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Parlamentares do DF acreditam que Dilma não tem mais a legitimidade para manter governo

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Mesmo do ponto de vista governista, as ruas deixaram clara a necessidade de ações urgentes do Palácio do Planalto para garantir a continuidade do governo do PT

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Não há mais tempo nem para desculpas. Na análise de parlamentares brasilienses de oposição, as manifestações do último domingo carimbaram a legitimidade da presidente Dilma Rousseff. Mesmo do ponto de vista governista, as ruas deixaram clara a necessidade de ações urgentes do Palácio do Planalto para garantir a continuidade do governo do PT.

“O pedido de desculpas agora é ineficiente e insuficiente para o momento do País. Não acho que exista mais tempo para desculpas. As ruas mostraram que a presidente já não tem mais legitimidade para fazer as mudanças necessárias para a população. E, para continuar, ela está negociando o inegociável”, afirmou a presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputada Celina Leão (PDT).

Para Celina, o caso das pedaladas fiscais, em análise no Tribunal de Contas da União, é suficiente para o abertura de um processo de impeachment. Para o senador Cristovam Buarque, a manifestação mostra que as urnas não estão sintonizadas com as ruas e Dilma não está sabendo como recuperar a credibilidade.

Pode ficar nas ruas

“O povo não se mobilizou ontem. Ele está e continua mobilizado há 2 anos. Vai às ruas pontualmente e discute a todo momento nas redes sociais, blogs. Dilma tem que entender isso. Porque, em algum momento, o povo sai para a rua e não volta mais. E quando ele fica nas ruas dois ou três dias, governos caem. Como aconteceu na Ucrânia”, ponderou Buarque.

O distrital Lira (PHS) avalia que Dilma está perdida politicamente. O parlamentar defende, abertamente, que a presidente renuncie ao cargo. “Não estou torcendo contra. Mas a situação do governo é insustentável. Na minha análise, a presidente deveria pedir a renúncia, antes que o Brasil decrete falência”, completa o deputado Wellington Luiz (PMDB).

Crítico ferrenho do recente acordo entre o Planalto e o presidente do Senado, Renan Calheiros, o distrital Raimundo Ribeiro (PSDB) considera que a falta de credibilidade de Dilma levará, naturalmente,  a um processo de impeachment.

O deputado federal Augusto Carvalho (SD) participou da manifestação. “A presidente deve desculpas aos brasileiros. Mas não sei mais se alguém ainda vai acreditar”, declarou.  Carvalho faz questão de ressaltar que a abertura de um processo de impeachment só pode partir de fatos concretos.

Perda de poder aquisitivo está nas origens

As manifestações ainda não mobilizaram as classes mais humildes da população, pelo diagnóstico do deputado Israel Batista (PV). Segundo distrital, até o momento, as mobilizações contra Dilma estão concentradas na classe média, com raízes na perda do poder aquisitivo.

“A motivação da crise é econômica e o combustível é o cenário de desgaste ético em que se encontra o governo”, explicou. Por lado, o deputado Juarezão (PRTB) contou que, conversando com a população mais pobre do DF e de Goiás, escuta relatos de descontentamento. “Por todo o Brasil, o povo está indignado. O Governo Federal tem que ficar de orelha em pé”, completou.

Novos focos

O deputado Robério Negreiros (PMDB) destacou que as manifestações passaram a ter foco contra a presidente Dilma, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, o PT e em parte o próprio PMDB, em função da aliança do governo com o presidente do Senado, Renan Calheiros.

O parlamentar acrescentou que as ruas apoiaram o juiz Sérgio Moro, responsável pelo julgamento da Operação Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de corrupção na Petrobrás. Atualmente, este caso é uma das principais causas de desgaste do Planalto, mesmo não havendo provas contra Dilma, até o momento.

“Mesmo que o PMDB esteja em menor proporção envolvido, na condição de  cidadão, acho que o Brasil precisa buscar melhorias, com ou sem o impeachment”, afirmou Negreiros. Na leitura da deputada Sandra Faraj (SD), as manifestações revelaram que a população ficou intolerante à corrupção.

