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Novo recorde: Taxa de desemprego bate 14,6% no 3° tri, com 14 mi na busca

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Resultado é reflexo do constante aumento da procura por trabalho após a flexibilização das medidas de contenção ao coronavírus

Desemprego: pandemia da covid-19 tem deixado milhões de trabalhadores sem meios de sustento no país (Mario Tama/Getty Images)

O Brasil tinha 14,1 milhões de desempregados ao final do terceiro trimestre, com a taxa de desemprego em nova máxima recorde, reflexo do constante aumento da procura por trabalho após a flexibilização das medidas de contenção ao coronavírus.

A pandemia de Covid-19 causou profundos danos no mercado de trabalho, que costuma ser o último a se recuperar de crises, com a taxa de desemprego chegando a 14,6% nos três meses até setembro, de 13,3% no segundo trimestre.

O dado divulgado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) nesta sexta-feira renovou o recorde da série iniciada em 2012, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O cenário de 2020 é muito complicado por conta do impacto da pandemia. Acho pouco provável se esperar que de um trimestre para o outro vai zerar tudo que se perdeu nos dois primeiros trimestre de 2020″, afirmou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

DESEMPREGO3TRI-IBGE

perda de empregados foi tão grande na pandemia que precisamos de muito tempo pela frente”, completou.

A taxa, entretanto, ficou ligeiramente abaixo daquela esperada em pesquisa da Reuters junto a especialistas, de 14,9%.

O Brasil tinha um total de 14,092 milhões de desempregados ao final do terceiro trimestre, um aumento de 10,2% em relação ao período entre abril e junho e de 12,6% sobre o mesmo período do ano anterior.

Com o relaxamento das medidas de isolamento, as pessoas passaram a sair mais para procurar emprego, o que pressiona o mercado.

O número de pessoas ocupadas, por sua vez, recuou 1,1% entre julho e setembro sobre o trimestre anterior e 12,1% na comparação anual, somando um total de 82,464 milhões, menor patamar da série histórica.

Com isso, o nível de ocupação foi de 47,1% no período, também o menor da série, de 47,9% no trimestre anterior. Segundo o IBGE, o nível de ocupação está abaixo de 50% desde o trimestre encerrado em maio, o que indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

Os empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada somavam 9,013 milhões nos três meses até setembro, de 8,639 milhões nos três meses imediatamente anteriores.

Os que tinham carteira assinada no período eram 29,366 milhões, de 30,154 milhões antes, segundo os dados do IBGE.

Construção

Entre as atividades, somente construção e agricultura apresentaram no terceiro trimestre aumento da população ocupada. Na construção, o aumento foi de 7,5% –ou 399 mil pessoas a mais trabalhando no setor. Na agricultura, a alta foi de 3,8% — 304 mil trabalhadores a mais.

“A atividade da construção foi a que mais aumentou no período. Isso porque pedreiros ou outros trabalhadores por conta própria, que tinham se afastado do mercado em função do distanciamento social, retornaram no terceiro trimestre com a reabertura das atividades e a demanda por pequenas obras, como reformas de imóveis”, disse Beringuy.

“Não sabemos se há reação econômica, até porque apenas agricultura e construção geraram vagas, e os demais setores seguiram com perdas”, disse a analista da pesquisa.

Na véspera, o Ministério da Economia divulgou que o Brasil abriu 394.989 vagas formais de trabalho em outubro, melhor resultado mensal da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), iniciada em 1992.

O ministério atribuiu o resultado à força da retomada econômica, mas fortemente amparado por programa de manutenção de empregos que já consumiu mais de 30 bilhões de reais da União.

“O Caged tem uma metodologia diferente da Pnad –aqui temos pesquisa domiciliar, usamos trimestres móveis e o Caged olha isoladamente um mês. Enquanto o Caged mostra recuperação da carteira de trabalho, a gente mostra um mercado que ainda não se recupera”, explicou Beringuy.

Apesar dos níveis recordes de desemprego, o ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou ser possível que o país chegue ao final de 2020 sem perda de empregos formais, mesmo em meio à gravidade da crise desencadeada pelo coronavírus e que deverá levar o Brasil a sua maior retração econômica já registrada.

Vale destacar que o mês de dezembro é tradicionalmente marcado por fechamento expressivo de vagas formais de trabalho.

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Petrobras reajusta em 7,6% o preço da gasolina a partir desta terça

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A justificativa para o aumento é a variação do preço do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio, informou a companhia

Litro da gasolina terá primeiro reajuste do ano a partir desta terça (Busakorn Pongparnit/Getty Images)

 

O reajuste é o primeiro desde 29 de dezembro, quando a Petrobras anunciou uma alta de 5%. A justificativa para o aumento é a variação do preço do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio. Em nota, a empresa informou que, em 2020, o preço médio da gasolina vendida pela Petrobras atingiu mínimo de R$ 0,91 por litro.

