A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu dois homens suspeitos de assaltar uma casa na SHIS QI 23, no Lago Sul, em agosto de 2024. O roubo causou um prejuízo de aproximadamente um milhão de reais às vítimas.
A investigação foi realizada pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF), ligada à Coordenação de Crimes Patrimoniais (Corpatri). Segundo a polícia, os criminosos usaram o pretexto de prestar serviços para entrar na residência.
No dia 8 de agosto de 2024, quatro homens chegaram ao local alegando realizar um serviço de vidraçaria. Convencido, o caseiro permitiu que eles entrassem. Em seguida, os suspeitos anunciaram o assalto usando armas de fogo.
As vítimas foram rendidas, amarradas com lacres plásticos e trancadas em um banheiro enquanto os criminosos vasculhavam a casa procurando por objetos de valor.
Foram levados nove relógios de luxo das marcas Rolex e Breitling, além de dinheiro em dólar, peso argentino e real.
As investigações indicam que o crime foi planejado com antecedência. Um dos suspeitos é dono de uma empresa de vidraçaria que havia prestado serviços na residência dias antes, o que permitiu o levantamento de informações sobre a rotina da casa e a localização dos bens valiosos.
Durante as buscas, a polícia também identificou o carro usado na fuga — um VW Gol prata com placa clonada. Após confrontar os dados, os agentes localizaram a placa verdadeira e o proprietário do veículo, que confirmou tê-lo emprestado a um dos suspeitos no dia do crime.
A Polícia Civil destacou que os investigados têm mais de 20 registros policiais por estelionato, principalmente relacionados a serviços residenciais não concluídos após o pagamento.
Segundo a corporação, a facilidade de acesso à residência e a presença de objetos valiosos fizeram com que os suspeitos migrassem de golpes financeiros para o roubo violento.
Os dois homens foram indiciados por roubo qualificado, com agravantes por concurso de pessoas, restrição da liberdade das vítimas, uso de arma de fogo e adulteração de sinal identificador de veículo. As penas podem variar entre 13 e 20 anos de prisão.
Os suspeitos permanecem à disposição da Justiça.
