Três frentes parlamentares divulgaram um comunicado nesta quarta-feira, 4, apoiando o aumento da mistura de biodiesel no diesel para 16% (B16). O objetivo é reduzir a importação de combustíveis e proteger a economia contra oscilações cambiais, principalmente em tempos de incertezas globais.
A chamada Lei do Combustível do Futuro já determina a elevação da mistura para 16% em março deste ano, mas a aprovação final depende do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que deve se reunir ainda este mês.
O manifesto foi assinado pelo presidente da Frente do Biogás e Biometano e coordenador da Coalizão pelos Biocombustíveis, deputado Arnaldo Jardim; pelo presidente da Frente do Biodiesel, deputado Alceu Moreira; e pelo presidente da Frente Agropecuária, deputado Pedro Lupion.
Segundo o grupo, “a elevação para B16 é essencial diante da atual instabilidade internacional. Cada aumento de 1% no biodiesel diminui a necessidade de importar diesel fóssil, reduz a exposição às flutuações cambiais, melhora a segurança energética e fortalece a produção nacional.”
Desde agosto do ano passado, a mistura de biodiesel no diesel foi aumentada para 15% (B15) em todo o país, embora a lei previsse esse aumento para março de 2025. O adiamento ocorreu devido a preocupações com a alta dos preços dos alimentos.
Os parlamentares destacaram que “avançar para o B16 é uma resposta rápida à alta dos preços internacionais e à instabilidade no fornecimento global. Além de reduzir a dependência externa, essa medida beneficia a cadeia produtiva nacional, estimula a indústria local, fortalece o setor agrícola e incentiva a circulação de renda nas regiões interiores.”

