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Novo dispositivo permite coleta de sangue em casa

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A companhia Baze desenvolveu um produto que é capaz de coletar amostras de sangue na casa do paciente

Exames de sangue: empresa suíça desenvolve produto portátil para coletar sangue em casa (Baze/Divulgação)

São Paulo – Com o avanço da tecnologia em procedimentos de saúde, muitas startups, como a israelense Sight, estão procurando inovar as formas de realizar exames de sangue. A maioria delas está procurando formas menos invasivas, como um picada em um dos dedos. A startup suíça de nutrição Baze, porém, fornece aos seus clientes a opção de coletarem amostras de sangue do conforto de suas casas, por meio de um dispositivo tecnológico produzido pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.

A intenção da companhia é permitir que o indivíduo não precise sair de sua casa para realizar a coleta – algo que muitos pacientes não se sentem confortáveis em fazer. Esse dispositivo, que fica posicionado no braço do usuário, é capaz de coletar amostras de sangue em menos de cinco minutos. Para iniciar o processo, basta fixar o produto na parte superior do braço e apertar o botão central verde. Quando a luz se tornar vermelha, é sinal de que a amostra foi coletada.

Depois disso, o usuário deve enviar o kit com as amostras para o laboratório da Baze e preencher um formulário online dizendo quais são seus objetivos são para melhorar a saúde. O laboratório, então, envia os suplementos que o cliente necessita mensalmente e o relatório sobre os nutrientes é disponibilizado online ou por meio do aplicativo da companhia.

Philip Schulte, presidente e fundador da companhia, disse em entrevista para o TechCrunch que o uso de suplementos para suprir deficiências de nutrientes e vitaminas pode ajudar a diminuir doenças decorrentes de tais problemas. Schulte ainda acrescentou que a Baze obteve um crescimento de 40% em número de assinantes no último mês. Com isso, a empresa de suplementos naturais Nature’s Way firmou uma parceria com a Baze e disponibilizou 6 milhões de dólares para ajudar a alavancar a empresa na mídia.

Os resultados ficam disponíveis no site ou no aplicativo da Baze após cerca de duas semanas. A assinatura é 100 dólares ao mês, e o primeiro mês é gratuito – o usuário tem a opção de começar a pagar apenas depois que receber os primeiros resultados. É possível se inscrever por meio deste website.

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Gigante do tabaco quer criar vacina contra coronavírus com biotecnologia

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Grupo British American Tobacco (BAT) anunciou que uma de suas filiais está trabalhando em uma imunização para covid-19

Vacina: imunização para a covid-19 ainda pode levar 18 meses para chegar ao mercado, segundo a OMS (Javier Zayas Photography/Getty Images)

Maior empresa de tabaco do planeta, o grupo British American Tobacco (BAT) anunciou nesta quarta-feira, 1º, que está utilizando uma de suas filiais para o desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus. O plano é utilizar folhas de tabaco para criar uma forma de imunização.

Com sede em Londres e avaliada em 65,5 bilhões de libras esterlinas, a companhia é mais conhecida por deter os direitos de marcas como Lucky Strike, Dunhill e Pall Mall, além de ser acionista majoritária da empresa brasileira Souza Cruz.

Conforme reportado pela AFP, todo o processo está sendo concentrado na empresa americana Kentucky BioProcessing, especializada em biotecnologia e que já trabalhou no desenvolvimento de um tratamento contra o ebola.

Utilizando folhas de tabaco, processo comum na indústria farmacêutica, a companhia clonou uma parte sequencial do vírus e agora trabalha na criação de uma molécula que poderia gerar os anticorpos necessários para combater a doença.

O desenvolvimento da vacina já começou e está em fase pré-clínica. Nessa etapa, o antídoto ainda não foi testado em seres vivos e aguarda autorização de órgãos de saúde. A expectativa da BAT é que isso ocorra em breve. A empresa espera produzir até 3 milhões de doses semanais da vacina.

Esse cenário, porém, é improvável. Mesmo que recentemente Estados Unidos e Israel tenham começado a testar vacinas em humanos, a Organização Mundial da Saúde já se manifestou que uma vacina para prevenir a covid-19 poderia levar 18 meses para chegar ao mercado.

