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Osteoporose: quando devo me preocupar com isso?

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Na osteoporose, o osso fica fraco e frágil, favorecendo fraturas. A condição se torna um problema sério após os 55 anos de idade

A osteoporose é uma condição de perda de massa óssea e alteração da microarquitetura do osso, favorecendo as fraturas em mínimos traumas. Isto é, o osso fica fraco e frágil! A osteoporose é um problema sério após os 55 anos de idade. Em torno de 50% dos homens e mulheres têm osteopenia ou osteoporose nessa faixa etária, com alto risco de fraturas. No Estados Unidos chegam a 1,5 milhões de fraturas por ano.

A prevalência em mulheres é duas vezes maior que em homens, assim como na raça branca e após a menopausa. Uma a cada seis mulheres caucasianas sofre de fratura de fêmur e a mortalidade chega a 20% no primeiro ano. A maior causa de mortalidade é a embolia de pulmão, mas muitas sofrem pelas limitações ortopédicas pós trauma.

A fratura mais frequente é a do fêmur, ocasionando uma qualidade ruim de vida, com dependência física e dores

Como formar um bom osso?

A história natural dos ossos é o ganho de massa óssea até o fim da adolescência e início da fase adulta. Uma alimentação balanceada e atividade física são fundamentais para maior atividade das células formadoras de osso (osteoblastos).

Depois vamos gradativamente deteriorando o osso com o envelhecimento, sendo que esse quadro piora na falta dos hormônios sexuais (mais comum no período da menopausa e andropausa) e maior atividade das células que absorvem o osso (osteoclastos).

O que propicia a perda óssea?

Algumas causas secundárias de perda óssea como: doenças endócrinas (hipertireoidismo, prolactinoma, hiperparatireoidismo), doenças gastrointestinais (deficiência vitamina D, doença celíaca, síndrome má absorção), medicamentos (corticoides, antivirais, anticonvulsivantes), alcoolismo, anorexia nervosa, cirurgia bariátrica e mieloma, dentre outras, devem ser lembradas.

Essas condições, sem dúvida, fragilizam o osso do indivíduo por causarem um desbalanço entre a atividade das células formadoras do osso (osteoblasto) e das células de reabsorção óssea (osteoclastos) favorecendo o aparecimento da osteoporose.

Apesar disso, sem dúvida nenhuma, o risco de fraturas está muito mais associado a história familiar e ao estilo de vida do indivíduo do que uma doença em si e alguns fatores são relevantes: idade maior que 50 anos, tabagismo, baixo peso corpóreo (IMC menor 18kg/m2), baixa ingesta de cálcio, deficiência de vitamina D, inatividade, menopausa precoce, demência, alcoolismo e excesso de cafeína.

O diagnóstico pode ser feito por meio de um exame de densitometria óssea, que mede a massa óssea do indivíduo e compara com os indivíduos jovens para quantificar essa perda. Se o paciente não tem os fatores de risco citados acima e nem história familiar, o exame só está indicado após os 50 anos.

Como prevenir?

tratamento deve ser específico para cada causa, mas a prevenção é a maior arma, visto que hoje a expectativa de vida ultrapassa os 80 anos.

Quem não está sujeito a um escorregão ou uma queda ocasional? Por isso, exercícios físicos de fortalecimento para manter massa muscular e óssea, como musculação, natação e pilates são fundamentais após os 40 anos de idade.

alimentação deve atentar as exigências de uma ingesta de cálcio em torno de 1.000 mg/dia (equivalente a 3-4 iogurtes ou copos de leite/dia) para mulheres acima dos 50 anos e homens acima 70 anos, pouca cafeína e suplementação de vitamina D.
Medicamentos mais específicos e reposição hormonal ficam a critério de cada caso específico.

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Saúde

Exame para identificar Zika vírus é comercializado no país

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O produto foi testado em cerca de 3.200 mulheres no Brasil. O resultado sai em três horas e meia e pode ser feito em laboratórios clínicos

Exame para identificação do Zika Vírus passa a ser comercializado no Brasil

Um exame sorológico capaz de identificar a contaminação por Zika vírus mesmo depois da infecção por dengue começou a ser comercializado no Brasil. Os kits são voltados principalmente para mulheres em idade fértil e para estudos epidemiológicos que pretendam determinar pessoas que já tenham sido expostas ao vírus. Essa era uma das principais demandas após a epidemia de Zika no Brasil, entre 2015 e 2016.

