O Senado está avaliando uma lei que exige que o Sistema Único de Saúde (SUS) tenha sempre disponível o remédio necessário para tratar a hipertermia maligna durante cirurgias com anestesia geral.
O projeto foi apresentado pelo senador Dr. Hiran (PP-RR) e destaca a importância de ter o medicamento dantroleno sódico à mão para evitar mortes causadas por uma síndrome rara e grave, que tem origem genética e pode ser desencadeada pelo uso de certos anestésicos.
A hipertermia maligna provoca aumento da temperatura do corpo, rigidez muscular, taquicardia e elevação do gás carbônico no ar que a pessoa exala. Em casos graves, essa condição pode ser fatal. Por isso, é fundamental iniciar o tratamento imediatamente ao surgir qualquer suspeita, pois a rapidez no atendimento salva vidas e reduz danos permanentes.
Dr. Hiran lembra que uma resolução do Conselho Federal de Medicina reforça a necessidade de ter o dantroleno disponível em qualquer procedimento anestésico. Além disso, algumas leis estaduais e municipais em locais como São Paulo, Amazonas, São Luís e Fortaleza já preveem essa obrigatoriedade.
“Garantir que esse remédio esteja sempre disponível em hospitais durante anestesias é uma forma importante de proteger quem está passando por cirurgia”, explicou Hiran. O projeto foi apresentado no começo de fevereiro e aguarda análise.
