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Nova espécie de crustáceo é descoberta na boca de um tubarão-baleia

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Os Gammaridae têm uma dieta muito variada e são capazes de viver em ambientes extremos

Equipe de pesquisadores japoneses descobriu uma nova espécie de Gammaridea
(foto: Hiroshima University/AFP/Arquivos)

A boca do tubarão-baleia não parece ser um lugar muito aconchegante para se viver, mas, mesmo assim, foi lá que uma equipe de pesquisadores japoneses descobriu uma nova espécie de Gammaridea, subordem de pequenos crustáceos.

Os Gammaridae têm uma dieta muito variada e são capazes de viver em ambientes extremos, tanto em lagos de alta montanha quanto no fundo dos oceanos.
“Essas criaturas, que geralmente medem entre três e cinco centímetros, são incríveis porque podem viver em ambientes tão diferentes”, disse Ko Tomikawa, pesquisador da Universidade de Hiroshima (oeste do Japão), nesta segunda-feira (28/10).
Ele disse que não esperava encontrá-los na boca de um tubarão-baleia.
A nova espécie foi batizada “podocerus jinbe”, pelo nome japonês do tubarão-baleia (jinbe zame).
É marrom e mede apenas 5 mm de comprimento, e possui patas peludas para capturar melhor os micro-organismos, explicou o pesquisador.
“A boca de um tubarão-baleia é provavelmente um bom habitat” para esse pequeno crustáceo, considerou, apontando que “a água fresca do mar, que precisa para respirar, entra regularmente, assim como alimentos”.

“Isso dá a ele um lugar seguro, sem predadores”, acrescentou o pesquisador, que foi convidado a examinar um tubarão-baleia de um aquário no arquipélago de Okinawa (sudoeste do Japão).
Quase mil desses pequenos crustáceos foram encontrados nas aberturas branquiais da boca daquele gigante do mar, que além da respiração, têm a função de filtrar a água para separar os alimentos.
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Transplante de pênis é realizado com sucesso em paciente nos Estados Unidos

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Soldado que lutou na Guerra do Afeganistão havia perdido parte da genitália: após o transplante, ele tem ereções praticamente normais

Raio-x antes do procedimento mostra a ausência do pênis do homem (Foto: Redett et al., NEJM, 2019)

Nos Estados Unidos, cirurgiões do hospital Johns Hopkins fizeram um transplante de pênis em um homem que havia perdido a genitália. Realizado em abril, o sucesso do procedimento foi relatado neste mês: de acordo com os médicos, a cirurgia durou 14 horas.

A doação foi recebida por um soldado veterano, que está se recuperando e passa bem. Em 2010, ele havia perdido parte das pernas, do abdome e do pênis durante a Guerra do Afeganistão, em uma emboscada com explosivos feita por soldados do grupo fundamentalista Talibã.

O norte-americano ganhou um novo órgão genital, um escroto, e recebeu ainda parte do abdome de outro indivíduo. Para que o transplante fosse possível, foram quatro anos de preparo dos médicos, que fizeram testes em cadáveres.

Ao todo, onze profissionais tiveram que juntar centenas de veias sanguíneas de apenas um milímetro ou dois com o uso de um microscópio. Agora o paciente já restabeleceu as conexões de nervos, permitindo o funcionamento peniano.

“Ele tem ereções quase normais e a habilidade de alcançar orgasmo”, pesquisadores escreveram no estudo, onde detalharam o caso. Segundo os médicos, o soldado consegue sentir a ponta do pênis, e urina normalmente em pé.

O paciente agora tem apenas que tomar um medicamento diariamente, mas poderá finalizar o tratamento daqui a 10 anos. O soldado contou aos médicos que o transplante serviu para restaurar a sua autoestima.  “Ele relata que a autoimagem dele melhorou e que ele se sente “inteiro” novamente e diz estar muito satisfeito com o transplante”, dizem os especialistas.

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Ciência

Passagem de Mercúrio cria mini eclipse e pode ser visto em todo Brasil

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Evento teve início às 9h35 (horário de Brasília); planeta encerrará seu passeio entre a Terra e o Astro Rei às 15h04

Mercúrio: última passagem do planeta foi observada em 2016 e a próxima será em 2032 (Bill Ingalls/Getty Images)

Um fenômeno imperceptível a olho nu está acontecendo neste momento no céu: o planeta Mercúrio está passando à frente do Sol, de forma a protagonizar o que os astrônomos chamam de mini eclipse. O evento teve início às 9h35 (horário de Brasília). Pouco depois do meio-dia, às 12h19, o planeta estará exatamente na metade de sua trajetória, encerrando seu passeio entre a Terra e o Astro Rei, às 15h04.

Há, no entanto, que se ter cuidados para assistir esse fenômeno astronômico, a exemplo de outros eclipses solares, quando é necessário o uso de filtro para evitar danos à visão. No caso deste mini eclipse, os cuidados são ainda maiores, porque é necessário o uso de telescópio ou binóculo com filtro apropriado.

O alerta é do presidente da Comissão de Educação da União Astronômica Internacional e professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Paulo Bretones. “É muito perigoso observar o Sol diretamente, podendo produzir queimaduras na retina, causando cegueira. É extremamente perigoso olhar para o Sol com qualquer instrumento óptico como binóculos, lunetas, telescópio ou mesmo através de uma máquina fotográfica. Não se deve usar óculos escuros, vidros esfumaçados, radiografias ou negativos de filmes revelados, pois podem não ser suficientemente densos para bloquear as radiações como o infravermelho e o ultravioleta”.

Segundo o astrônomo, deve-se tomar o cuidado de observar o fenômeno com um filtro apropriado. “Como o usado em máscara de soldador, número 14, disponível em lojas de ferragens. Melhor ainda, seria projetar a imagem do Sol numa tela, utilizando uma pequena luneta ou binóculo e sem observar através dele. Certamente também ocorrerão muitas transmissões ao vivo pela internet”, acrescentou, destacando que é um evento raro, podendo ocorrer no intervalo de três a 13 anos.

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Ciência

Acabamos de sair do mês mais quente do planeta

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Este é o quinto mês consecutivo que o calor bate ou se aproxima de um recorde; últimos quatro anos foram os mais quentes

Clima: no mês passado, milhares de jovens foram às ruas contra as mudanças climáticas (Glenn Hunt/Getty Images)

Se você achou que fez muito calor no mês passado, não foi impressão sua: segundo o Serviço Europeu de Mudança Climática Copernicus, esse foi o outubro mais quente do planeta. O anúncio vem também como um alerta, uma vez que este é o quinto mês consecutivo que o calor bate ou se aproxima de um recorde.

O mês de outubro deste ano ficou 0,63°C acima da temperatura média do período de referência de 1981-2000, quebrando por muito pouco (0,01°C) o recorde de outubro de 2015, mas 1,2°C acima da temperatura pré-industrial.

Junho de 2019 foi o mês mais quente entre os meses de junho, e julho também atingiu o recorde absoluto do mês mais quente de todos os tempos.

Os últimos quatro anos foram os mais quentes já registrados no planeta.

Em agosto deste ano, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) estimou que 2019 estará entre os cinco primeiros, em sintonia com os impactos das mudanças climáticas previstos pelos cientistas.

 

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