O teste é resultado de uma pesquisa iniciada há dois anos por um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.

O estudo foi apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e teve o pedido de patente licenciado pela empresa AdvaGen Biotec e, recentemente, foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para uso comercial. O produto foi testado em cerca de 3.200 mulheres no Brasil.

O exame detecta a presença de anticorpo específico do Zika vírus produzido pelo organismo depois de 15 a 20 dias, após o indivíduo ser infectado. Entretanto, como os vírus da Zika e da dengue são muito parecidos, os testes disponíveis no mercado acabam por confundir com resultando em falso positivo ou negativo, dificultando ou impedindo o diagnóstico preciso em áreas endêmicas para a dengue.

O teste que passou a ser comercializado possui 95% de especificidade para Zika, enquanto os outros do mercado possuem até 75%.

“Esse anticorpo dá proteção para o resto da vida e é muito difícil achar uma proteína que seja específica para o Zika. Mas achamos um local na proteína, que chamamos de Delta NS1, e que não dá reação cruzada com a dengue”, explicou o especialista em virologia Edison Luiz Durigon, um dos pesquisadores que atuaram na criação do exame.

Segundo o pesquisador, o kit facilitará o acompanhamento de gestantes, que deverão fazer o exame a cada três meses para prevenir a microcefalia em bebês. Caso a mulher seja infectada só no período final da gestação, o bebê corre o risco de desenvolver problemas neurológicos.

“Se a gestante tiver Zika o teste acusará. E aí muda-se a conduta médica, com a possibilidade de acompanhar essa criança para que ela seja conduzida a um padrão normal na infância e adolescência”, disse.

O exame é baseado no método Elisa e também será útil para estudar a prevalência do vírus porque a maioria das pessoas infectadas não apresentam sintomas, assim a mulher pode ter o vírus sem saber e passar para o feto.

Dessa forma, algumas crianças podem nascer sem microcefalia, mas podem ter lesões invisíveis no cérebro em um primeiro momento, podendo desenvolver problemas cognitivos severos.

“O exame deve ser feito em laboratório e fica pronto em três horas e meia. É um teste que qualquer laboratório clínico está equipado para fazer. Esse foi um cuidado nosso”, explicou o especialista.

*Com informações da Agência Brasil

 

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Saúde

Anvisa adia votação sobre maconha para fins medicinais e para pesquisa

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Propostas foram colocadas em consulta pública e receberam o apoio de 87% dos participantes do processo

Maconha: agência de vigilância sanitária analisa liberar a produção da planta para uso medicinal (Cyano66/Getty Images)

Brasília — A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou a votação de resolução que permite o plantio da maconha para pesquisa e fins medicinais no País e da resolução que torna mais simples o registro do produto. A decisão foi tomada depois de quase três horas do início da reunião e após o relator da proposta, o diretor presidente da Anvisa, William Dib, ler seu voto, favorável, às duas medidas.

O adiamento é fruto do pedido de vista apresentado pelos diretores Fernando Mendes e Antonio Barra Torres. Nenhum dos diretores justificou o pedido de vista. Com a decisão, o tema deverá voltar à pauta da diretoria colegiada dentro de duas reuniões. Algo esperado para perto de um mês.

O texto das duas resoluções é discutido há cinco anos pela Anvisa. As propostas foram colocadas em consulta pública e discutidas em audiências. Das pessoas que participaram da consulta pública, 87% avaliaram que ela traria um impacto positivo para pacientes e para o País.

O presidente da Anvisa e relator do processo, William Dib, emocionou-se e chegou a chorar antes de iniciar a leitura de seu voto. “Pode não ser o tema mais importante, mas é o mais polêmico já enfrentado pela agência”, disse o diretor, que deverá deixar o cargo em dezembro.

