19.5 C
Brasília
segunda-feira, 16/03/2026




Operação desvenda rede de fabricação ilegal de armas 3D no Brasil

Brasília
nuvens quebradas
19.5 ° C
19.5 °
18.9 °
94 %
3.6kmh
75 %
seg
26 °
ter
22 °
qua
25 °
qui
23 °
sex
21 °

Em Brasília

A operação realizada na última quinta-feira (12) desmantelou um grupo criminoso que fabricava e vendia ilegalmente armas de fogo e acessórios usando impressoras 3D, conhecidas como armas fantasmas. A ação envolveu várias forças policiais e cumpriu mandados de busca, apreensão e prisão em 12 estados brasileiros, atingindo 30 suspeitos.

As investigações mostraram que o grupo usava a internet para trocar projetos digitais de armas, manuais de montagem e orientações para a produção clandestina. Eles também usavam pagamentos digitais para financiar equipamentos e mantinham uma loja online para vender peças, enviadas por correios para várias regiões.

As armas produzidas não têm numeração de série e são feitas com equipamentos comuns, o que dificulta o rastreamento e aumenta o risco para a segurança pública. Dados cruzados indicam que alguns compradores têm antecedentes criminais e possível ligação com milícias e tráfico de drogas.

A operação contou com apoio das Polícias Civis de Sergipe, Bahia, Goiás, Santa Catarina, Roraima, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Minas Gerais, além do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab). Participaram também a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), a agência norte-americana Homeland Security Investigations (HSI) e o Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental de Foz do Iguaçu (CISPPA-FIG). O caso foi conduzido pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), através do CYBERGAECO.

Chico Lucas, secretário nacional de Segurança Pública do MJSP, destacou que a colaboração entre as polícias, o Ministério Público e órgãos de inteligência é essencial para identificar e parar grupos criminosos que atuam no meio digital.

O MPRJ denunciou os envolvidos por organização criminosa, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. Foi pedida a condenação dos acusados com pagamento solidário de R$ 2,3 milhões por danos morais coletivos, devido à ameaça à segurança pública. Um relatório final da operação deve ser divulgado em Brasília ainda nesta tarde.




Veja Também