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A oito meses das eleições, indecisões regem a corrida ao Buriti

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Por enquanto, apenas o governador Rodrigo Rollemberg é declaradamente candidato ao Executivo local. Demais partidos e coligações ainda estudam o melhor cenário para lançar ou não concorrentes

 

Crédito: Paula Rafiza/Correio Braziliense

Diante das incertezas do cenário político nacional, as peças da disputa pelo Palácio do Buriti estão embaralhadas. A seis meses do prazo final ao registro de partidos políticos e coligações para as eleições, o único nome confirmado no pleito é o do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Entre ligações e encontros, as coalizões seguem adiando o lançamento de seus pré-candidatos, apesar de a campanha deste ano ser mais curta — 45 dias em vez de 90. Em alguns casos, porque lideranças da capital federal colocam as próprias pretensões acima das do grupo; noutros, devido à falta de opções. As articulações, porém, seguem a todo vapor.

Enquanto isso, o governador trabalha na campanha. A agenda é dividida entre lançamentos de projetos, visitas a cidades, anúncios de agrados ao funcionalismo — como o adiantamento dos salários — e inaugurações. Entre um compromisso e outro, o chefe do Executivo local faz vídeos e selfies para adicionar às redes sociais, na tentativa de uma aproximação com o eleitorado. Com mais discrição, ele trata das articulações políticas. Na última semana, Rollemberg dedicou-se ao fortalecimento de laços com possíveis desertores, principalmente da frente evangélica, cuja base eleitoral é forte no DF.
O PRB, fundado por bispos da Igreja Universal do Reino de Deus, considerava certo o desembarque da base aliada. Mas, depois de uma conversa com o governador, a sigla suavizou a postura: decidiu estudar as possibilidades de uma nominata governista e adiar a decisão sobre a debandada. O desfecho dependerá das ofertas e da viabilidade eleitoral do socialista. Um dos nomes republicanos que interessam ao Buriti é o da secretária de Esportes, Leila Barros.
O governador também se aproximou do Podemos, que conta com a ex-distrital e candidata a um cargo majoritário Eliana Pedrosa. A ideia é afinar o diálogo com o partido, que estava em constante afastamento, ao lado de PRB, PSC e PHS — esses dois últimos declararam oposição a Rollemberg nas próximas eleições. O chefe do Buriti ainda manteve as costuras com aqueles que deverão estar ao seu lado em outubro: os deputados federais Ronaldo Fonseca (Pros), com grande influência na Igreja Assembleia do Reino de Deus, e Augusto Carvalho (SD).
Outro alvo foi o ex-secretário de Meio Ambiente e presidente do PV-DF, Eduardo Brandão. Atualmente, o partido integra a base aliada e recebeu a proposta de disputar a Vice-Governadoria na chapa de Rollemberg. A sigla reuniu-se, nesta semana, para discutir o posicionamento nas eleições, mas também retardou a definição.
Nesta segunda-feira, Rollemberg reforçará a tentativa de viabilizar uma união com o PSDB, de Maria de Lourdes Abadia. Isso porque o presidente do partido e pré-candidato ao Planalto, Geraldo Alckmin, deve vir a Brasília para o Encontro dos Governadores. Desta vez, a conversa acontecerá em meio a um embate entre as siglas pelo Palácio dos Bandeirantes. Em São Paulo, nenhuma das legendas pretende abrir mão da candidatura ao governo. Presidente do PSB-DF, Tiago Coelho minimiza a situação. “O nosso partido tem várias candidaturas ao governo no Norte e no Nordeste que podem servir como palanque eleitoral. Isso nos credencia como bons aliados a presidenciáveis”, ressaltou.