A liberação do plantio da maconha para fins medicinais e para pesquisa é duramente criticada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

As afirmações contrárias à aprovação começaram a ganhar corpo em junho, quando o ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse que a medida poderia representar o primeiro passo para a liberação do uso recreativo da maconha.

Mais tarde, foi a vez de o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, mostrar resistência ao tema.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, também reforçou as críticas, sob a justificativa de não haver estudos científicos que comprovem a eficiência da terapia. Ele argumentou ainda que pesquisas poderiam ser feitas com a importação de substâncias extraídas do produto.

Dib, por sua vez, tornou-se ao longo dos últimos meses uma voz defensora da aprovação das resoluções e, em consequência, alvo de pressões do governo para mudar sua condução sobre o assunto. Antes da leitura do voto, que durou quase hora, Dibponderou que a Anvisa há tempos é cobrada pela sociedade para adotar um posicionamento sobre o tema. “Ou tomamos esse tema ou vamos ser sugados pelas ações civis, jurídicas e pela sociedade, exigindo nossa posição.”

O presidente da Anvisa lembrou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) solicitou que a agência regulasse o tema, citou inúmeras ações judiciais que liberaram a plantação artesanal e, ainda, a movimentação no Congresso para elaboração de leis sobre o tema. Sinais, para ele, que a Anvisa estava deixando de cumprir o seu papel.

O relator citou a experiência dos Estados Unidos, que diante do aumento de casos de dependência de analgésicos derivados de derivados de ópio, tem buscado alternativas a produtos derivados da Cannabis. “É uma discussão que está começando. Estamos tentando colocar em prática algo que tem pouca sustentação científica, mas muitas evidências.”

Na leitura do voto, Dib lembrou ainda as inúmeras requisições feitas ao longo dos últimos anos no País para a importação de derivados de canabidiol, substância derivada da maconha. De acordo com ele, foram cerca de 13 mil pedidos, assinados por 1.200 médicos brasileiros. “Há uma demanda real para a prescrição. E esse pleito não poder ser entendido como uma excepcionalidade”, disse.

Ele observou ainda que o aumento das prescrições indica que na prática clínica as pessoas têm resposta para suas patologias com tratamento a base de Cannabis.

Antes da apresentação do voto, a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) fez uma manifestação favorável à aprovação. Disse usar há anos uma combinação de canabidiol e THC, (substâncias presentes na maconha), observou que estudos indicam que os derivados da Cannabis podem ter efeitos terapêuticos importantes e ressaltou a necessidade de se deixar de lado o preconceito antes de analisar o tema. “Não vamos acreditar numa fala vazia de que não há evidências”, disse.

Ela lembrou ainda que o produto poderia beneficiar cerca de 15 milhões de pessoas. “Eu uso há muitos anos e tenho uma saúde privilegiada diante da severidade da minha lesão”, completou.

Para ela, as críticas de que a maconha é uma das piores drogas que existem é feita por pessoas que pararam no tempo. “A gente não pode entrar numa conversinha. A Anvisa que trabalha com evidências”, disse.

Ela ressaltou ainda que uma eventual reprovação das resoluções significaria que o País ir na contramão de tendência mundial para investimento em pesquisas nessa área. “Tantos países que estão crescendo e revertendo desemprego por conta da plantação, comercialização e tenham acesso a medicamentos que não são caros.”

Também presente na reunião, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE), defendeu o uso do canabidiol, mas foi contrário à permissão da plantação.

O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) comparou a plantação da maconha às barragens da Vale, em Brumadinho. “Quem me garante que isso dá segurança? No papel é muito bacana, mas na prática é outra realidade”, disse.

Valentim deixou a Anvisa antes da votação, irritado com a fala de Norberto Fischer, que integra uma associação de pacientes que luta pela liberação do plantio para fins medicinais e para estudos científicos. Num discurso contundente, Fischer criticou a demora da Anvisa na análise do tema. “Os senhores sabem dos benefícios, da segurança dos dois processos”, disse.

Ele lembrou que mais de 40 países já regulamentaram o uso. Fischer classificou ainda como “medíocres” os argumentos de que a aprovação poderia aumentar o risco de pessoas virarem “maconheiras”. “Se forem usar esse tipo de desculpa infantil, medíocre, que achem um argumento melhor para pedir vistas ou para negar a autorização.”