A Petrobras também destacou que o Brasil é o 52º país com a gasolina mais barata ao consumidor, dentre 165 países pesquisados, segundo dados do Global Petrol Prices, de 11 de janeiro. O preço praticado no Brasil está 21,6% abaixo da média de US$ 1,05 por litro, ressaltou a Petrobras.

O aumento nas refinarias é diferente do que será repassado ao consumidor. Até a gasolina chegar à bomba, são acrescentados valores relativos a tributos federais e estaduais e custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustível pelas distribuidoras, “além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos próprios postos revendedores de combustíveis”, destaca a nota.

A alta dos valores já é sentida no bolso. O valor médio da gasolina para o consumidor, na primeira semana de 2021, era de R$ 4,62, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na última semana de 2020, o combustível era vendido nos postos a R$ 4,58, em média.

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Relatório que previu a pandemia mostra riscos à economia global em 10 anos

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Todos os anos o Fórum Econômico Mundial prepara o Global Risks Report, com as principais previsões de riscos que podem afetar a economia mundial

O risco de uma pandemia ainda aparece como provável nos próximos anos. (Hollie Adams/Getty Images)

Anualmente, o Fórum Econômico Mundial prepara o Global Risks Report, com as principais previsões de riscos que podem afetar a economia mundial em três categorias: curto prazo (até dois anos), médio prazo (até 5 anos), e longo prazo (em até 10 anos). Desde 2006, aparece no relatório o risco de uma grande epidemia, que impactaria economicamente todos os países. A triste previsão se concretizou em 2020, com a covid-19.

Segundo o Global Risks Report 2021, divulgado nesta terça-feira, 19,  os riscos mais imediatos ainda se referem a pandemias, como também a mudanças climáticas. Entre aqueles de médio prazo, aparecem o estouro de uma bolha de ativos, e falhas nos sistemas globais de TI.

Nos riscos de longo prazo o cenário é mais preocupante. O principal perigo é a construção de armas de destruição em massa. Também entraram no relatório o colapso dos estados como conhecemos hoje, e a perda da biodiversidade no planeta.

 

(Fórum Econômico Mundial/Divulgação)

“Em 2020, o risco de uma pandemia global se tornou realidade, algo que este relatório vem destacando desde 2006. Sabemos como é difícil para governos, empresas e outras partes interessadas abordar tais riscos de longo prazo, mas a lição aqui é para todos de nós reconhecer que ignorá-los não os torna menos prováveis ​​de acontecer”, diz Saadia Zahidi, Diretora Administrativa do Fórum Econômico Mundial.

Ela ainda destaca que é importante que os países estejam preparados para enfrentar os grandes desafios dos próximos anos, sob o risco de não conseguir responder de maneira adequada e colapsar toda a economia global.

O relatório ainda divide os riscos dentro de um panorama com maior probabilidade. As mudanças climáticas são as que mais vão impactar a economia mundial nos próximos anos. Neste ranking, com dez posições, ainda aparecem a concentração do poder digital, e a falha em questões de cibersegurança.

(Fórum Econômico Mundial/Divulgação)

“O maior risco de longo prazo continua sendo uma falha em agir sobre as mudanças climáticas. Não há vacina contra os riscos climáticos, então os planos de recuperação pós-pandemia devem se concentrar no crescimento alinhado com as agendas de sustentabilidade para reconstruir melhor”, diz Peter Giger, diretor de risco do Zurich Insurance Group, que contribui para a produção do relatório.

Carolina Klint, líder de gestão de risco da Continental Europe, da Marsh, que também participou da elaboração do relatório, lembra que a covid-19 trouxe impactos econômicos que mudaram a maneira como as organizações interagem com seus clientes e colaboradores. “Todas as empresas precisarão fortalecer e revisar constantemente suas estratégias de mitigação de risco se quiserem melhorar sua resiliência a choques futuros”, alerta.

Na próxima semana é realizado o Fórum Econômico de Davos, que pela primeira vez será em formato virtual, em decorrência da pandemia de covid-19. Segundo Saadia Zahidi, o encontro é uma oportunidade para mobilizar líderes mundiais e definirem ações conjuntas com o objetivo de enfrentar melhor as crises, sem aumentar a desigualdade social.

