Nossa rede

Economia

Pandemia arrasa pequeno produtor da América Latina

Publicado

dia

Produtores enfrentam falta de dinheiro para obter insumos, falta de mão de obra e problemas no transporte

Além de problemas, pequenos produtores rurais sofrem também com a falta de compradores (Matt Stroshane/Bloomberg)

Dificuldades para encontrar compradores, falta de dinheiro para obter insumos para a próxima safra, colheitas estragando por falta de mão de obra, problemas no transporte de mercadorias. Esse é o cenário deixado pela pandemia do novo coronavírus para 16 milhões de famílias de pequenos produtores rurais – de produtores de batata no Peru a colhedores de café na América Central.

A pandemia interrompeu as cadeias de fornecimento de alimentos, reduziu o preço dos produtos na região, enfraqueceu mercados compradores como China, Europa e Estados Unidos e agravou a situação já difícil de milhões de agricultores. O tamanho médio das propriedades familiares na América Latina e Caribe é de cerca de 13 hectares – o equivalente a 13 campos de futebol. E elas representam 8 em cada 10 propriedades na região, segundo a ONU.

Uma pesquisa nacional no Peru mostrou que 90% dos agricultores deixaram de consumir algum tipo de alimento durante a pandemia e 30% afirmaram ter mais medo da fome do que do vírus. “O impacto em termos alimentares está sendo muito marcado nas zonas rurais” explica o economista Eduardo Zegarra, doutor em economia agrária e pesquisador do Grupo de Análises para o Desenvolvimento do Peru.

Cerca de 200 mil trabalhadores informais peruanos tiveram de deixar cidades como Lima, Arequipa e Trujillo – que concentram um terço da população – e voltaram para regiões rurais e municípios menores onde vivem suas famílias. O auge do isolamento social coincidiu com a colheita de batatas, um dos alimentos mais importantes do país.

Muitos produtores não puderam vender seus produtos na cidade, outros não encontraram mão de obra para a colheita e o vegetal apodreceu em dezenas de roças. Para piorar, a fronteira com a Bolívia, que adquire parte da batata, fechou.

“O Estado peruano não teve mecanismos concretos de apoio direto à população rural e indígena, o que fez com que houvesse muitas dificuldades. A agricultura foi muito golpeada pela paralisação da economia e a renda, muito afetada”, diz Zegarra.

O especialista defende que o governo passe a comprar alimentos, principalmente de pequenos produtores, assim como ocorre no Brasil.

As cerca de 200 mil famílias que cultivam café no Peru também foram impactadas. “Em alguns casos, o grão estragou na árvore. Em outros, não foi possível vender”, afirma.

Na vizinha Colômbia, a safra de café, um dos principais componentes do agronegócio local, também sofreu. A pandemia atrasou a colheita e dificultou a distribuição, afetando a vida de pelo menos 800 mil famílias que vivem direta e indiretamente do café colombiano.

No país, as propriedades de café têm, em média, 2,5 hectares e milhares de produtores tiveram dificuldades de encontrar compradores, já que não podiam se deslocar até os centros de compra e de beneficiamento. Os trabalhadores informais também não podiam se deslocar conforme a colheita ocorria.

Nas plantações, a colheita manual passou a ocorrer com maior distanciamento e, caso um trabalhador apresentasse sintomas do vírus, não voltava a trabalhar. Como os deslocamentos entre as regiões foram reduzidos, autoridades se mobilizaram para encontrar trabalhadores na própria região.

“Já que não se podia ir de uma região para outra, criamos grupos de empregos regionais para encontrar mão de obra e as pessoas que ficaram sem trabalho se dispuseram a encontrar uma recolocação”, conta Gustavo Gómez, gerente da Associação Nacional de Exportadores de Café da Colômbia, a Asoexport.

E-commerce

Diante da dificuldade de conectar produtores e compradores, países como Peru, Colômbia, Costa Rica e Chile desenvolveram plataformas online para vender o excedente. “O e-commerce será de agora em diante uma via imprescindível de venda e comunicação direta com as pessoas que compram fruta”, afirma Jorge Valenzuela, presidente da Federação de Produtores de Frutas do Chile. “O comércio eletrônico tem exigências muito peculiares de embalagens, apresentação, imagem, marca e os produtores de fruta devem responder a essas demandas, o que vai acelerar o processo de modernização.”

