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Na Câmara

Nova regra facilita trabalho de aprendizes e PCDs em órgãos públicos

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que torna obrigatório para a Administração Pública exigir que empresas terceirizadas incluam jovens aprendizes e pessoas com deficiência (PCDs) trabalhando diretamente nos órgãos públicos onde o serviço é prestado. Essa medida altera a Lei de Licitações vigente.

Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovado o substitutivo da Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família ao Projeto de Lei 3240/24, do deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO).

O texto original determinava apenas que as empresas vencedoras das licitações contratassem esses profissionais, enquanto a versão aprovada sugere, com base na indicação de auditores fiscais do trabalho, que esses trabalhadores sejam alocados nos próprios órgãos públicos.

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“Frequentemente as cotas são cumpridas pelas empresas, mas esses profissionais não estão presentes nos serviços prestados ao governo. Este projeto permite que o gestor possa regulamentar essa alocação diretamente no edital de licitação”, explicou a relatora.

Antes dessa alteração, a legislação (Lei 8.213/91) não continha uma norma clara na Lei de Licitações que assegurasse a presença efetiva desses trabalhadores no cotidiano dos serviços terceirizados nos órgãos públicos.

O projeto tramita em caráter conclusivo e agora será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

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