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domingo, 08/03/2026




Nova política nacional para combater a sífilis congênita é aprovada

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Em Brasília

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou em dezembro um projeto de lei para criar, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), uma política nacional focada no combate à sífilis e à sífilis congênita. Essa política pretende alterar a lei do dia nacional de combate à doença, que é celebrado no terceiro sábado de outubro.

O principal objetivo é evitar que a sífilis seja transmitida de mãe para filho, diminuir mortes e problemas de saúde em mães e crianças, além de oferecer atendimento completo à saúde sexual e reprodutiva da população.

De acordo com o projeto, as diretrizes da política incluem:

  • Monitoramento completo das gestantes e seus parceiros diagnosticados para garantir tratamento e prevenir a transmissão da mãe para o bebê;
  • Tratamento de recém-nascidos com sífilis congênita;
  • Reforço das ações de vigilância epidemiológica e da notificação obrigatória da doença;
  • Capacitação contínua dos profissionais de saúde;
  • Realização de campanhas de conscientização.

A versão aprovada foi sugerida pelo relator, deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), para o projeto originalmente apresentado pela deputada Fernanda Pessoa (União-CE) (PL 483/25).

Geraldo Resende elogiou a iniciativa, mas ressaltou erros técnicos no texto inicial, como a menção a uma “vacinação” contra a sífilis, que não existe. Ele também criticou a exigência de especialistas e leitos exclusivos, já que o tratamento é realizado de forma ambulatorial, na atenção básica.

Para corrigir essas falhas e garantir a coerência legal, o relator propôs incluir as medidas na Lei 13.430/17, fazendo dela a base legal da nova política nacional.

Sífilis

Próximas etapas

A proposta ainda passará por avaliação nas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Finanças e Tributação; e de Constituição, Justiça e Cidadania.

Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.




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