A Vega Central de Santiago, o principal ponto de abastecimento da capital onde vivem cerca de 7 milhões de habitantes, teve uma redução drástica do fluxo de pessoas e mercadorias no pico da pandemia. Algumas entradas foram fechadas e o limite de pessoas, reduzido. “As vendas caíram 70%. Muita gente deixou de vir por causa da quarentena, então é preciso se adaptar”, comenta Arturo Guerrero, um funcionário do local.

Um dos maiores produtores de frutas frescas da América do Sul, o Chile foi inicialmente prejudicado pelas quarentenas na China, que reduziram as compras de produtos importados. As colheitas de frutas como maçãs, kiwis, uva e abacate ocorreram com adaptações e distanciamento social, já que o governo manteve o agronegócio fora da quarentena.

América Central

Nos países produtores de café da América Central e no México, a maior preocupação é a próxima safra, que começa este mês, por causa da dificuldade de encontrar mão de obra para a colheita. Algumas fronteiras como a de Guatemala e México têm todos os anos um grande fluxo de pessoas, o que não deve acontecer agora.

“Na Costa Rica, quem colhe o café são os nicaraguenses ou panamenhos”, diz Erick Quirós, integrante do Programa Cooperativo Regional para o Desenvolvimento Tecnológico e Modernização da Cafeicultura, que reúne dez países responsáveis por 25% da produção mundial de café arábica, um dos mais consumidos.

A estimativa é que sejam gerados 5 milhões de empregos diretos nesses dez países em toda a cadeia do café.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Economia

Recuperação total do PIB perdido na pandemia ainda depende de vacina

Publicado

dia

Apesar de ainda não ter recuperado tudo o que perdeu com a pandemia, economia tem reagido de forma rápida; o futuro, porém, ainda é muito incerto

mm

O dólar opera em forte queda nesta quinta-feira (3), abaixo de R$ 5,15, refletindo a fraqueza da moeda norte-americana no exterior em meio a expectativas de mais estímulo econômico nos Estados Unidos e otimismo em relação à distribuição de vacinas para a Covid-19. No Brasil, concentrava a atenção dos investidores a divulgação dos números do PIB (Produto Interno Bruto) do 3º trimestre.

Às 13h54, a moeda norte-americana recuava 2,02%, cotada a R$ 5,1355. Na mínima até o momento, chegou a R$ 5,1216 – menor cotação intradia desde 29 de julho (R$ 5,1160). Veja mais cotações.

Já o dólar turismo era negociado a R$ 5,3515.

O Ibovespa operava em alta, acima dos 113 mil pontos.

Na quarta-feira, o dólar comercial fechou em alta de 0,25%, a R$ 5,2413. Na parcial de dezembro, a moeda norte-americana acumula queda de 1,97%. No ano, o avanço ainda é de 30,71%

O Banco Central fará neste pregão leilão de swap tradicional para rolagem de até 16 mil contratos com vencimento em abril e agosto de 2021, destaca a Reuters.

Cenário local e extern

Segundo Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho, principalmente fatores externos pressionavam a moeda norte-americana frente ao real nesta quinta-feira.

“Há expectativa de taxas de juros baixas em todo o mundo, esperanças em relação a um pacote de ajuda (fiscal) nos EUA e otimismo em relação a vacinas… Isso acaba contribuindo para o bom humor dos mercados”, afirmou à Reuters.

O líder da maioria na Câmara dos EUA, Steny Hoyer, expressou esperança de que um acordo de estímulo fiscal possa ser alcançado “nos próximos dias”, e qualquer legislação provavelmente precisará ser complementada com mais ajuda no próximo ano.

As esperanças de mais apoio para empresas e cidadãos da maior economia do mundo se somavam ao otimismo em torno da distribuição de vacinas para a Covid-19, depois que o Reino Unido aprovou nesta semana o imunizante da Pfizer e da BioNTech. A vacina poderá começar a ser aplicada aos mais vulneráveis já na semana que vem.

Na agenda do dia, o IBGE divulgou mais cedo que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,7% no terceiro trimestre – retirando o país da recessão, mas sem recuperar as perdas da pandemia.

Os números do PIB vieram mais fracos do que o esperado. A expectativa do mercado era de um crescimento de 8,8% em relação ao trimestre anterior, segundo a mediana das estimativas levantadas pelo Valor Econômico.

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia avaliou nesta quinta-feira que o crescimento econômico do terceiro trimestre, embora abaixo do esperado pelo mercado, confirma a retomada em V da atividade, quadro que dispensa a necessidade de auxílios do governo para o próximo ano.

