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O ato de amar ao próximo pode estar ligado a alteração genética

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Estudo liderado por um neurocientista brasileiro desvendou a ação de um gene que contribui para a intolerância

De acordo com um estudo publicado na Nature, o gene FZD9, que está ausente em pessoas com a Síndrome de Williams e que são supersociáveis, pode ser o responsável para comportamentos como o racismo e o preconceito. (iStock/Getty Images)

De acordo com um estudo publicado na Nature, o gene FZD9, que está ausente em pessoas com a Síndrome de Williams e que são supersociáveis, pode ser o responsável para comportamentos como o racismo e o preconceito. (iStock/Getty Images)

Imagine se existisse um modo de tornar as pessoas mais tolerantes e atentas aos problemas alheios?  O neurocientista brasileiro Alysson Muotri descobriu que pode haver, sim, uma alteração genética capaz disso. De acordo com estudo publicado nesta quinta-feira na revista científica Nature,  o gene FZD9 pode ser o responsável pelos comportamentos individualistas, preconceituosos e intolerantes.

No estudo, Muotri, que é pesquisador da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, investigou pacientes com a Síndrome de Williams, condição que, grosso modo, é o oposta do autismo, já que seus portadores são pessoas extremamente sociáveis, entusiasmadas, possuem uma memória admirável e são preocupadas com o próximo. Portadores dessa doença não possuem o gene FZD9.

Rara (atinge 1 a cada 10.000 nascimentos), a síndrome ocorre quando cerca de 25 genes são deletados do cromossomo 7 durante o desenvolvimento neural dos bebês. As pessoas com essa condição têm uma feição bastante característica (nariz pontudo, queixo fino, olhos grandes, boca larga), estão sempre sorrindo, não têm inibição, conversam com todo mundo, mesmo os estranhos. Têm vocabulário bastante sofisticado, mas baixo rendimento intelectual e problemas cardíacos.

Dos cinco pacientes analisados, quatro tinham a perda típica dos 25 genes (inclusive de uma das duas cópias do FZD9). O quinto paciente era um pouco diferente – ele não era supersocial. Descobriu-se que ele tinha mantido as duas cópias do FZD9, assim como ocorre com a maioria dos seres humanos. Já em em alguns autistas, há três cópias do gene.

“Isso nos fez concluir que esse gene contribui para o preconceito ou a intolerância”, disse Muotri. Como definiu o pesquisador, o “amor pelo próximo pode ser causado por um defeito genético”.

Os pesquisadores então produziram minicérebros para observar como se dá o desenvolvimento neural em pacientes com a Síndrome de Williams tradicional, naquele que manteve as duas cópias do FZD9, e em pessoas “normais”. Depois compararam com autistas. Na falta de uma cópia desse gene, os neurônios ficam ultraconectados e fazem um número muito maior de sinapses que nas pessoas com as duas cópias do gene. É isso que tornaria os pacientes com Williams supersociáveis.

Os estudos agora deverão ser aprimorados para a teoria ser comprovada.

(Com Estadão Conteúdo)

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Saúde

Covid-19: governo reconhece calamidade pública na Bahia e no Ceará

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Medida facilita acesso a recursos da União

Covid-19: Fiocruz amplia capacidade nacional de testagem

O governo federal reconheceu o estado de calamidade pública na Bahia e no Ceará em razão da pandemia da covid-19. A portaria da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil foi publicada hoje (26) no Diário Oficial da União.

O reconhecimento de situação de emergência ou estado de calamidade pública pelo governo federal reduz a burocracia e facilita, a estados e municípios, o acesso aos recursos da União para ações de socorro.

Balanço divulgado neste domingo (25) pela Secretaria de Saúde da Bahia mostra que o estado registrou 691 novos casos da covid-19, nas últimas 24 horas. No total, o estado acumula 344.705 casos, desde o início da pandemia. O boletim traz ainda o registro de 22 novas mortes, totalizando 7.475 óbitos no estado.

No Ceará, o boletim do Ministério da Saúde, divulgado ontem (25), aponta 872 novos casos e dois óbitos registrados nas últimas 24 horas no estado. O estado acumula 270.264 casos, e as mortes já chegam a 9.248.