Ele lembrou ainda que a Anvisa tem como suas atribuições a promoção da saúde.

 

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Saúde

Um adesivo para a pele é capaz de curar o diabetes?

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O produto está à venda na internet com essa promessa, mas é fake. Ele não tem eficácia comprovada e não substitui o tratamento convencional do diabetes

Atenção: não existem adesivos com substâncias naturais que curam o diabetes. (Foto: divulgação/Divulgação)

A promessa é boa. Por cerca de cem reais, adesivos feitos de compostos naturais curariam o diabetes ao controlar os níveis de açúcar no sangue. De quebra, aliviariam as complicações da doença. Bastaria trocar diariamente o adesivo, que deve ser colocado no umbigo.

Mas a história toda é falsa. “Primeiro, não existe cura para o diabetes. Além disso, não há estudos sobre o efeito de nenhuma das substâncias que o produto alega ter no controle da glicemia, muito menos sobre a ação delas em conjunto”, explica Márcio Krakauer, endocrinologista e Coordenador das Campanhas Públicas da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

Uma das marcas que mais aparece nas buscas da internet, o Diabetic Patch, da fabricante chinesa Sumifun, não consta nos registros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou da Food and Drug Administration Agency (FDA), órgãos que regulam os remédios no Brasil e nos Estados Unidos, respectivamente. Dito de outra maneira, o produto é comercializado sem um crivo confiável de segurança.

Há adesivos e adesivos

No diabetes, a insulina não consegue colocar adequadamente o açúcar para dentro das células — seja por um déficit de produção desse hormônio, seja por uma resistência do organismo à sua ação. Com isso, a glicose sobra no sangue e vai às alturas. Não à toa, o tratamento dessa enfermidade muitas vezes envolve aplicações de insulina, via injeções ou canetas.

Há anos, a ciência estuda maneiras de administrar esse hormônio nos pacientes sem picadas. Eis que, em 2017, um trabalho publicado no periódico científico Nature, conduzido por pesquisadores chineses e pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, mostrou que adesivos compostos por agulhas microscópicas poderiam ser uma via eficaz de inserir a substância dentro do corpo.

“Esse estudo foi uma prova de conceito. Ele sugeriu que o adesivo é uma forma de aplicação viável de insulina, mas falta muito para termos algo parecido no mercado”, pondera Krakauer.

Essa possibilidade futura — que envolve muita tecnologia e um medicamento já consagrado contra o diabetes — é completamente diferente de um adesivo sem quaisquer comprovações sérias de eficácia ou segurança. E que não possui insulina na composição.

Cura para o diabetes?

Só o fato de prometer eliminar a doença já deve ser motivo de suspeita. Não existem medicamentos capazes de fazer isso.

“O que podemos falar é em remissão”, aponta Krakauer. O especialista se refere a indivíduos que voltam a atingir por um tempo taxas normais de glicemia após intervenções específicas, como a cirurgia bariátrica.

Sim, em pessoas com indicação, esse procedimento promove uma perda de peso drástica e um rearranjo do metabolismo que melhoram o controle da glicemia. Às vezes, o sujeito até descarta os remédios.

Remissão, contudo, é um conceito bem diferente de cura. “O diabetes tende a retornar com o tempo, principalmente na ausência de hábitos saudáveis”, diz o especialista. Ou seja, para mantê-lo quietinho por uns anos, o paciente continuará precisando de disciplina e uma vida balanceada.

As fake news

Por ser um dos problemas crônicos mais comuns no país, o protagonista desta reportagem se torna um alvo frequente de promessas milagrosas. Basta procurar “cura do diabetes” no Google para encontrar pílulas mágicas, dietas malucas, livros desprovidos de base científica, cursos pagos…

“Nada que prometa resultados rápidos será efetivo em um contexto tão complexo quanto o dessa doença”, completa. Algumas dessas táticas inclusive podem fazer mal ou estimular o abandono do tratamento convencional. Aliás, suspeite de quem manda você esquecer recomendações médicas consagradas.

 

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