Do lado mais estrutural, o foco dos mercados segue voltado para a sustentabilidade fiscal do Brasil e as incertezas sobre a aprovação de medidas de ajuste fiscal para garantir a saúde das contas públicas.

Na véspera, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que uma “recuperação robusta e inclusiva” da economia brasileira depende do avanço de reformas estruturais” e da sustentabilidade da dívida pública.

No exterior, a atividade empresarial da zona do euro contraiu com força em novembro depois que governos em todo o bloco retomaram as medidas de lockdown para tentar conter uma segunda onda de infecções por coronavírus. O PMI Composto da IHS Markit despencou a 45,3 em novembro de 50,0 em outubro — a marca de 50 separa crescimento de contração.

A economia do bloco vai contrair de novo neste trimestre, de acordo com pesquisa da Reuters, mas com esperanças de uma vacina e de suporte adicional do Banco Central Europeu, as estimativas de crescimento trimestral para o próximo ano foram melhoradas.

Variação do dólar em 2020 — Foto: Economia G1
Ver mais

Economia

Seca no Brasil tende a pressionar preços de café arábica

Publicado

dia

Por

Um aperto da oferta do maior produtor mundial pode começar a causar impacto no final do próximo ano

(Pramote Polyamate/Getty Images)

Tradings de café começam a ter ideia da extensão dos problemas climáticos no Brasil, já que as perspectivas para a colheita do próximo ano pioram com o calor e a seca.

Os grãos arábica tiveram pouco alívio em novembro, com chuvas abaixo das expectativas e os preços pagos aos cafeicultores brasileiros perto de níveis recordes, segundo a Cooxupé.

“As chuvas têm sido péssimas, bem abaixo da média”, disse o diretor comercial da Cooxupé, Lucio Dias, acrescentando que o impacto pode se estender até a temporada de 2022. “A situação é muito preocupante”, disse em entrevista.

A estimativa já era de queda da produção brasileira após o recorde deste ano. Além disso, os pés de arábica entram na metade de menor produtividade do ciclo bienal, mas a seca pode agravar a redução antes de uma possível recuperação do consumo, levando o mercado a um déficit. Um aperto da oferta do maior produtor mundial pode começar a causar impacto no final do próximo ano.

“Vemos uma alta dos preços do café”, disse Carlos Alberto Fernandes Santana, diretor da Empresa Interagrícola, unidade da trading Ecom Agroindustrial. “A queda da safra brasileira ainda não foi totalmente precificada.”

As estações meteorológicas da Cooxupé mostram condições mais secas do que o normal desde maio. As áreas em Alfenas, município no cinturão de café do país, tiveram chuva acima de 2 milímetros em apenas 12% dos 210 dias até 29 de novembro.

Em novembro, a região obteve 95% da precipitação prevista, embora a maior parte tenha ocorrido no final do mês, com temperaturas médias de 1º Celsius acima do normal e máximas chegando a 36º. Isso tudo depois de um outubro seco, quando a chuva correspondeu a 60% do normal. A cooperativa pode divulgar a primeira estimativa da safra no final de janeiro.

Em dezembro, a Somar prevê volume de chuvas normal, mas com temperaturas acima da média. As principais áreas de cultivo podem receber 100 milímetros nesta semana, mas isso ajudaria a restaurar apenas 10 pontos percentuais do déficit de umidade em algumas partes.

“Exceto pelos raros episódios de boa chuva, tivemos precipitações minúsculas de 2 a 4 milímetros e sol forte”, disse Maurício Araújo Ribeiro, de 48 anos, que cultiva 128 hectares de arábica no sul de Minas Gerais. “A previsão é de chuva, o céu fica nublado, mas a chuva não vem.”

As perdas em suas fazendas são estimadas entre 30% e 35%, mas, se o clima não melhorar, podem chegar a 50%, disse.

Mesmo nas áreas irrigadas, os prejuízos são maiores do que se pensava, disse Regis Ricco, diretor da RR Consultoria Rural em Alfenas, Minas Gerais. “A situação é caótica. É um ano para ficar na história”, disse.

As perspectivas mais negativas para o Brasil surgem após recentes furacões na América Central que ameaçam a produção da região, enquanto chuvas atrasam a colheita do café robusta no Vietnã. Preocupações sobre a oferta impulsionaram os futuros de Nova York ao maior ganho mensal desde julho.

“Vejo os futuros subindo no primeiro semestre do próximo ano, já que a perspectiva de baixa produção coincide com o otimismo da vacinação contra a Covid, aumentando as perspectivas para a demanda por café”, disse Nelson Salvaterra, corretor da Coffee New Selection.