Até os petistas cobram rapidez

Defensor de primeira hora do governo Dilma, o deputado Chico Vigilante (PT) julga que o Palácio do Planalto precisa tomar medidas urgentes. Segundo o distrital, a presidente Dilma deve continuar  a linha de frente governo indo para as ruas. Postura que Dilma mostrou  na semana passada, quando cumpriu uma intensa agenda de eventos por todo o Brasil.

“Ela precisa fazer uma reforma ministerial urgentemente, mantendo no governo apenas os aliados verdadeiros”, sugeriu. Vigilante também avalia que o Planalto deveria lançar programas  para diminuir  desemprego, combater a corrupção e taxar as grandes fortunas.

Vigilante acredita que as manifestações não alcançaram a população mais humilde. “A manifestação foi da elite. O povo trabalhador ficou em casa. O povo trabalhador não viu motivo para protestar”, criticou o parlamentar.

Aos olhos do distrital Joe Valle (PDT) a manifestação do final de semana foi mais fraca em comparação com as últimas mobilizações. O distrital credita este fato ao “banho de humildade” que o governo federal passou a adotar desde a semana passada. Para Valle, a  aliança entre o Planalto e o Senado também pesaram a favor de Dilma.

Para o  distrital Chico Leite (PT),  toda manifestação é importante para a democracia, seja que posição expressar. “O tempo depura o que for meramente oportunismo ou apenas defesa de interesse individual ,encoberto sob o manto da causa coletiva”, afirmou.

Hora de decifrar

Na análise do deputado federal  Rogério Rosso (PSD), o Palácio do Planalto deve decifrar as manifestações. “Boa parcela da população está pedindo mudanças, melhores resultados”, apontou.    Do ponto de vista de Rosso, o governo deve centrar esforços no fortalecimento da economia, exorcizando o fantasma da inflação.

“A presidente Dilma está muito serena e tem se esforçado para superar a crise. Ela está colocando menos filtros para falar com a sociedade e com políticos”, concluiu.

FHC sugere renúncia a Dilma

Um dia após as manifestações, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) deu ontem seu mais duro recado ao governo Dilma Rousseff e seu partido, o PT. Para FHC, o “mais significativo das demonstrações é a persistência do sentimento popular de que o governo, embora legal, é ilegítimo”.

O tucano foi além e disse que Dilma precisa ter “um gesto de grandeza” e cita a renúncia como um dos caminho disponíveis à petista.

“Se a própria presidente não for capaz do gesto de grandeza (renúncia ou a voz franca de que errou, e sabe apontar os caminhos da recuperação nacional), assistiremos à desarticulação crescente do governo”, prevê o tucano.

FHC diz que falta ao atual governo a “base moral, que foi corroída pelas falcatruas do lulopetismo”.

“Com a metáfora do boneco vestido de presidiário, a presidente, mesmo que pessoalmente possa se salvaguardar, sofre contaminação dos malfeitos de seu patrono e vai perdendo condições de governar.”

O ex-presidente falou sobre o assunto em texto publicado ontem em sua página de uma rede social. Ao final, diz que sem um mea-culpa ou a renúncia, a situação se agravará “a golpes de Lava Jato”, e arremata: “Até que algum líder com força moral diga, como o fez Ulysses Guimarães a Collor: você pensa que é presidente, mas já não é mais”.

Poupado e despreocupado

Poupado nas manifestações ocorridas no domingo, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou não ter ficado aliviado nem preocupado. Investigado na operação Lava Jato, Cunha foi pouco citado nas ruas.

“Não tem alívio nem preocupação. Sempre disse que manifestação ordeira pode fazer contra mim sem nenhum problema”, disse Cunha, após encontro da bancada do Rio com o governador Luiz Fernando Pezão.

Boneco inflável irrita ex-presidente

O Instituto Lula reagiu à imagem do boneco inflável gigante do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pintado com um uniforme listrado de presidiário e com o número “13-171” que circulou na manifestação de domingo em Brasília.  O boneco, para os manifestantes que o levaram à Esplanada, representava o alvo maior dos protestos.