Incertezas

Enquanto Rollemberg investe no fortalecimento da base, partidos de centro-direita, que dividem a herança de José Roberto Arruda e Joaquim Roriz, batem cabeça. Apesar de o ex-secretário de Saúde Jofran Frejat (PR) ser, com folga, o primeiro colocado em pesquisas de opinião, a coalizão insiste em encomendar novas sondagens antes de lançá-lo pré-candidato ao Executivo local. “Esse material avaliará quem tem maior intenção de voto, potencial de crescimento e menor rejeição. Com base nos dados, a escolha final deve acontecer na primeira quinzena de abril”, adianta o ex-distrital Alírio Neto (PTB).
O adiamento acontece porque, apesar do discurso afinado, os deputados Alberto Fraga (DEM) e Izalci Lucas (PSDB), além de Alírio, não querem abrir mão da oportunidade de concorrer ao Buriti. Principalmente o petebista, que recebeu da Executiva nacional a garantia de apoio e investimentos na candidatura. A consequência do imbróglio é mais costuras nos bastidores e menos contato do pré-candidato oficial do grupo com a população.
No campo de centro-esquerda, ex-aliados de Rodrigo Rollemberg, insatisfeitos com a gestão, uniram-se para enfrentá-lo na corrida eleitoral. Estão lado a lado o senador Cristovam Buarque (PPS); o deputado federal Rogério Rosso (PSD); e o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT). Com o intuito de fortalecer a nominata, o grupo busca uma aproximação com outras siglas, como PRB, Podemos, PSC, PHS e PPL.
As projeções apontam Valle como o candidato da frente ao Palácio do Buriti. Integrantes do grupo, porém, asseguram que a definição da composição majoritária não é prioridade no momento. “Essa, talvez, seja a disputa mais complexa da história das eleições no DF. Antes de tudo, as siglas apresentarão projetos sobre os 15 temas elencados na última reunião, como educação, saúde e segurança, para produzirmos o programa de governo”, garantiu Rosso.

Esquerda

Com a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a situação do PT agravou-se, uma vez que alguns partidos têm receio de apoiar uma candidatura que pode não chegar ao fim. A condição respingou na capital federal. Aqui, petistas encontram dificuldades em formar alianças devido ao afastamento de parceiros históricos. Além disso, nenhum nome com densidade eleitoral apresenta-se para disputar o Buriti.
O PSol está mais firme. O partido aguarda o sinal verde para lançar a diretora da Faculdade de Saúde da Universidade de Brasília (UnB), Fátima Souza, ao Executivo local. Em 24 de fevereiro, a agremiação baterá o martelo sobre as candidaturas e os indicativos de alianças. “Conversamos sobre projetos com PDT, PCB, PSTU, Rede, PCdoB e outros. Agora, o diretório apontará com quais devemos falar sobre coligações. Buscamos a formação de uma frente antifascista”, afirmou o presidente regional da sigla, Fábio Felix.

Dúvidas e certezas

A oito meses das eleições, as candidaturas ao Buriti seguem incertas,  mas as frentes de disputa começam a tomar forma. Confira:
Rodrigo Rollemberg (PSB) — Com a debandada de aliados no ano passado, como PDT, PSD e Rede, o governador teve de reconstruir a base. O Pros, de Ronaldo Fonseca, e o Solidariedade, de Augusto Carvalho, sinalizaram que estarão ao lado do socialista na disputa. Ele costura, ainda, com PSDB, PRB, PV e Podemos. O chefe do Buriti conta com a vantagem de ter a máquina pública nas mãos e tem investido no cumprimento de promessas de campanha.
Centro-direita — O grupo é integrado por Alírio Neto (PTB), Alberto Fraga (DEM), Izalci Lucas (PSDB), Jofran Frejat (PR) e Tadeu Filippelli (MDB). Investigado na Operação Panatenaico, Filippelli disputará o cargo de deputado federal, mas, por conta da estrutura e do tempo de tevê do partido, terá o poder de indicar o vice-governador da chapa. São nomes cotados o deputado federal Rôney Nemer (PP) e o ex-secretário de Obras Luiz Pitiman (PSDB).
Centro-esquerda — A coalizão conta com nomes de peso, como Cristovam Buarque (PPS), Joe Valle (PDT), Rogério Rosso (PSD) e Valmir Campelo (PPS). Os três primeiros integraram ou apoiaram a candidatura de Rollemberg em 2014, mas, insatisfeitos com a gestão, deixaram a base aliada. Negociam, ainda, com PRB, PPL, PSC, PHS e Podemos.
PT — O partido ficou desgastado após a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as recorrentes investigações que recaem sobre o ex-governador Agnelo Queiroz. Correligionários cogitam a ideia de uma chapa puro-sangue, uma vez que aliados históricos se afastaram. Contudo, faltam interessados em disputar a sucessão de Rollemberg. O único nome colocado à disposição até agora é o da diretora-presidente do Sinpro, Rosilêne Corrêa.
PSol — A sigla pretende lançar o nome de Fátima de Souza ao Buriti, mas aguarda o sinal verde da professora. Para o Senado, contam com um nome de peso: Marivaldo Pereira, ex-secretário executivo do Ministério da Justiça e militante conhecido. Estuda coligações com partidos de esquerda, como PCdoB, PSTU e PCB.

