Isaiah Martin, comentarista político americano e crítico do presidente Donald Trump, manifestou-se favoravelmente à deportação do senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL) dos Estados Unidos logo no primeiro dia de governo. A declaração foi feita em resposta a uma publicação do advogado mexicano Simón Levy, aliado de Trump, que afirmou que o senador teria chegado ao país sob proteção americana.
Nas redes sociais, Isaiah Martin afirmou: “Vamos deportá-lo no primeiro dia. Na verdade, deveríamos deixar o Brasil prendê-lo no meio da noite, de helicóptero!” A menção ao helicóptero faz referência a uma operação americana que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro no início do ano.
O advogado Simón Levy garantiu que Flávio Bolsonaro já não está mais no Brasil e estaria a caminho dos Estados Unidos, enquanto uma operação de proteção americana estaria em andamento para garantir a segurança do senador.
Martin também criticou o uso de recursos públicos americanos para custear a segurança e o transporte de Flávio Bolsonaro, pedindo que os democratas investiguem qualquer gasto do governo Trump relacionado a isso. Ele ainda chamou a família Bolsonaro de “imigrantes ilegais criminosos” e defendeu a deportação deles para o Brasil.
Isaiah Martin ganhou destaque nas redes sociais por suas críticas ao movimento Make America Great Again (MAGA), associado a Donald Trump. Com milhões de seguidores em plataformas como TikTok, Instagram e YouTube, ele ampliou sua projeção após participar de um debate com apoiadores do movimento MAGA.
Simón Levy tem afirmado, em publicações, que Flávio Bolsonaro lidera a oposição ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva a partir do exterior. Em seu artigo intitulado “Operação Alba”, Levy relacionou a saída do senador do Brasil a uma estratégia de disputa política na América Latina, atribuindo ao secretário de Estado americano Marco Rubio a articulação do plano. No entanto, não apresentou provas do envolvimento de Rubio nem detalhes específicos sobre a operação.
O artigo também menciona países como Venezuela, Cuba e México como centrais numa estratégia americana de ampliação de influência na região, e afirma que os Estados Unidos estariam aumentando a pressão econômica sobre o Brasil. Contudo, não esclarece como Flávio Bolsonaro conduziria a oposição a Lula desde os Estados Unidos, nem quem seriam seus interlocutores dentro do governo Trump.