A nota do Instituto Lula não faz referência ao boneco. Declara que, “Lula foi preso na ditadura porque defendia a liberdade de expressão e organização política. O povo brasileiro sabe que ele só pode ser acusado de ter promovido a melhora das condições de vida e acabado com a fome de milhões de brasileiros, o que para alguns, parece ser um crime político intolerável. Lula jamais cometeu qualquer ilegalidade antes, durante ou depois de seus dois governos”.

Mesmo assim, o vínculo com o boneco inflável foi feito pelo próprio Instituto, ao divulgar a nota como resposta a uma mensagem da TV Globo. A emissora pedira ao ex-presidente uma posição relativa  relação aos protestos contra ele e ao boneco que o representava vestido como presidiário. O título da nota do Instituto é justamente “Resposta a pergunta da TV Globo”.

Clima de pessimismo

Um dia após multidões contrárias à presidente Dilma Rousseff voltarem às ruas pela terceira vez em cinco meses, o governo avaliou que é preciso “quebrar o clima de pessimismo” e garantir condições econômicas “para que o País volte a crescer com geração de emprego e distribuição de renda”.

A avaliação foi feita durante reunião da coordenação política do governo, ontem, em que Dilma e o vice-presidente Michel Temer reuniram 12 ministros e os líderes do governo no Congresso.

“As medidas estão sendo tomadas para que esse ambiente seja superado em breve”, disse o ministro Edinho Silva, da Comunicação Social.

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Política BSB

Suspeito de invadir sistema do TSE é preso em Portugal pela PF

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Buscas também estão sendo realizadas no Brasil. Investigações apontam que o ataque hacker conseguiu acessar dados de 2020 de funcionários do tribunal

(crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil)

A Polícia Federal (PF), com colaboração das autoridades portuguesas, deteve, neste sábado (28/11), um suspeito de hackear o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante o primeiro turno das eleições municipais, em 15 de novembro. A prisão foi realizada em Portugal, país onde teria partido a primeira invasão, quando o grupo conseguiu acessar dados internos de funcionários ainda em setembro, conforme as investigações. Também são feitas buscas no Brasil.

Estão sendo cumpridos, no Brasil, três mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares de proibição de contato entre investigados nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Além da prisão, em Portugal é cumprido um mandado de busca e apreensão. “O inquérito policial aponta que um grupo de hackers brasileiros e portugueses, liderados por um cidadão português, foi responsável pelos ataques criminosos aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral – TSE quando do primeiro turno das Eleições de 2020”, diz a PF. Os crimes apurados são os de invasão de dispositivo informático e de associação criminosa.

Ainda segundo as investigações, não foram identificados indícios de que as ações criminosas tenham comprometido a votação do primeiro turno, bem como a integridade dos resultados. Inicialmente, acreditava-se que o grupo estava em posse de informações de anos anteriores, mas, as apurações revelaram que houve acesso a dados gerados em 2020. Apesar da amplitude do ataque, as diligências indicam que os registros acessados foram até setembro deste ano, e não alcançaram o período das campanhas, análises de contas e o dia da votação

De acordo com o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, os ataques tiveram “motivação política”. “Milícias digitais entraram imediatamente em ação tentando desacreditar o sistema. Há suspeita de articulação de grupos extremistas que se empenham em desacreditar as instituições, clamam pela volta da ditadura e muitos deles são investigados pelo STF (Supremo Tribunal Federal)”, disse Barroso ao anunciar a criação de uma Comissão de Segurança Cibernética para acompanhar o caso. A equipe de trabalho também vai mirar outras investidas criminosas que promovem descrédito ao sistema eleitoral, como a divulgação de notícias falsas sobre o processo de votação. A comissão será presidida pelo ministro Alexandre de Moraes, que já conduz um inquérito sobre fake news em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Brasília