“Acreditamos que temos feito um avanço significativo com nossa plataforma tecnológica de folha de tabaco e estamos dispostos a trabalhar com os governos e todas as partes envolvidas para ajudar a vencer a guerra contra a covid-19”, afirmou David O’Reilly, diretor de pesquisa científica da BAT para a AFP.

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Saúde

Tirar a barba ajuda na prevenção do coronavírus?

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Homens têm raspado os pelos do rosto para se proteger da Covid-19. Infectologistas analisam a estratégia

Tirar a barba facilita a higienização do rosto. Mas não há provas de que reduz a contaminação pelo coronavírus (Foto: Bernardo Sardi/SAÚDE é Vital)

Uma mensagem espalhada nas redes sociais convida os homens a tirarem suas barbas com a finalidade de reduzir o risco de infecção pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) – orientação que teria o respaldo de órgãos de saúde. Há ainda versões que garantem que o conselho vem de um estudo feito pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos. Como prova, inclui-se uma imagem com diversos tipos de cortes de barba e a avaliação da entidade sobre qual pode ser usado – e qual é contraindicado.

Coincidência ou não, nos últimos dias algumas personalidades aderiram à medida, como o apresentador Felipe Andreoli e jogadores da seleção brasileira de vôlei. Mas será que faz sentido?

Primeiro, é bom frisar que não existe recomendação oficial sobre o assunto. Ou seja, ao contrário do que se diz por aí, nenhum órgão de saúde – do Brasil ou do mundo – estimula os homens em geral a abrirem mão da barba.

Já a imagem do CDC com os modelos de barbas mais adequados é de 2017. Antes, portanto, da pandemia que estamos vivendo. Mais importante do que isso: as recomendações são direcionadas a profissionais da área de saúde que precisam usar máscaras ou respiradores no dia a dia.

O infectologista João Prats, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, conta, inclusive, que esse é o único consenso a respeito do tema. Ou seja, apenas médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde precisam se preocupar com a barba.

“Dependendo de como ela for, pode acabar impedindo a vedação correta da máscara”, justifica o médico. E o acessório precisa estar bem grudado ao rosto para realmente proteger os especialistas do contato com secreções contaminadas.

Para completar, Prats lembra que é difícil realizar uma higienização adequada do rosto fora de casa e durante a rotina de trabalho. “Por isso, especificamente no caso de profissionais de saúde, a recomendação é remover a barba”, resume.

Para o infectologista Ivan França, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, embora não exista uma orientação formal para a parcela da população que não atua na área da saúde, há uma vantagem em tirar os pelos: “Isso facilita a higienização da área e reduz o hábito de colocar a mão no rosto”, pondera.

Vale lembrar que esse comportamento (tocar em nariz, olhos, boca) é contraindicado, já que eleva demais o risco de contaminação pelo novo coronavírus. Para quem deseja manter a barba, o médico sugere pelo menos apará-la.

Lavar as mãos: a melhor forma de prevenção

De acordo com Prats, quando uma informação como essa do CDC é utilizada em um contexto errado, pode gerar ansiedade e fazer as pessoas direcionarem seus esforços em medidas que não fazem tanta diferença assim. Para quem não é profissional de saúde, ele reforça que o foco deve ser na constante e correta lavagem das mãos. E no isolamento social, claro.

O recado vale para outros tipos de mensagens. Sempre que receber informações encaminhadas por redes sociais e aplicativos de bate-papo, cheque a veracidade do conteúdo. Ainda que tirar a barba não faça mal algum (e realmente facilite a higienização do rosto), outros tipos de recomendações podem ser arriscadas para a saúde.

 

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Saúde

Como os pacientes com câncer devem agir diante do coronavírus

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A colaboração de todos é vital para preservar quem está no grupo de risco do coronavírus, caso dos pacientes oncológicos, e aliviar o sistema de saúde

Cancer,Coronavirus

Não saia de casa desnecessariamente. Evite multidões. Lave as mãos e punhos por mais de 30 segundos. Use álcool em gel. Cubra com o antebraço o nariz e a boca ao tossir ou espirrar. Se for extremamente necessário sair, não cumprimente as pessoas como de costume: nada de aperto de mão ou beijo no rosto. Mantenha distância das pessoas.

Com a rápida disseminação da Covid-19, doença relacionada ao coronavírus (Sars-CoV-2), todo mundo já decorou essas recomendações. Então, o que a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) pode acrescentar de relevante para a população?

