A defesa de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, voltou a solicitar ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que revogue sua prisão preventiva ou autorize o cumprimento em prisão domiciliar. O pedido foi feito nesta segunda-feira (2/11).
Os advogados argumentam que os problemas de saúde de Henrique Vorcaro pioraram e que não houve nova avaliação sobre a necessidade de mantê-lo preso. Ele está detido desde maio na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), por decisão do ministro do STF, André Mendonça. Segundo a Polícia Federal, Henrique financiava um grupo investigado por ameaças e obtenção ilegal de informações sigilosas.
Um novo relatório médico, datado de 28 de outubro, mostra que Henrique Vorcaro sofre de diverticulite, uma inflamação no intestino grosso, que causou crises e internações. Segundo o coloproctologista Marcos Henrique Rocha Campos, que acompanha o paciente desde 2005, há indicação para cirurgia, que ainda não foi feita.
O relatório destaca que a diverticulite pode causar perfuração intestinal, um problema grave que exige diagnóstico rápido e intervenção cirúrgica na maioria dos casos. Os advogados afirmam que a penitenciária onde está detido não oferece condições adequadas para tratamento nem atendimento hospitalar rápido em emergência.
Henrique Vorcaro também tem hipertensão e doença arterial coronariana. Em março, ele sofreu um episódio de amnésia que exigiu internação em terapia intensiva. A defesa informa que já notificou o STF sobre essas condições e que houve interrupção no fornecimento do medicamento para hipertensão em setembro.
Os advogados reconhecem que o ministro Fachin pode estabelecer restrições caso conceda a prisão domiciliar. Eles ressaltam que o prazo de 90 dias para reavaliar a prisão de Henrique já expirou e que os pedidos de revisão, feitos desde agosto, ainda não receberam resposta.
A defesa também nega que Henrique Vorcaro tenha tentado impedir depoimentos de testemunhas, afirmando que não há nenhuma ação sua nesse sentido. Além disso, pedem que os ministros julguem um recurso de julho que questiona os motivos da prisão.
Fonte: Metrópoles

