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segunda-feira, 30/03/2026

Oferta de pistache no Brasil pode cair com proibição do Irã nas exportações

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Em Brasília

GABRIELA CECCHIN
FOLHAPRESS

A decisão do Irã de bloquear a saída de alimentos em razão do aumento do conflito no Oriente Médio pode afetar o mercado mundial de pistache, provocando aumento dos preços e redução da disponibilidade no Brasil, caso a situação dure mais tempo.

Especialistas afirmam que o impacto nas vendas externas vai depender de quanto tempo o conflito durar e da extensão das restrições. Se a proibição for breve, o efeito será limitado e o mercado deve se ajustar. Porém, se persistir ou vier acompanhada de dificuldades logísticas, o preço do pistache importado pode subir, além de aumentar a concorrência entre compradores internacionais.

No começo de 2026, o Brasil trouxe do Irã 49 toneladas de pistache, valor maior que as 35,5 toneladas vindas dos Estados Unidos no mesmo período, conforme dados do sistema Comex Stat do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Em 2025, as compras brasileiras do Irã atingiram 422,6 toneladas, crescimento de 71% em relação ao ano anterior, quando foram 121,3 toneladas. Já a importação dos EUA caiu 15%, somando 865 toneladas, contra mais de mil toneladas no ano anterior.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Irã foi em 2024 o segundo maior produtor de pistache no mundo, com 316,1 mil toneladas, atrás somente dos Estados Unidos, que produziram 498,9 mil toneladas.

Além do pistache, o comércio entre Brasil e Irã inclui outras frutas secas. Em 2025, o Brasil importou cerca de 1.400 toneladas de uvas passas do Irã, além de 221,2 toneladas líquidas de nozes, amendoins e outras sementes, e 42,8 toneladas de tâmaras.

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