disse Nick Loman, professor de genômica microbiana e bioinformática da Universidade de Birmingham.

O projeto de 23 milhões de dólares, batizado de Consórcio de Genômica do Covid-19 do Reino Unido, será coliderado pelo Instituto Wellcome Sanger, especializado em pesquisa genética, pelo PHE e por outras agências públicas de saúde, além do Serviço Nacional de Saúde e várias instituições acadêmicas.

“Todos os vírus acumulam mutações ao longo do tempo, algumas mais rápidas que outras”, disse Paul Klenerman, professor da Universidade de Oxford que se envolverá no trabalho. “Para a Covid-19, isto só está começando, mas esta variação emergente pode ser rastreada detalhadamente”.

 

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Maior superlua do ano vai acontecer na noite desta terça-feira

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O fenômeno, que dura até a próxima quinta, marca a coincidência da Lua Cheia com o instante em que ela está mais próxima da Terra

Superlua: esta será a maior superlua do ano (Peter Gravesen / 500px/Getty Images)

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Vacina contra covid-19 financiada por Bill Gates começa a ser testada

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O novo coronavírus não tem tratamento ou vacina conhecidos pela ciência, mas pesquisas têm avançado no entendimento da ação do vírus no organismo humano

Coronavírus: pesquisadores ainda buscam criar vacina eficaz contra o vírus (Radoslav Zilinsky/Getty Images)

A empresa americana de biotecnologia Inovio Pharmaceuticals, financiada por organizações sem fins lucrativos, como a Fundação Bill & Melinda Gates, começa nesta semana a testar uma vacina experimental contra o novo coroanvírus em pessoas saudáveis nas cidades de Kansas e Filadélfia, nos Estados Unidos.

A companhia estima a produção de 1 milhão de doses até o fim do ano, caso tudo corra como esperado.

Chamada INO-4800, a vacina é a segunda a ser testada em humanos nos Estados Unidos. Em meados de março deste ano, a empresa de biotecnologia Moderna foi a primeira a iniciar testes com pessoas de uma vacina experimental.

A Organização Mundial da Saúde estima que a criação de uma vacina eficaz para imunizar a população contra o novo coronavírus, causador da doença covid-19, pode levar 18 meses. Já Anthony Fauci, chefe do Instituto Nacional de Saúde da Divisão de Doenças Infecciosas dos Estados Unidos desde os anos 1980, afirma que uma vacina segura e eficaz contra o vírus levará, ao menos, um ano para ser criada.

Os testes serão feitos com 40 pessoas, que receberão duas doses da vacina a cada quatro semanas. Os resultados devem ser compartilhados pela empresa até o mês de setembro deste ano.

Considerando que a vacina seja bem-sucedida, o que ainda teremos que esperar para saber, a Inovio, assim como qualquer empresa que conseguir criar uma vacina contra o novo coronavírus, terá que enfrentar uma segunda etapa do desafio: produzir o produto de forma massiva para abastecer o mercado global.

No Brasil, mais de 10 mil pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus. O estado de São Paulo, o mais afetado pelo vírus, prorrogou o prazo da quarentena, que terminaria hoje, até o dia 22 de abril. Em um relatório assinado por cientistas brasileiros e até mesmo pelo ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, a estimativa é de que o pico do contágio no Brasil ocorra entre os meses de abril e maio, mas o vírus continuará a circular, ao menos, até o mês de setembro deste ano.

 

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Rússia deve testar vacinas contra coronavírus em humanos em junho

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Pesquisadores russos planejam primeira fase de ensaios de três vacinas para coronavírus em 180 voluntários a partir de 29 de junho

Coronavírus: até o final de abril os testes serão realizados em roedores (Peter Kovalev/Getty Images)

O diretor de um grande centro de pesquisa russo informou ao presidente Vladimir Putin nesta terça-feira (7) que seu laboratório estará pronto para testar em humanos vacinas experimentais contra o novo coronavírus a partir de junho.

Rinat Maksiutov, que dirige o centro estatal Vektor, disse durante uma reunião entre Putin e os diretores dos principais centros de pesquisa russos que planeja uma primeira fase de ensaios de três vacinas em 180 voluntários a partir de 29 de junho.