Bolsonaro: Forças Armadas são “oxigênio” do país e bandeira não mudará de cor

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Durante cerimônia em academia da Aeronáutica, o chefe do Executivo se disse emocionado ao relembrar trajetória como integrante da Força. Segundo ele, a liberdade do povo brasileiro passa pelos militares

(crédito: Clauber Cleber Caetano/PR)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (27/11), durante cerimônia de promoção à graduação de sargentos da Escola de Especialistas de Aeronáutica em Guaratinguetá, São Paulo, que as Forças Armadas são o “oxigênio do país”. O chefe do Executivo se disse ainda emocionado em acompanhar o evento. Contou ter passado pela mesma escola em 1972 e que é um exemplo vivo de que é possível atingir qualquer objetivo.

“Jovens alunos da nossa sagrada escola de especialistas da Aeronáutica. É um dia de muita emoção para vocês, para mim também. Essa escola deixa marcas em todos nós. Aqui, aprendemos hierarquia, disciplina, a lealdade ao povo brasileiro e mais que uma profissão: servir a Pátria. Por aqui o atual comandante se formou em 86. Em 72 eu, presidente da República, prestei o concurso. É uma prova que cada um de vocês pode atingir seus objetivos”, declarou.

Carreira árdua

Bolsonaro relatou que a carreira é árdua e que “muitas vezes não há prazer”, mas que a satisfação em cumprir uma missão “não tem preço”.

“Aqui nos forjamos para qualquer obstáculo. Em qualquer situação poderá ser vencido, passa pela vontade e determinação de cada um de nós. Podemos até não ter prazer muitas vezes, mas a satisfação do dever cumprido, de ajudar o próximo, de poder olhar para o céu e dizer: ‘Meu Deus, muito obrigado por essa missão’, isso não tem preço”, emendou Bolsonaro.

O mandatário repetiu que a bandeira brasileira “jamais terá outra cor”. “Só nós, militares, podemos dizer aos 210 milhões de habitantes que a liberdade do nosso povo passa por nós e com o sacrifício da própria defenderem o bem maior de um povo, que nasceu e será livre e jamais permitirá que a cor de sua bandeira seja mudada. A honra e o prazer de estar aqui não têm preço. A satisfação de olhar no semblante de todos vocês e ver lacrimejar nos olhos dos pais dos parentes e dos amigos também não tem preço. Este dia marcará a vida de vocês para sempre”, afirmou o presidente.

Ele ainda criticou governos anteriores, afirmando que as Forças Armadas representavam “outra coisa” para os presidentes passados. No entanto, não especificou a fala.

“Tenho a certeza de que há poucos anos as Forças Armadas representavam outra coisa para quem estava no governo. Hoje é exatamente o contrário. Vocês são o nosso oxigênio. A vocês também devemos lealdade e reconhecimento, por isso que estou aqui”, enalteceu.

Aglomeração

Por conta das centenas de formandos, houve aglomeração quando foi permitido que familiares se aproximassem para cumprimentá-los. O presidente também desceu do palanque e tirou fotos com os presentes. A solenidade ocorreu em ambiente aberto e embora, militares e formandos estivessem de máscara, Bolsonaro não utilizou o equipamento de higiene. O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, e os deputados Hélio Lopes e Eduardo Bolsonaro, tampouco utilizaram o item de proteção.

A previsão é de que o presidente  Bolsonaro retorne a Brasília no meio da tarde de hoje e se reúna durante o restante do dia com Rogério Marinho, ministro de Estado do Desenvolvimento Regional; Marcos Pontes, ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovações; Braga Netto, ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República; Pedro Cesar Nunes Ferreira Marques de Sousa, subchefe para Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência da República e Ernesto Araújo, ministro de Estado das Relações Exteriores.

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Política BSB

Câmara abre comissão para debater assassinato de João Alberto no RS

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Colegiado se propõe a discutir soluções que vão além de tipificações penais para crimes que envolvem racismo. Deputados Rodrigo Maia e Orlando Silva defendem um esforço coletivo para combater o racismo estrutural na sociedade brasileira

Orlando Silva (PCdoB-SP): deputados devem debater racismo com mais profundidade – (crédito: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados – 27/5/20).