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Petrobras sobe com petróleo e elevação de preço-alvo pelo Credit; siderúrgicas caem até 4%

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Confira os principais destaques de ações desta terça-feira

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Banco Central anuncia mudanças no Boletim Focus; confira

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Algumas estimativas tiveram o horizonte de tempo ampliado. Outros indicadores deixarão de ser pesquisados

Mudanças valem a partir da edição de 25 de janeiro do boletim (Gregg Newton/Bloomberg)

Pesquisa semanal com cerca de 140 instituições financeiras, o Boletim Focus, produzido pelo Banco Central (BC), passará por mudanças a partir da edição de 25 de janeiro. Algumas estimativas tiveram o horizonte de tempo ampliado. Outros indicadores deixarão de ser pesquisados.

Em contrapartida, o boletim Focus deixará de coletar as projeções para os seguintes índices de inflação: IGP-DI, IPA-DI, IPA-M, INPC, IPCA-15 e IPC-Fipe. Também deixarão de ser pesquisadas as taxas médias anuais do câmbio e da Selic. Segundo o BC, esses indicadores deixaram de ser importantes para a formação de expectativas econômicas, com poucas instituições financeiras traçando estimativas para eles.

Câmbio

O novo boletim Focus também mudará a forma de divulgar a taxa de câmbio de fim de período. Em vez da taxa vigente no último dia do período analisado, a publicação passará a trazer a taxa Ptax média desse intervalo. A Ptax reflete a média do câmbio em determinado dia, em vez dos valores de abertura e de fechamento.

A taxa anual de câmbio considerará a taxa média de dezembro, no lugar da taxa do último dia útil do ano. De acordo com o BC, a volatilidade do câmbio torna difícil a previsão para determinado dia, o que torna a média das projeções para um período mais relevante.

A apresentação das estimativas para os indicadores fiscais também mudará. As séries históricas das estatísticas para os resultados primário e nominal, a Dívida Líquida do Setor Público e a Dívida Bruta do Governo Geral passarão a ser divulgadas com horizontes de dez anos à frente.

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Mercado eleva projeção de crescimento do PIB e da inflação em 2021

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Segundo o levantamento semanal, a projeção de crescimento do PIB em 2021 aumentou para 3,45%, enquanto a inflação passou a 3,43%

Boletim Focus: Mercado estima queda de mais de 5% do PIB brasileiro em 2020 (Cesar Okada/Getty Images)

O mercado elevou as projeções tanto para o crescimento econômico quanto para a inflação neste ano, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira.

Segundo o levantamento semanal, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto em 2021 aumentou a 3,45%, de 3,41%, permanecendo em 2,50% para 2022.

A mudança ocorre na esteira da melhora do cenário para a produção industrial, cujo aumento neste ano passou a ser calculado em 5,0%, de 4,78% antes.

Já a perspectiva para a inflação em 2021 passou a 3,43%, de 3,34% no levantamento anterior, com a alta do IPCA em 2022 ainda calculada em 3,50%.

O centro da meta oficial para 2021 é de 3,75% e para 2022 é de 3,50%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Neste caso o aumento acompanha a expectativa de alta mais acentuada dos preços administrados este ano, de 4,20% contra a elevação de 4,02% esperada na semana passada.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros, atualmente na mínima histórica de 2,0%, deve terminar este ano a 3,25% e o próximo a 4,75%, sem alterações.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anuncia na quarta-feira a primeira decisão do ano sobre a Selic.

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, elevou a perspectiva para os juros básicos este ano a 3,50% de 2,88% antes, enquanto para 2022 a perspectiva subiu a 5,0%, de 4,0%.

Na semana passada, o BC anunciou uma ampliação do horizonte das projeções macroeconômicas coletadas junto ao mercado para o seu relatório Focus, e uma mudança específica nas sistemática das expectativas colhidas para o câmbio. As novas sistemáticas entrarão em vigor para as projeções coletadas a partir da terça-feira.

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IGP-10 tem alta de 1,33% em janeiro com pressão menor no atacado e no varejo

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Em janeiro, a alta do IPA, que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, desacelerou a 1,60%, de 2,27% no mês anterior

Varejo; comércio (Andre Coelho / Correspondente/Getty Images)

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) apresentou em janeiro alta de 1,33% contra avanço de 1,97% em dezembro, uma vez que o aumento dos preços tanto no atacado quanto no varejo perderam força, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.

O resultado, entretanto, ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,90%.

Em janeiro, a alta do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, desacelerou a 1,60%, de 2,27% no mês anterior.

No varejo a pressão também ficou menor, uma vez o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) subiu em janeiro 0,59%, de 1,27% em dezembro.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,76% no período, de alta de 1,12% em dezembro.

“Nesta apuração, os três índices componentes do IGP apresentaram recuo em suas taxas. O IPA foi influenciado por alimentos processados (3,47% para 0,66%), o IPC por passagens aéreas (36,45% para -27,93%) e o INCC por materiais e equipamentos (2,49% para 1,49%)”, explicou André Braz, coordenador dos índices de preços.

O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

 

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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

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