“Os grupos de voluntários já foram criados. Recebemos mais de 300 inscrições”, explicou.

Segundo Maksiutov, os cientistas do laboratório, localizado na cidade siberiana de Novosibirsk, desenvolveram protótipos com base em seis plataformas tecnológicas.

Atualmente, os testes estão sendo realizados em ratos, coelhos e outros animais para indicar o protótipo mais promissor até 30 de abril.

O Vektor pretende dirigir os estudos pré-clínicos até 22 de junho, pouco antes das testagens em humanos.

Rinat Maksioutov disse, ainda, que os testes podem começar em maio “se o Ministério da Saúde autorizar”.

Segundo ele, o laboratório possui tecnologias de vacinas, já testadas em humanos para outras doenças, que poderiam ser utilizadas para desenvolver uma contra o coronavírus.

O Vektor conduziu investigações secretas sobre armas biológicas durante o período soviético e tem amostras de vários vírus, da varíola ao Ebola.

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Ciência

Primeiro tigre é infectado por coronavírus

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Em zoológico em Nova Iorque, quatro tigres e três leões foram infectados por um funcionário que teve quadro assintomático de covid-19

Coronavírus: vírus pode infectar tigres, leões e gatos (Sergei Karpukhin / Contributor/Getty Images)

O primeiro tigre infectado pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) foi detectado em um zoológico nos Estados Unidos. Além dele, outros três tigres e três leões foram contagiados pelo vírus. Os animais desenvolveram tosse seca após a infecção.

Os casos aconteceram no Bronx Zoo, em Nova Iorque. O primeiro tigre contagiado pelo vírus, uma fêmea chamada Nadia, de quatro anos de idade, foi testado enquanto estava sedado – por motivos não relacionados ao teste. O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Nacional de Serviços Veterinários dos Estados Unidos

Com isso, o mundo tem agora o primeiro registro de um felino não-domesticado a ser infectado pelo novo coronavírus. A transmissão do vírus teria sido por meio de um funcionário do zoológico que apresentava um quadro assintomático de covid-19.

Ainda assim, não está claro se os animais podem transmitir o vírus a humanos, apesar de que humanos podem infectá-los com o vírus.

Na semana passada, a Bélgica registrou o primeiro caso de gato com coronavírus. Ele foi infectado por sua dona, que pegou a doença de um humano.

De acordo com a organização não governamental Wildlife Conservation Society, responsável pelo zoológico, outros animais não apresentaram sinais de estarem doentes. Como não há precedente para a infecção de tigres e leões pelo novo coronavírus, a Wildlife Conservation Society monitora a evolução do quadro clínico dos animais.

 

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Estudo sobre 85 mortes por covid-19 mostra perfil de pacientes de risco

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A pesquisa indica maior risco do novo coronavírus para homens com mais de 50 anos de idade

Coronavírus: higienização das mãos é um dos principais métodos de prevenção ao contágio (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Um novo estudo feito por pesquisadores da China e dos Estados Unidos avaliou 85 mortes por covid-19 que ocorreram em Wuhan, primeira cidade chinesa a registrar casos de contágio da doença. Com número restrito de pacientes, análise mostra que 72,9% eram homens e tinham idade média de 65,8 anos.

Os sintomas mais comuns após o contágio da covid-19, causada pelo novo coronavírus, foram febre, dificuldade para respirar e fadiga.

As doenças pré-existentes mais comuns, também chamadas comorbidades, eram hipertensão, diabetes e doença arterial coronariana.

“Esperamos que o estudo mostre a seriedade da covid-19 e enfatize o risco dos grupos de homens com mais de 50 anos que tenham comorbidades como pressão alta, doença arterial coronariana e diabetes”, afirmam os autores do estudo

A maioria dos pacientes avaliados no estudo morreu devido à falência múltipla de órgãos.

