Durante o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização do câncer de mama, o Hospital Regional de Taguatinga iniciou o 11º Mutirão de Reconstrução de Mamas no dia 22 de outubro de 2026. Nesta ação, 32 mulheres que passaram por mastectomia — remoção total da mama — farão cirurgia plástica para reconstrução.
Dezembro delas também receberá micropigmentação paramédica, um procedimento que redesenha o mamilo e a aréola para melhorar a aparência da mama.
Atendimento
Estima-se que o Brasil terá mais de 78 mil novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Alguns sinais de alerta incluem nódulos na mama, saída espontânea de líquido pelo mamilo, mudanças na pele da mama como aspecto de casca de laranja, aumento de tamanho da mama, e alteração na forma do mamilo.
Ao perceber qualquer sinal suspeito, é fundamental buscar avaliação médica. No Distrito Federal, a jornada para o atendimento começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde é solicitado o exame de mamografia, essencial para detectar o câncer de mama.
O exame pode ser feito em diversos hospitais regionais e centros especializados da rede pública do DF, como o Hospital Regional de Taguatinga.
Equipe multiprofissional
O mutirão conta com a participação de 126 profissionais, incluindo mastologistas, cirurgiões plásticos, anestesistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, tatuadores, estudantes de medicina e residentes de enfermagem. O objetivo é promover um atendimento humanizado, completo e focado nas necessidades das mulheres.
Uma das pacientes beneficiadas foi Josimeira Barbosa de Moura, 59 anos, moradora de Taguatinga, que descobriu um nódulo avançado durante uma consulta de rotina. Após tratamento com quimioterapia, radioterapia e mastectomia, ela destaca a atenção recebida pelo sistema público: “Fui atendida pela rede pública durante todo o processo e nunca me faltou nada. Todos os exames e procedimentos foram realizados do início ao fim pela assistência pública.”
Para a diretora do HRT, Thalita Rassi, a reconstrução mamária representa muito mais que cirurgia, sendo um caminho para recuperar a autoestima, a confiança e o bem-estar físico e emocional das mulheres que enfrentaram a doença.
“Cada cirurgia é uma história de coragem, superação e esperança, mostrando a importância de um cuidado que respeita a dignidade e os direitos das mulheres a uma assistência de qualidade.”