Calendário eleitoral

De 20 de julho a 5 de agosto
» Período em que os partidos estão autorizados a promover convenções para a definição dos candidatos
15 de agosto
 » Fim do prazo para partidos políticos e coligações registrarem candidaturas
16 de agosto
» Início da propaganda eleitoral
26 de agosto
» Começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão
29 de setembro
» Fim da propaganda eleitoral gratuita veiculada no rádio e na televisão
30 de setembro
» Termina o período de exibição de propaganda eleitoral paga
2 de outubro
» Primeiro turno das eleições
Fonte: Ana Viriato/Correio Braziliense
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DF inicia vacinação itinerante de crianças contra covid-19

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Prioridade é para as que estão de cama ou com dificuldade de locomoção

© José Cruz/Agência Brasil

O governo do Distrito Federal (DF) iniciou nesta segunda-feira (17) a vacinação itinerante de crianças contra a covid-19. A iniciativa é voltada para crianças de 5 a 11 anos que estejam de cama ou tenham dificuldade de locomoção.

Para receber a imunização, a família da criança deve entrar em contato com a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima de sua casa e solicitar que uma equipe vá fazer a aplicação.

A campanha de vacinação infantil na capital do país começou neste domingo (16), com 11 postos abertos das 9h às 17h.

Nesta etapa, têm prioridade crianças com comorbidades ou com deficiência permanente e sob tutela do Estado. Também estão incluídas crianças sem comorbidades, mas com pelo menos 11 anos completos.

Entre as comorbidades, estão diabetes, pneumopatias graves, hipertensão arterial resistente, insuficiência cardíaca, síndromes coronarianas, miocardiopatias, doenças de aorta e grandes vasos, cardiopatias congênitas, doenças neurológicas e renais crônicas, obesidade mórbida, síndrome de down e cirrose hepática.

Em cada posto de vacinação há três aplicadores, que se dividirão entre crianças com comorbidades, com deficiência permanente e sem comorbidades com idade até 11 anos.

Os locais de vacinação estão listados no site da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

Foram enviadas ao DF 16,3 mil doses. Estima-se que a capital federal tenha 268 mil crianças na faixa de 5 a 11 anos. Aquelas que tenham tomado outras vacinas devem esperar pelo menos 15 dias antes de buscar a imunização contra covid-19.

Brasil

O único imunizante autorizado para aplicação em crianças é o da Pfizer, e são necessárias duas doses, com intervalo de oito semanas. A dosagem é diferente da aplicada em adultos.

Para receber a vacina, a criança precisa estar acompanhada dos pais ou responsáveis ou apresentar autorização destes por escrito.

As primeiras doses do imunizante para crianças chegaram quinta-feira (13) ao Brasil. O primeiro lote, com 1,2 milhão de doses, foi enviado por avião e distribuído a estados e municípios. Nova remessa com mais 1,2 milhão de doses chegou neste domingo.

Por Agência Brasil

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Covid: 4ª dose de vacina não impede infecção por Ômicron, indica estudo

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Estudo foi realizado em um dos principais hospitais de Israel, o Sheba Medical Center

Profissional de saúde prepara uma dose da vacina da Pfizer/BioNTech contra a covid-19 (AFP/AFP)

Uma quarta dose da vacina contra a Covid-19 aumenta os anticorpos para níveis ainda mais altos do que a terceira dose, mas provavelmente não é suficiente para prevenir infecções pela variante Ômicron do coronavírus, de acordo com um estudo preliminar realizado em Israel.

O Centro Médico Sheba em Israel administrou uma segunda dose de reforço em um estudo com sua equipe e está estudando os efeitos da dose da vacina da Pfizer em 154 pessoas após duas semanas, e do reforço com o imunizante da Moderna em 120 pessoas após uma semana, afirmou Gil Regev-Yochai, diretor da Unidade de Doenças Infecciosas.

Esse grupo estão sendo comparados com um grupo de controle que não recebeu a quarta dose. Os voluntários no grupo da Moderna haviam recebido três doses da vacina da Pfizer, afirmou o hospital.

A dose adicional levou a um aumento no número de anticorpos “até mesmo um pouco maior do que o que tínhamos após a terceira dose”, disse Regev-Yochay.

“Ainda assim, isso provavelmente não é o suficiente para a Ômicron”, disse ela a jornalistas. “Sabemos até agora que o nível de anticorpos necessários para proteger e não se infectar com a Ômicron é provavelmente alto demais para a vacina, mesmo se for uma boa vacina.”