Agencia Brasil

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Saúde

Brasil volta a ter menor média móvel de óbitos por covid-19 desde maio

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O país tem um total de 156.528 óbitos e 5.355.650 casos confirmados da doença. Nas últimas 24 horas foram mais 566 vítimas

Covid-19: Brasil voltou a ter menor média móvel de óbitos por covid desde maio, com 471 por dia (Pedro Vilela/Getty Images)

O Brasil tem 156.528 óbitos e 5.325.682 casos confirmados de covid-19, segundo levantamento dos veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde e divulgado nesta sexta-feira, 23.

O balanço, atualizado às 20 horas, mostra que no período de um dia foram registradas 566 vítimas e 29.968 testes reagentes para o coronavírus.

Os dados são compilados pelo consórcio de imprensa que reúne UOL, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra.

A média móvel, que contabiliza o número de casos dos últimos sete dias, foi de 22.011 por dia. Isso significa uma variação de -12% em relação à semana anterior.

Testes da vacina de Oxford da covid-19 são retomados

Os testes clínicos da vacina contra o novo coronavírus da universidade britânica de Oxford em parceria com a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca tiveram permissão para ser retomados nos Estados Unidos após uma pausa de mais de um mês. O Food and Drugs Administration ainda não havia permitido que os estudos voltassem a acontecer depois que um paciente apresentou um efeito colateral grave, mesmo com a confirmação do comitê de que ele não tinha relação com a vacina experimental.

Anvisa autoriza compra de 6 milhões de doses da Coronavac

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira a importação de 6 milhões de doses da vacina para covid-19 fabricada pela chinesa Sinovac, em atendimento a pedido feito em caráter excepcional pelo Instituto Butantan, informou o órgão regulador em comunicado.

A vacina desenvolvida pela Sinovac, que será produzida no Brasil pelo Butantan, encontra-se atualmente em estágio final de estudo clínico com milhares de voluntários. O possível imunizante ainda não tem registro sanitário para aplicação no Brasil.

(Com informações da Agência Estado)

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Saúde

Transfusão de plasma pode não ser tão eficaz para tratar a covid-19

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Estudo realizado na Índia questiona a eficácia da técnica que está sendo utilizada para tratar pacientes com o novo coronavírus

Transfusão de plasma: tratamento tem sido utilizado em pacientes com o novo coronavírus (Anadolu Agency/Getty Images)

Um estudo realizado na Índia e publicado na quinta-feira (22) aponta que o uso da técnica de transfusão de plasma sanguíneo como forma de tratar pacientes diagnosticados com a covid-19 pode não ser tão eficaz como se imagina. De acordo com os pesquisadores, a transfusão não diminui as chances de piora do quadro de saúde dos pacientes.

“O plasma de convalescentes mostrou eficácia limitada” em relação ao tratamento de novos pacientes infectados com a doença, informa a pesquisa que foi publicada na revista científica British Medical Journal. A prática é eficaz no tratamento do Ebola ou da SARS, mas não do novo coronavírus. Cansaço? Estafa? Burnout? Faça da pandemia uma oportunidade de reset mental.

Conforme relatado no The Guardian, a tese ainda carece de mais fontes. Dessa forma, novos estudos em relação ao tema devem ser feitos antes que autoridades médicas mudem os tratamentos aplicados atualmente. Isso porque os testes foram feitos em uma escala pequena e, por isso, podem não ser tão conclusivos.

Foram testados 464 pacientes adultos, sendo que 229 pacientes foram tratados com cuidados habituais e outros 235 receberam transfusões de plasma. Entre os participantes que pioraram ou morreram da doença após quase um mês, 44 pertencem ao primeiro grupo e outras 41 pessoas pertencem ao segundo grupo. Números semelhantes.

O estudo, porém, relata que as transfusões de plasma entre os pacientes tiveram efeito positivo na melhora dos sintomas relacionados com dificuldades respiratórias e fadiga enquanto o vírus SARS-CoV-2 ainda estava em seu estágio inicial de infecção, nos primeiros sete dias.

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo concordam que é preciso que sejam feitas novas análises sobre o tema. Vale lembrar que uma pesquisa com 136 pacientes no Hospital Metodista de Houston, no Texas, mostrou uma redução considerável no número de mortes de pacientes de covid-19 que receberam plasma com altos níveis de anticorpos.

 

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Saúde

Novo estudo aponta que anticorpos da covid-19 podem durar até 7 meses

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Os pesquisadores também descobriram que a severidade da doença, mais do que a idade, pode afetar diretamente a produção de anticorpos

Coronavírus: doença já deixou mais de 1 milhão de mortos no mundo (Kiyoshi Hijiki/Getty Images)

 

A maior prevalência de anticorpos em estágios iniciais da pesquisa havia sido encontrada em homens, mas o fator gênero foi equilibrado ao longo dos meses após uma infecção pelo SARS-CoV-2. Na fase aguda da resposta do sistema imunológico do corpo humano, o time de pesquisadores observou que a produção de anticorpos era maior naqueles que apresentavam casos graves da doença. Nenhuma diferença relevante entre idades foi encontrada.