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), participou da abertura de uma comissão para debater a morte de João Alberto Freitas, 40 anos, espancado até a morte em frente a um Carrefour, em Porto Alegre, em 19 de novembro último. O encontro foi idealizado pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). Maia destacou a importância do grupo e disse esperar que o debate seja continuado e, também, enfrentado no parlamento da Câmara.

Orlando Silva destacou que é comum parlamentares proporem novas punições penais em reação a esses episódios, mas não entrarem em debates aprofundados para mudar a estrutura da sociedade no combate ao racismo.

Na avaliação de Maia, o conselho é uma oportunidade de “introduzir de forma definitiva na pauta da Câmara essa questão”. O presidente da Câmara concordou com Orlando sobre a necessidade de encontrar soluções junto com a sociedade “para que o Brasil possa, de uma vez por todas, deixar para a nossa história, história triste, mas para a história, toda a violência, discriminação e todo o racismo no país”, destacou.

“Que a gente possa aproveitar não apenas nesses últimos dias do ano, mas aproveitar para que esse grupo possa se tornar um ambiente permanente de debate com a sociedade, e que o parlamento da Câmara possa ter, sempre, essa agenda como agenda prioritária da sociedade, para que o país possa ter menos desigualdade, onde todos sejamos respeitados por todos. Que a gente nunca mais veja, ou que veja com muito menos intensidade que infelizmente a gente vê hoje, todo racismo e violência contra o negro no brasil”, disse Maia.

O parlamentar se colocou à disposição para ampliar o debate e levá-lo ao plenário.

 

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Política BSB

Maioria do STF rejeita queixa-crime do Greenpeace contra Ricardo Salles

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Greenpeace alegou difamação por parte do ministro, que sugeriu participação da entidade no derramamento de óleo que atingiu praias brasileiras.

Greenpeace alegou difamação por parte do ministro, que sugeriu participação da entidade no derramamento de óleo que atingiu praias brasileiras.

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou pela rejeição de uma queixa-crime do Greenpeace contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

O Greenpeace acionou o STF por entender que foi alvo de difamação do ministro, que acusou a ONG de ter sido responsável pelo derramamento de óleo em praias do Nordeste.

Na época, Salles afirmou, por meio de uma rede social, que o Greenpeace deveria explicar a razão de ter navios próximos ao litoral quando as manchas de óleo surgiram, e classificou os ativistas de “ecoterroristas”, “terroristas”, “greenpixe”.

O caso é discutido no plenário virtual da Corte, quando os ministros colocam seus votos no sistema e não há discussões.

A maioria dos ministros seguiu o voto da relatora do caso, Cármen Lúcia, pela rejeição da ação. A ministra afirmou que o Supremo tem entendimento consolidado de que a prática dos crimes de injúria e calúnia somente é possível quando a vítima é pessoa física.

Ela disse ainda que os fatos narrados pelo Greenpeace configuram injúria e não difamação. Isso porque não há a imputação de fato preciso, concreto e determinado, mas sim de fatos genéricos e de valor depreciativo.

“A difamação, semelhante ao que ocorre em caso da calúnia, consiste em imputar a alguém fato determinado e concreto ofensivo a sua reputação. É necessário, portanto, que se descreva o fato desonroso atribuído a alguém”, escreveu.

O voto foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes.

Até agora, só o ministro Edson Fachin divergiu e votou pelo recebimento da queixa-crime, defendendo que há indícios mínimos para a apuração dos fatos.

Fachin afirmou que entende “inegável que, à luz de todo nosso ordenamento, a pessoa jurídica mostra-se dotada de personalidade, com obrigações e também direitos, sendo passível de sofrer inúmeros prejuízos em decorrência de palavras ou ações que abalem a sua reputação junto à sociedade”.

O ministro disse que as declarações de Salles “parecem ter sido propagadas em contextos que, inequivocamente, comunicaram a terceiros, pois publicizadas em redes de longo alcance social, tendo potencial de atingir a honra” da ONG.