O estudo mostrou ainda que, já na admissão dos pacientes, pouco mais de 80% tinham contagens baixas de eosinófilos (glóbulos brancos do sangue importantes na resposta do organismo a infecções respiratórias). Isso pode indicar que os médicos que os avaliaram deram prognósticos ruins. E mesmo com a amostra de pacientes restrita, os pesquisadores afirmaram ter observado que uma combinação de medicamentos antimicrobianos (antivirais, antibióticos) não teve impacto positivo significativo no tratamento desses pacientes.

Como acontece com grande parte dos estudos científicos em relação ao novo coronavírus, descoberto há pouco mais de três meses, as descobertas do estudo não são conclusivas. Ou seja, ainda são necessários mais estudos a respeito do vírus.

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Ciência

Brasil testará tratamento com plasma contra a covid-19

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Plasma de um indivíduo em recuperação pode ajudar um paciente doente por já conter anticorpos contra a infecção

Coronavírus: possíveis doadores devem ainda apresentar anticorpos neutralizantes, moléculas capazes de combater a infecção (Adriano Machado/Reuters)

Os Hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), testarão o uso de plasma sanguíneo de pacientes já recuperados da covid-19 em doentes que ainda têm a infecção.

As instituições receberam no sábado o aval da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para fazer o estudo em humanos e iniciarão nesta segunda-feira (6) triagem de possíveis doadores de plasma.

A autorização para a pesquisa brasileira veio um dia após a Food and Drugs Administration (FDA), agência de medicamentos americana, autorizar estudo similar com pacientes dos Estados Unidos.

Os cientistas acreditam que o plasma de um indivíduo em recuperação pode ajudar um paciente doente por já conter anticorpos contra a infecção.

“Essa pesquisa é baseada em experiências anteriores que, há mais de cem anos, identificaram que o plasma de convalescentes podia ser útil no tratamento de pessoas ainda durante a infecção. Este conceito é denominado transferência passiva de imunidade. Se a terapia funcionar, ela poderá fornecer os anticorpos necessários para aqueles que ainda não os têm em níveis capazes de protegê-los, levando a uma melhora dos sintomas e à diminuição do vírus no organismo”, explica Luiz Vicente Rizzo, diretor-superintendente de pesquisa do Einstein.

Poderão receber infusões de plasma dentro da pesquisa pacientes graves internados em leitos de UTI ou na unidade semi-intensiva, em um período anterior ao da intubação e que ainda não tenham apresentado nenhuma resposta imunológica durante o pico da doença.

Rizzo explicou à reportagem que serão considerados doadores aptos pessoas que: 1) tiveram covid-19 há mais de 15 dias e há menos de 45 dias; 2) não apresentam mais sintomas, e 3) tiveram confirmação laboratorial prévia de infecção pelo vírus, mas que não apresentam mais o material genético do vírus em seu organismo.

Os possíveis doadores devem ainda apresentar anticorpos neutralizantes, moléculas capazes de combater a infecção. O protocolo brasileiro é baseado no da Universidade Johns Hopkins, que fará os estudos com plasma nos EUA.

Após a aprovação da pesquisa americana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nota afirmando que estudos com plasma “têm sugerido resultados promissores, porém derivam de análises não controladas e com tamanho limitado de amostras”. Para o órgão, os estudos feitos até agora são insuficientes para comprovar a eficácia, o que requer pesquisas mais aprofundadas.

Anticoagulante

Outra aposta da ciência que começará a ser testada também no Brasil é um anticoagulante para tratar casos graves de infecção pelo coronavírus.

Um protocolo experimental do uso do medicamento heparina está sendo finalizado por profissionais do Hospital Sírio-Libanês e deve em breve ser avaliado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

A substância já foi utilizada dentro de um protocolo de pesquisa de um grupo de cientistas chineses para avaliar se o medicamento diminuiria o índice de mortalidade entre pacientes com a covid-19. A hipótese era de que a heparina poderia ajudar no quadro, pois uma das complicações possíveis do vírus é um quadro de coagulação intravascular e tromboembolismo venoso.

Os primeiros resultados do estudo, publicados em 27 de março no Journal of Thrombosis and haemostasis, apontam que o número de mortes foi menor somente entre pacientes com alguma predisposição a distúrbios de coagulação.

 

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