Visto que os pacientes oncológicos costumam ter queda na imunidade devido à doença ou por causa dos tratamentos aos quais são submetidos (quimioterapia, radioterapia, uso de corticoides, entre outros), é indispensável manter o cuidado redobrado durante esse momento. Uma pessoa que contrair o coronavírus tem maior risco de sofrer complicações se estiver enfrentando um tumor.

Como parte do compromisso da SBOC em promover e ampliar o bem-estar dos pacientes com câncer, o ponto mais crucial a se destacar é que todos eles conversem com sua equipe médica sobre como prosseguir com o tratamento.

Em casos específicos, o número de atendimento presenciais pode ser reduzido. Uma consulta de seguimento (que serve para acompanhar a evolução da pessoa e do tratamento) pode ser reagendada. O mesmo vale para as consultas de hormonioterapia, voltadas para tumores de mama e próstata. Assim, o paciente circula menos, ficando menos suscetível à infecção pelo Sars-CoV-2.

O que deve ser mantido normalmente são as consultas para indivíduos em tratamento com quimioterapia. Já pacientes que estejam com quadro sintomático de coronavírus precisam de auxílio médico para definir a urgência do tratamento contra o câncer.

Fazendo um recorte, a maior probabilidade de complicações por Covid-19 é entre os portadores de cânceres no sangue (leucemias, linfomas e mieloma múltiplo) que passaram por transplante de medula óssea ou estão em tratamento com quimioterapia. Porém, adotando as medidas preventivas listadas abaixo, os riscos associados ao coronavírus diminuem significativamente.

Aos pacientes com câncer ou em acompanhamento:

  • Não interrompa seu tratamento oncológico
  • Caso haja suspeita de infecção, a consulta deve ser priorizada e o paciente, enquanto aguarda, precisa usar máscara cirúrgica e ficar em ambiente arejado
  • Se estiver na fase de seguimento, contate sua equipe médica para avaliar se é seguro adiar seus retornos para um período com menor disseminação do coronavírus
  • Evite contato com qualquer pessoa que tenha sintomas gripais, que esteja em investigação para possível infecção Covid-19, ou que tenha chegado do exterior (com ou sem sintomas gripais)
  • Se apresentar quadros como, febre, coriza, tosse seca, falta de ar, contate seu médico
  • Permaneça somente o tempo necessário em ambiente de clínicas e hospitais. Dentro do possível, evite contato físico direto, mesmo com o seu médico e a equipe de saúde
  • Só leve, no máximo, um acompanhante para um centro de tratamento oncológico. Essa pessoa não pode apresentar qualquer sintoma respiratório ou febre
  • Restrinja visitas hospitalares ao que for estritamente necessário

A familiares e população de forma geral:

  • Evite contato com o paciente caso você apresente qualquer sintoma suspeito de gripe. Também é importante não se aproximar de terceiros com sintomas ou infecção confirmada, para não haver risco de transmitir o coronavírus ao indivíduo com câncer
  • Para indivíduos assintomáticos, o uso de máscara não é recomendado. Quando não indicada, essa estratégia pode causar custos desnecessários e criar uma falsa sensação de segurança, que leva à negligência de outras medidas preventivas essenciais, como lavar as mãos

Cada um pode fazer sua parte e contribuir para a redução na sobrecarga do nosso sistema de saúde. Isso certamente vai ajudar a atender adequadamente quem precisa de cuidados médicos, seja por decorrência do coronavírus ou por outras razões.

Mais do que nunca, é necessário combater atitudes irresponsáveis, que menosprezam a urgência da situação e desrespeitam a indicação de isolamento, conforme a diretoria da SBOC orienta em seu posicionamento publicado recentemente.

Para passar por esse período crítico da melhor forma possível, é imprescindível seguir as orientações disponibilizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo Ministério da Saúde e pela comunidade científica. Nesse momento, a SBOC está com uma agenda de comunicação paralela, elaborando vários conteúdos focados em Covid-19. Sempre iremos trabalhar para desmentir notícias falsas que prejudicam a população.

Pensando nisso e para manter a sociedade, os pacientes e os oncologistas a par de todas as novidades sobre o coronavírus — com informação de qualidade —, a SBOC está atualizando regularmente uma seção do site criada exclusivamente para o assunto. Respeitando as recomendações, cuidamos de nós mesmos e de quem amamos.

*Por Dra. Clarissa Mathias, oncologista e presidente da SBOC

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