As descobertas, que segundo o hospital são as primeiras do tipo no mundo, são preliminares e ainda não foram publicadas.

Israel foi o país que avançou mais rápido em sua vacinação inicial contra a Covid-19 há um ano, e começou no mês passado a aplicar uma quarta dose, ou segundo reforço, para os grupos mais vulneráveis e de alto risco.

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Bolsonaro confirma que Tarcísio de Freitas disputará governo de São Paulo

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Na primeira participação de Tarcísio nas transmissões ao vivo de Bolsonaro no ano eleitoral, o presidente aproveitou para fazer campanha para o ministro

(crédito: Valter Campanato/ Agência Brasil )

O presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou nesta quinta-feira, 13, que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, vai disputar o governo de São Paulo neste ano. Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o chefe do Executivo disse que, se o ministro for eleito, fará um trabalho “semelhante” ao seu.

“Eu vou responder essa aí porque o Tarcísio não pode responder, não. Eu conversei com o Tarcísio e ele topou ser pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo”, disse Bolsonaro, em resposta a uma pergunta feita ao ministro durante a “live”.

Na primeira participação de Tarcísio nas transmissões ao vivo de Bolsonaro no ano eleitoral, o presidente aproveitou para fazer campanha para o ministro. “No nosso governo, ele tem feito um trabalho que é reconhecido por todos. É um tocador de obras, é um empreendedor e sabe realmente dos problemas do Brasil todo”, afirmou o chefe do Executivo.

Bolsonaro frisou que Tarcísio se formou, como ele, na Academia Militar das Agulhas Negras e trabalhou na Comissão de Transportes da Câmara, quando foi deputado. “Logicamente, ele não vai saber com profundidade, com particularidade, certos problemas do Estado de São Paulo, assim como eu não sei do Brasil. Agora, o Tarcísio pode, sim, ser uma esperança para São Paulo”, afirmou.

Pressão política

Ao dizer que sofreu pressões políticas no começo de seu governo para preencher a Esplanada dos Ministérios, Bolsonaro sugeriu que Tarcísio seguisse seu exemplo. Segundo o presidente, apesar da entrega da Casa Civil ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e da Secretaria de Governo à deputada Flávia Arruda (PL-DF), ambos do Centrão, ele não cedeu às pressões políticas.

A ministra Flávia Arruda pediu licença do cargo a partir desta quinta-feira e ficará afastada da pasta até o dia 21 de janeiro para tratar de “assuntos particulares”. A licença da titular consta em publicação do Diário Oficial da União desta sexta-feira, 14.

“Pode ter certeza, ele ganhando as eleições, porventura, vai fazer um trabalho semelhante ao meu, a começar pela escolha do seu secretariado, que tem que ser tecnicamente escolhido”, acrescentou Bolsonaro.

Durante a “live”, ao falar de eleições, o chefe do Executivo também disse que quando ele sair do governo, vai entrar outro presidente com o mesmo perfil. “Pretendo não ficar a minha vida toda por aqui, não”, declarou Bolsonaro.

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Covid-19; Saiba onde se vacinar nesta sexta dia (14/01)

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Pontos de vacinação

*A dose de reforço é aplicada preferencialmente com a vacina Pfizer-BioNTech ou com a CoronaVac.

 

 

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Sargento é condenado por beijar aluna de 14 anos do Colégio Militar de Brasília

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(crédito: Colégio Militar de Brasília)

A 1ª Auditoria da Justiça Militar de Brasília condenou a quatro anos de reclusão e exclusão das Forças Armadas um sargento do Exército, músico, por constranger uma estudante menor de 14 anos, do 8° ano do ensino fundamental do Colégio Militar de Brasília (CMB), com um beijo na boca. O Conselho Permanente de Justiça — composto pela juíza Flávia Ximenes Aguiar de Sousa e quatro oficiais do Exército — considerou que o sargento, que era professor de percussão da vítima, incidiu na prática de atentado violento ao pudor, com a circunstância de violência presumida.

Ao fundamentar a sentença do militar, a juíza disse que a prova testemunhal foi “uníssona” em apontar que o músico tinha uma “conduta completamente diversa” da prevista nos regulamentos dos professores do CMB: “Tais investidas foram descobertas pela mãe da adolescente, que verificou que sua filha mantinha conversas com o acusado até tarde da noite e, posteriormente, descobriu as mensagens da filha à amiga em que confidenciou ter sido beijada pelo graduado”, destacou.