Ele disse que os preços podem retornar à faixa entre US$ 1,40 e US$ 1,50 por libra-peso em relação aos atuais US$ 1,23.

Ver mais

Economia

Novo fator previdenciário começa a valer nesta terça-feira

Publicado

dia

Regra deixa de existir como antes da reforma da Previdência, mas ainda será aplicada em duas situações diferentes; entenda

Mulher idosa (fotostorm/Getty Images)

Até a aprovação da reforma da Previdência, o cálculo incidia sobre os pagamentos de quem se aposentava por tempo de contribuição. Quanto mais cedo o benefício era requerido maior a parcela descontada dos pagamentos.

Agora, a regra deixa de existir desta forma, mas ainda será aplicada em duas situações: para aqueles que já podiam se aposentar antes de a nova lei ser promulgada, em 12 de novembro, e para trabalhadores que estão a dois anos ou menos de completar o tempo de contribuição exigido antes da reforma (35 anos para homens e 30 para mulheres).

Apesar de as novas idades mínimas terem subido para 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens), esses trabalhadores ainda poderão optar por se aposentar com a regra antiga, desde que paguem um pedágio de 50% do tempo que resta para se aposentar. Ou seja, se faltam dois anos, terá de trabalhar mais um (um é 50% de dois).

Onde entra o fator previdenciário? O valor da aposentadoria nesse caso será igual à média salarial do trabalhador multiplicada pelo índice, mas sem o descarte dos 20% de salários menores, como era feito até o ano passado.

O fator previdenciário é corrigido todos os anos, após a publicação da Tábua de Mortalidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra que a expectativa de sobrevida (que mede quanto tempo as pessoas ainda vivem depois de se aposentarem) do brasileiro, só aumenta. Esse movimento é mundial e, no Brasil, passou de 76,3 anos em 2018 para 76,6 anos em 2019.

Ver mais

Economia

Temos votos suficientes para aprovar a reforma tributária, diz Maia

Publicado

dia

De acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, há 320 votos favoráveis à PEC 45, mesmo sem contar com a ajuda dos partidos da base do governo

Maia: “Governo deveria falar qual é a pauta de interesse para os próximos 2 meses” (Adriano Machado/Reuters)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acredita já ter apoio suficiente para se aprovar a reforma tributária na Câmara. Segundo ele, já há 320 votos favoráveis à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45, mesmo sem contar com a ajuda dos partidos da base do governo. Maia tem defendido o texto como prioridade na pauta de recuperação econômica do País.

“Não vamos resolver o problema do Brasil apenas cortando despesas”, disse Maia em entrevista ao UOL. “Precisamos de uma macro reforma que é a tributária”, afirmou.

Segundo ele, o relator da proposta, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), deve apresentar seu parecer para partidos e governo nesta semana e, se houver consenso, irá colocar o texto em votação. A PEC precisa ser aprovada em dois turnos. “Se não tiver consenso, ficará para o próximo presidente da Câmara pautar, ela estará pronta para votação”, disse.

Maia reclamou das vaidades na política e disse que pessoas vaidosas no Executivo e Legislativo atrasaram a votação de projetos importantes.

“Governo deveria falar qual é a pauta de interesse para os próximos 2 meses”

Maia cobrou do governo uma pauta com os projetos econômicos prioritários para o Executivo para as próximas semanas e reforçou, mais uma vez, que não colocará em pauta a prorrogação de mecanismos extraordinários como o estado de calamidade e o orçamento de guerra.

“O governo deveria ter começado o dia hoje com uma coletiva para falar qual é a pauta de seu interesse para os próximos dois meses”, disse Maia em entrevista ao UOL.

Para ele o deputado, não quis enfrentar os desafios durante o processo eleitoral e deveria, findo o segundo turno, tratar de projetos como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial e das reformas que pretende apoiar.

“Senti falta na manhã de hoje de uma posição mais clara e de urgência, nesse momento, em relação às pautas que tratam das despesas públicas”, disse. “Teremos aí dois, três meses que vão definir o futuro do País e da eleição de 2022”, afirmou.

Maia mandou recado para o governo não deixar suas ações para os últimos dias do ano e ressaltou que não haverá prorrogação do estado de calamidade e nem da PEC da Guerra. Ele voltou a dizer ainda que os desafios para o País são grandes e que não vai apoiar nenhuma criação de novo imposto.

