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“Nem tudo que recebe curtidas é relevante”, diz presidente da Socialbakers

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Em entrevista, Yuval Ben-Itzhak, presidente da consultoria de redes sociais Socialbakers, afirma que o conteúdo ganha cada vez mais importância na internet

(Socialbakers/Divulgação)

São Paulo – Yuval Ben-Itzhak, presidente da consultoria de redes sociais Socialbakers, diz que nem tudo que recebe muitas curtidas em redes sociais é relevante. Para ele, as empresas que desejam se engajar com clientes precisam apostar no conteúdo que é importante para eles. Fundada em 2008, a Socialbakers é baseada na República Tcheca e ajuda empresas como Airbus, Heineken, McDonald’s, Samsung e Vodafone a fazer marketing em redes sociais. No mundo, a empresa tem mais de 3 mil clientes corporativos, sendo 200 no Brasil. Confira, a seguir, a entrevista com Ben-Itzhak.

As empresas usam as redes sociais de forma mais madura hoje em dia?

Sim. As maiores empresas do mundo, de diversos setores, já perceberam que os consumidores mais jovens não visitam sites corporativos. Eles querem se comunicar com empresas nas redes sociais. As marcas precisam estar onde os consumidores estão. Hoje, eles estão nas redes sociais.

O alcance orgânico para marcas caiu muito nos últimos anos. Por quê?

É parte do modelo de negócios das redes sociais. Elas precisam cobrar pelo que ofereceram de graça por muitos anos, organicamente. Nas redes sociais, você se conecta e conversa com seus amigos. Isso não mudou. Mas acabou o almoço grátis que as redes sociais davam para empresas.

O Instagram testa o fim dos likes em diferentes países, incluindo o Brasil. Por quê?

A iniciativa é voltada para verificar se as pessoas se engajam com conteúdos, não apenas com o número de curtidas. É um teste interessante, mas só o tempo vai dizer se isso realmente mudou. Para influenciadores, isso representa um desafio. Você deve confiar no número de likes ou se voltar a outras métricas? Esse é um desafio desse mercado. Outros dados podem ser mais importantes para marcas.  As redes sociais querem que o conteúdo seja importante e relevante para o consumidor. As pessoas devem sempre se questionar se os likes que veem em uma foto são reais. O Instagram tenta dar espaço para conteúdos reais. Nem tudo que recebe curtidas é relevante.

Isso tem a ver com o bem-estar digital que as empresas de tecnologia tentam promover?

Sim. O uso de redes sociais virou um hábito do qual as pessoas não podem escapar. Elas acessam os aplicativos quando têm tempo livre. É um comportamento que já está estabelecido. No ano passado, vimos muitas notícias negativas sobre o uso de redes sociais e privacidade, e nada mudou por causa disso.

Empresas de redes sociais lançaram recursos como efeitos de imagem que mostram como seria seu visual se você fosse do sexo oposto ou se usasse acessórios virtuais. Por quê?

No fim das contas, redes sociais são plataformas de publicidade. Elas precisam manter as pessoas engajadas com seus aplicativos. Para isso, elas precisam inovar constantemente. É esse tipo de iniciativa que ajuda a aumentar o número de usuários.

O discurso de ódio é um problema para redes sociais, que precisam combater conteúdos impróprios ou ofensivos e, ao mesmo tempo, manter a liberdade de expressão. Como você vê essa questão?

É um desafio para todas as empresas do ramo. Em qualquer lugar, as pessoas fazem coisas boas e más. As plataformas digitais tentam resolver o problema da melhor forma possível, mas não acredito que o discurso de ódio vai desaparecer. É como hackers e computadores. Não importa o quanto você investe, o outro lado também avança e encontra novas formas de atuar.

As grandes empresas de tecnologia estarão sempre ligadas ao negócio de publicidade?

Para o consumidor, elas se promovem como empresas que conectam pessoas online. Para empresas, é diferente. Elas têm um modelo de negócio muito evoluído e bem-sucedido. Isso não deve mudar.

A questão da privacidade na internet se torna cada vez mais uma preocupação de consumidores e marcas. Como você vê essa tendência?

É muito importante e válido. As pessoas devem estar no controle do que é captado por empresas. O mercado aprendeu muito no último ano e trabalha melhor com empresas terceiras em relação ao compartilhamento de dados. Isso mostra que é possível ser bem-sucedido e estar em conformidade com leis de privacidade, como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais da União Europeia.

Quais são as tendências para redes sociais para o próximo ano?

As empresas estão investindo muito em influenciadores porque o público confia menos na publicidade do que no passado. Também ressaltamos a importância do conteúdo relevante. Como as pessoas passam muito tempo nessas redes sociais, as empresas precisam estudar e entender como interagir com eles com conteúdo. Outra tendência está ligada com a Libra, a criptomoeda anunciada pelo Facebook junto a outras grandes empresas. Veremos uma função mais ligada ao e-commerce no setor. A rede social pode se tornar a evolução do e-commerce como o conhecemos hoje.

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Adeus às filas no supermercado? Amazon agora tem carrinho inteligente

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Chamado de Amazon Dash Cart, ele permitirá fazer compras sem passar pelo caixa em supermercados da Amazon nos Estados Unidos

Carrinho Amazon Dash Cart, da Amazon: sensores detectam os produtos comprados pelos clientes (Amazon/Divulgação)

Os planos da Amazon para se expandir para o varejo físico acabam de ganhar um novo impulso. A empresa apresentou nesta terça-feira (14) nos Estados Unidos um novo carrinho de supermercado inteligente que dispensa os clientes de passarem pelo caixa na hora de fazer compras.