“Nosso sistema imunológico reconhece o vírus como prejudicial e produz uma resposta de anticorpos contra ele, o que ajuda a combatê-lo. Nossos resultados mostram um padrão clássico de um aumento rápido de anticorpos nas primeiras três semanas depois dos primeiros sintomas da doença, como o esperado, e existe uma redução depois”, explicou o coautor do estudo Marc Veldhoen.

Em parceria com o Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST), os pesquisadores também avaliaram a função dos anticorpos na neutralização do vírus. Apesar da redução nos níveis, os resultados mostraram que os anticorpos eram neutralizantes robustos.

A ideia é que, nos próximos meses, eles continuem a monitorar os pacientes para entender melhor quanto tempo os anticorpos podem realmente durar e quando o risco de reinfecção pode ser apresentado.

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Saúde

Pnad Covid-19: Brasil testou apenas 10% da população

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De acordo com a pesquisa realizada pelo IBGE, até o mês de setembro, quase 22 milhões de brasileiros fizeram teste para saber se estavam com a doença

(crédito: Breno EsakiCBD.A Press)

A Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, divulgada nesta sexta-feira (23/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que, até o mês de setembro, 21,9 milhões de brasileiros fizeram algum teste para saber se estavam infectados pelo novo coronavírus. Desses, 4,8 milhões receberam diagnóstico positivo. O resultado também mostrou um aumento em relação a agosto, que contabilizou 17,9 milhões de pessoas testadas.

O Distrito Federal foi a unidade federativa que mais realizou testagens de covid-19, representando 22% de todos os exames no país. Em seguida aparece Piauí e Goiás, com 17% e 16%, respectivamente. O estado de Pernambuco foi o que menos testou para a doença, alcançando um percentual de 6,8%, o Acre aparece em seguida, com 6,9%, e Minas Gerais, com 7,8%.

Em relação ao tipo de teste, o rápido, feito com a coleta de sangue por um furo no dedo, foi o mais procurado, com 9,8 milhões de testagem e 17,3% de resultados positivos. Em seguida, oSWAB ou RT-PCR, que usa secreção nasal ou oral para diagnóstico, foi realizado por 8,8 milhões de pessoas. Desses, 25,9% obtiveram resultado positivo. O teste com coleta de sangue no braço foi feito por 6,3 milhões de brasileiros e 25,6% tiveram a doença confirmada.

Atendimento

A pesquisa também indicou que 9,2 milhões de pessoas (4,4% da população) apresentaram algum dos sintomas pesquisados de síndromes gripais em setembro. Desses, 24,1% procuraram atendimento em alguma unidade de saúde. Das pessoas que apresentaram sintomas que se enquadram em síndrome gripal, 56,7% eram mulheres, 47,5% tinham entre 30 e 59 anos e 55,7% se declararam de cor preta ou parda.

O mês analisado pela Pnad contabilizou 46,7 milhões de pessoas com alguma doença crônica, cerca de 22,1% da população. A incidência de coronavírus nessa população foi de 3,0%, de acordo com a pesquisa.

 

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Saúde

ANS encerra amanhã consulta sobre boas práticas em parto

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Sociedade pode colaborar com sugestões

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) encerra amanhã (23) consulta pública sobre boas práticas em parto adequado no Brasil. A sociedade pode colaborar com sugestões para alteração da Resolução Normativa 440 da agência, que instituiu o Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde.

Estão sendo propostas as inclusões de dois anexos à resolução: o manual de certificação e o glossário de boas práticas em parto adequado. Além disso, está sendo colocada em discussão uma nota técnica sobre o impacto regulatório da certificação de boas práticas em atenção ao parto e nascimento.

A certificação é uma proposta do Movimento Parto Adequado, que prevê um selo de qualidade, a participação das mulheres e audiências públicas, além da divulgação de informações. A ideia é aumentar a qualidade da atenção à mãe e ao bebê oferecida pelas operadoras de planos de saúde.

As contribuições poderão ser enviadas até esta sexta-feira (23) pelo site da ANS.

 

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terça-feira, 27 de outubro de 2020

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