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Política BSB

STF julga se crime de injúria racial pode ou não prescrever

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Julgamento é realizado uma semana após um homem negro ser espancado e morto por dois homens brancos em Porto Alegre

(Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Uma semana após um homem negro ser espancado e morto por dois homens brancos em uma unidade do Carrefour em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o Supremo Tribunal Federal (STF) voltar a julgar, nesta quinta-feira, 26, se o crime de injúria racial pode prescrever ou não. O relator é o ministro Edson Fachin

O caso é um habeas corpus contra uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que considerou o crime ser imprescritível. No entendimento do STJ, “a lei 9.459/97 introduziu a injúria racial no ordenamento jurídico brasileiro e criou-se mais um delito no cenário do racismo, portanto, imprescritível, inafiançável e sujeito à pena de reclusão”.

O crime em questão ocorreu em 2013, quando uma mulher de Brasília, então com 72 anos, foi condenada a um ano de reclusão e multa pelo crime de injúria qualificada por ter ofendido a frentista de um posto de gasolina. A decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios e considerada finalizada pelo Ministério Público em 2014.

A defesa argumenta que por ela ter mais de 70 anos, a legislação prevê que os prazos de prescrição são reduzidos pela metade, o que faria com ela não sofresse qualquer penalidade.

No entendimento da Procuradoria-Geral da República, o crime de injúria racial não prescreve. Fachin já chegou a indeferir um pedido de liminar feito pela ré.

O caso está no STF desde 2018 e o presidente da corte, o ministro Luiz Fux, colocou na pauta do plenário em um momento muito simbólico. No último dia 20 de novembro foi comemorado o Dia da Consciência Negra. No dia anterior, João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de 40 anos, morreu após ser espancado por dois seguranças brancos.

 

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Política BSB

Mourão: Fala de Eduardo sobre China não interfere na atuação do governo

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Mourão disse que foi apenas uma “declaração” de Eduardo Bolsonaro; depois destacou relacionamento comercial com a China

(Curitiba – PR, 28/06/2019) Presidente da República em Exercício Hamilton Martins Mourão apresenta palestra no Graciosa Country Club. (Romério Cunha/VPR/Flickr)

O vice-presidente Hamilton Mourão minimizou nesta quinta-feira a fala do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sobre “espionagem da China”, dizendo que foi apenas uma “declaração” de um parlamentar e que o trabalho do governo com o país asiático continua.

— É exatamente isso o que você falou, declaração. Nada mais do que isso. Estamos trabalhando de forma objetiva e mantendo contato com nossa contraparte na China. A gente segue nosso trabalho normal aqui no governo — disse Mourão, ao chegar no Palácio do Planalto.

Na segunda-feira, Eduardo Bolsonado afirmou que o Brasil aderiu ao programa Rede Limpa, do governo dos Estados Unidos, para impedir a “atos de vigilância do governo chinês” na quinta geração de telefonia móvel (5G).

A declaração motivou uma reclamação formal da embaixada da China ao governo brasileiro, na qual afirma que as declarações do deputado perturba a parceria com o Brasil.

Eduardo é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Entretanto, Mourão disse que o órgão não representa o governo:

— A Comissão de Relações Exteriores não é governo, é uma comissão parlamentar.

Também na manhã desta quinta-feira, o vice-presidente participou de um evento promovido pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). Em seu discurso, ressaltou que o país asiático é o maior parceiro comercial do Brasil e que essa situação foi intensificada durante a
pandemia do novo coronavírus:

— A China é nosso maior parceiro comercial há uma década. A crise mundial gerada pela pandemia do Covid-19 não alterou esse quadro, ao contrario, as autoridades chinesas estimam que a importação de produtos brasileiros baterá recorde neste ano de 2020, contrastando com o contexto de desaceleração generalizada verificado no comercio internacional.

O conselho publicou um documento defende alinhamento dos dois países em torno de três prioridades comerciais: infraestrutura, tecnologia e finanças.

 

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sábado, 28 de novembro de 2020

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