A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da 18ª Delegacia de Polícia de Brazlândia, capturou cinco membros do PCC na terça-feira (16/12) durante a terceira fase da Operação Sem Reservas, que apura a lavagem de aproximadamente R$ 13 milhões por intermediários conhecidos como ‘tripeiros’, encarregados de movimentar e ocultar recursos ilícitos via casas de câmbio no Paraguai. Um integrante da facção ainda permanece foragido.
Esta investigação é um desdobramento dos golpes virtuais aplicados em pousadas falsas localizadas em Pirenópolis (GO), que foram revelados em novembro de 2024, quando a PCDF deflagrou a primeira fase da operação e prendeu três indivíduos.
Os recursos adquiridos com os golpes eram transferidos para contas de terceiros e posteriormente lavados em casas de câmbio no Paraguai, onde eram convertidos em moeda estrangeira ou criptomoedas antes de retornar ao Brasil, dificultando o rastreamento dos valores.
A segunda fase da operação aconteceu em março de 2025, resultando na prisão de oito suspeitos. Com a terceira etapa, 17 pessoas já foram detidas, e a investigação identificou 83 vítimas dos golpes no Distrito Federal.
Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram executados em Goiânia (GO), Belém (PA) e Taboão da Serra (SP), com apoio das polícias civis locais.
De acordo com a PCDF, o esquema movimentava cerca de R$ 20 mil diariamente, sendo distribuído da seguinte forma: 50% para os autores dos golpes, 30% para os ‘tripeiros’ e 20% para os proprietários das contas bancárias utilizadas. Além das prisões, a Justiça autorizou o bloqueio de recursos financeiros e a liquidação de criptoativos relacionados aos investigados.