Segundo o Ministério Público Militar (MPM), o crime ocorreu no espaço musical do CMB, sendo que, posteriormente, o músico passou a prolongar o tempo de intervalo da aula para “conversarem a sós”, enviar mensagens de beijos e corações à aluna. Os detalhes foram divulgados, ontem, pela Justiça Militar.

A Promotoria diz que a estudante passou a se comportar “de maneira conflituosa, eufórica e depressiva” e tentou rejeitar as investidas. Ainda assim, o professor teria mantido a conduta, disse o Ministério Público Militar (MPM), que apresentou como provas conversas do aplicativo WhatsApp.

Tentativa de ajuda

O sargento negou ter beijado a estudante e afirmou que mandou as mensagens para a menina com a intenção de ajudá-la, pois a via muito depressiva. Além disso, disse que apenas uma das conversas dos autos seria verídica e que teria ocorrido após ligação em que a ela dizia que iria tirar sua própria vida. O sargento disse que, “para ganhar tempo, mandou ‘emoji’ de coração, mandando-a ter calma e afirmando que a amava, sendo apenas essas as mensagens enviadas”.

O músico sustentou que não houve interação indevida com a vítima e se disse uma pessoa extrovertida, ‘com uma aula diferenciada por se tratar de música e precisar estar corpo a corpo com o aluno’. Além disso, alegou que não tratava alunos de maneira diferenciada e que seu jeito brincalhão ocasionou a situação. “Não houve interação no sentido de assédio para com a aluna”.

A defesa do sargento argumentou que imagens apresentadas pela vítima como sendo de conversa travada com o sargento não seriam confiáveis e não foram reconhecidas por ele. Sobre os danos psicológicos, os advogados sustentaram que não estariam ligados ao músico, mas a “problemas psicológicos pretéritos, especialmente por causa de desavenças escolares, baixa autoestima e pelo quadro de saúde do pai da aluna”.

A juíza destacou o registro feito por uma psicóloga que atendeu a aluna, que indicou que a “narrativa foi objetiva e íntegra, demonstrando ser um relato fidedigno”.

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Compostos da Cannabis podem prevenir covid-19, mostra estudo

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Pesquisadores encontraram dois ácidos canabinoides que impedem entrada do coronavírus nas células humanas

Cannabis: Esses compostos não são psicoativos como o THC (tetrahidrocanabinol) e têm um bom perfil de segurança em humanos. (Tinnakorn Jorruang/Getty Images)

 

Um estudo feito em conjunto por pesquisadores da Universidade Estadual de Oregon e da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, ambas nos EUA, descobriu que compostos de uma planta semelhante à da maconha podem ajudar a prevenir a covid-19 bloqueando a entrada do coronavírus nas células.

Os cientistas encontraram dois ácidos canabinoides comumente encontrados em variedades de cânhamo (planta da espécie Cannabis sativa, a mesma da maconha) capazes de se ligar à proteína Spike do coronavírus, estrutura usada pelo Sars-CoV-2 para invadir as células humanas. Ao se ligarem à proteína S, o ácido canabigerólico (CBGA) e o ácido canabidiólico (CBDA) podem impedir que o vírus infecte as células.

“Oralmente biodisponíveis e com um longo histórico de uso humano seguro, esses canabinoides, isolados ou em extratos de cânhamo, têm o potencial de prevenir e tratar a infecção por SARS-CoV-2”, escreveram os pesquisadores no resumo do estudo.

De acordo com Richard van Breemen, principal autor do estudo, pesquisador do Centro Global de Inovação em Cânhamo do Estado de Oregon e associado à faculdade de Farmácia da Universidade estadual de Oregon, os ácidos canabinóides usados no estudo são abundantes na planta cânhamo.

Esses compostos não são psicoativos como o THC (tetrahidrocanabinol) e têm um bom perfil de segurança em humanos.

Os pesquisadores acrescentaram também que os compostos estudados bloquearam a ação de variantes do coronavírus, como a Alfa (B.1.1.7) e a Beta (B.1.351).

A proteína Spike é o alvo das principais vacinas disponíveis até o momento para prevenir a Covid-19, como também das terapias com anticorpos monoclonais. Embora sejam necessárias mais pesquisas, os cientistas acreditam, com base em seu estudo, que os ácidos canabinóides podem ser usados em medicamentos para prevenir ou tratar a Covid-19.

 

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