Ver mais

Economia

Com China em alta e vacina, OCDE melhora projeção para o PIB

Publicado

dia

Apesar da melhora, a estimativa é que a China seja o único país analisado pela OCDE a crescer em 2020. Para o Brasil, a projeção é pior que a do governo

OCDE sobre economia global: “Pela primeira vez desde que a pandemia começou, agora há esperança para um futuro mais favorável” (Jason Lee/Reuters)

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) melhorou sua projeção para a economia global em 2020 em novo relatório nesta terça-feira. Dos 4,5% de queda do PIB esperados no relatório de setembro, a organização projeta agora que a economia global vai encolher 4,2% neste ano.,

Para 2021, a projeção é de crescimento dos mesmos 4,2% (valor menor que os 5% previstos em setembro) e de 3,7% para 2022.

A OCDE citou como motivos de otimismo o progresso com as vacinas da covid e as ações de bancos centrais e governos para mitigar os impactos econômicos da crise. “Pela primeira vez desde que a pandemia começou, agora há esperança para um futuro melhor”, disse a organização sobre os novos números.

A expectativa é que o PIB global também retorne a níveis pré-crise antes do fim de 2021, liderado por forte recuperação na China, disse a OCDE.

A China será o único país coberto pela OCDE a registrar crescimento neste ano, de 1,8%, o mesmo valor que já havia sido projetado em setembro. A economia chinesa deve ainda crescer 8% em 2021 e 4,9% em 2022, liderando a retomada global nos próximos anos.

Apesar da melhora nos números, a organização reiterou que a crise está longe do fim e que a recuperação entre os países será desigual.

É o caso do Brasil, onde a projeção de queda do PIB ficou em 6%, melhor do que em estimativas anteriores, mas ainda abaixo da média global (impulsionada pela China) e de países como EUA e Alemanha.

A estimativa da OCDE é pior do que a do governo brasileiro, que estima recuo de 4,5%. O boletim Focus desta segunda-feira, com base em analistas do mercado, trouxe a mesma projeção de 4,5% para 2020.

“Ainda não estamos a salvo. Ainda estamos no meio de uma crise pandêmica, o que significa que a política econômica ainda tem muito a fazer”, disse o economista-chefe da OCDE, Laurence Boone.

Enquanto a China se recupera rapidamente, o cenário será mais tortuoso para Estados Unidos e Europa, que devem contribuir menos com a recuperação nos próximos anos do que seu atual peso na economia.

A projeção da OCDE é que a economia americana contraia 3,7% este ano (ante 3,8% no último relatório), e depois creça 3,2% em 2021 e 3,5% em 2022.

Esses números valem no caso de um novo estímulo fiscal aprovado pelo governo e Congresso eleitos, diz a OCDE. No governo do presidente Donald Trump, a equipe do presidente e republicanos no Senado não conseguiram negociar junto aos democratas na Câmara um novo pacote de estímulo para este ano, o que era uma expectativa do mercado.

Ver mais

Economia

IGP-M tem alta de 3,28% em novembro, diz FGV

Publicado

dia

Por

Com a taxa de novembro, o IGP-M acumula inflação de 21,97% em 2020 e de 24,52% em 12 meses

Vila Nova Conceição; Casas; Prédios; Jardins Foto: Germano Lüders 09/04/2016 (Germano Lüders/Exame)

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 3,28% em novembro, informou nesta sexta-feira, 27, a Fundação Getulio Vargas (FGV). A inflação medida pelo indicador acelerou na comparação com outubro, quando houve alta de 3,23%. O resultado superou a mediana da pesquisa Projeções Broadcast com 28 instituições, de 3,19%, mas ficou dentro do intervalo de 2,81% a 3,50%.

Com a taxa de novembro, o IGP-M acumula inflação de 21,97% em 2020 e de 24,52% em 12 meses. Nesta base, o índice também superou a mediana das projeções, de 24,40%, mas ficou dentro do intervalo de 23,0% a 24,80%.

O avanço do IGP-M de novembro foi sustentado pela aceleração do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que subiu 4,26% nesta leitura, de 4,15% em outubro. Com o resultado, o índice de preços do atacado acumula crescimento de 30,46% em 2020 e de 34 16% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) desacelerou, de alta de 0,77% em outubro para 0,72% em novembro, e acumula inflação de 3 56% em 2020 e de 4,42% em 12 meses.

O Índice Nacional de Custos da Construção (INCC-M) arrefeceu de alta de 1,69% para 1,29% e acumula inflação de 7,71% no ano e de 7,86% em 12 meses.

Ver mais

Hoje é

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?