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Brasil

Durigan descarta proposta para congelar taxa básica de juros no Brasil

Luis Nova/Metrópoles

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (2/11) que o governo federal não está discutindo nenhuma proposta para congelar a taxa básica de juros, chamada Selic, que atualmente está em 13,75% ao ano. Segundo ele, iniciativas como tabelar juros ou queimar reservas cambiais não estão sendo consideradas.

A especulação sobre essa possibilidade surgiu após uma nota do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, que indicava uma possível reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o economista André Lara Resende nesta semana. Lara Resende, um dos responsáveis pelo Plano Real, sugeriu em um artigo que a redução dos juros poderia diminuir a inflação, embora com um aumento temporário no curto prazo.

No entanto, Durigan negou que haja qualquer encontro agendado entre o presidente e o economista para tratar desse tema. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloisio Mercadante, também declarou que não há reuniões marcadas e disse ser contrário à ideia de tabelar juros.

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A Selic é o principal instrumento para controlar a inflação no país. Quando a taxa sobe, o crédito fica mais caro, desestimulando gastos e diminuindo a inflação, mas pode dificultar investimentos e o crescimento econômico. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne regularmente para decidir o nível da Selic, e a próxima sessão está prevista para 3 de novembro.

Atualmente, o mercado acredita que a taxa ficará estável no próximo encontro, com uma probabilidade de 63,1% para manutenção, segundo informações das Opções de Copom negociadas na bolsa brasileira, B3.

Fonte: Metrópoles

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