Chamado de Amazon Dash Cart, o carrinho tem uma série de sensores e algoritmos que conseguem identificar os produtos que os clientes pegam nas prateleiras. A compra então é registrada na própria conta da Amazon do consumidor e a cobrança é feita ali mesmo, no próprio carrinho, quando a pessoa deixa a loja.

Carrinho de supermercado inteligente da Amazon, chamado Amazon Dash Cart Tela do carrinho mostra a lista de compras dos consumidores

Tela do carrinho mostra a lista de compras dos consumidores (Amazon/Divulgação)

O sistema é diferente das lojas de conveniência Amazon Go, presentes em algumas cidades dos Estados Unidos, em que as próprias prateleiras têm sensores e identificam os produtos escolhidos pelos consumidores, também dispensando o caixa.

O novo carrinho inteligente será testado ainda este ano em um novo supermercado da Amazon na cidade de Woodland Hills, que fica na região de Los Angeles, na Califórnia. Ele será aberto quando as restrições provocadas pela pandemia forem revogadas.

Segundo a Amazon, o carrinho tem uma tela em que os clientes podem acessar sua lista de compras, checar se está faltando algum item e ver o valor total dos produtos. Ele também tem um scanner para ler o código de cupons de desconto.

Para usar o carrinho, o cliente escaneia um código exibido no aplicativo da Amazon. Uma vez “logado” no carrinho, basta sair pelo supermercado fazendo as compras. Ao sair da loja, o valor total dos produtos é cobrado na conta da Amazon.

Entretanto, a novidade não é destinada aos clientes que vão ao supermercado fazer grandes volumes de compras. A própria Amazon diz que o carrinho comporta um número pequeno de produtos, suficiente para apenas uma ou duas sacolas.

De todo modo, o carrinho inteligente é mais um exemplo de como poderão ser feitas as compras em supermercados no futuro, tornando desnecessária a espera em longas filas no caixa para fazer o pagamento.

Nos últimos anos, a Amazon tem feito cada vez mais investimentos para atuar também no varejo físico. Além das lojas Amazon Go, a empresa também é dona da rede de supermercados Whole Foods, comprada pela empresa em 2017 por mais de 13 bilhões de dólares. A empresa também tem aberto uma série de lojas físicas nos Estados Unidos focadas em livros, alimentos frescos, entre outros produtos.

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WhatsApp apresenta instabilidade e fica fora do ar nesta terça

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Aplicativo de mensagens parou de funcionar na tarde desta terça-feira, 14

WhatsApp Web: Relatos no Twitter mostravam que o serviço também tinha parado em outros países. (Bloomberg/Getty Images)

O aplicativo de mensagens WhatsApp parou de funcionar momentaneamente na tarde desta terça-feira, 14. A função via computador –  Whatsapp Web –  foi a primeira a ser afetada. Depois, o aplicativo não envia nem recebia mensagens de texto, voz ou anexos.

De acordo com o site Down Detector, que monitora o funcionamento de serviços online, o aplicativo começou a apresentar falha a partir das 17h.

A falha afeta todos os continentes e já há mais de 25 mil relatos de problemas. Os principais focos do problema são Brasil, Reino Unido, Holanda, Alemanha e Espanha.
Por volta das 17h35, o serviço começou a ser restabelecido.
O WhatsApp não emitiu comunicado sobre a falha desta terça-feira.

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Apex rompe com entidade que ajudou Facebook a banir páginas bolsonaristas

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Parceria com o think tank Atlantic Council iria até outubro, mas foi encerrada na quinta-feira, 9, um dia depois de a rede social tirar do ar as páginas

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Review: testamos a versão beta da nova atualização do iPhone

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É claro que, como muitas outras versões anteriores à oficial, o Beta do iOS 14 apresenta alguns bugs

iPhone: nova atualização Beta foi liberada na quinta (Lucas Agrela/Site Exame)

A versão beta da nova atualização do iPhone se tornou disponível nesta quinta-feira (9). A versão completa do iOS 14 deve ficar pronta em meados de setembro.

 (Tamires/Exame)

 

 

 

É claro que, como muitas outras versões anteriores à oficial, o Beta do iOS 14 apresenta alguns bugs. Por exemplo, para quem usa o Amazon Music, a versão beta do iOS é um problema — o aplicativo simplesmente não abre.

Outro grande problema está no armazanamento do iPhone: ele foi testado em um iPhone 11 de 64GB. A versão beta do sistema operacional ocupou um total de 58,8 GB (o que deve ser arrumado quando sair a versão oficial comprimida do iOS 14, mas não deixa de incomodar).

A opção de editar a tela inicial também é um pouco ruim — depois de ter tirado alguns aplicativos, não conseguimos voltá-los à página inicial ou sequer adicionar outros.

O ponto positivo fica para a Biblioteca de Apps, que é realmente um diferencial para manter tudo mais organizado. Por lá, fica mais fácil achar os seus aplicativos, de acordo com organizações (feitas automáticas pelo iPhone) como “Produtividade”, “Criatividade” e “Utilitários. Uma das pastas, inclusive, é voltada para aplicativos instalados recentemente.

Outra coisa legal é que a atualização permite também que o espelhamento da câmera frontal seja cancelado, o que pode fazer com que você se sinta menos esquisito toda vez que tirar uma selfie.

Apesar de ter pontos positivos, o conselho final é que é melhor aguardar a versão oficial ser lançada. A nossa experiência final foi de que as coisas boas, no fim, não compensaram os bugs.

Para quais iPhones a versão beta está disponível?

  • iPod Touch (sétima geração)
  • iPhone SE (primeira e segunda geração)
  • iPhone 6s e 6s Plus
  • iPhone 7 e 7 Plus
  • iPhone 8 e 8 Plus
  • iPhone X
  • iPhone XR
  • iPhone XS e  XS Max
  • iPhone 11, 11 Pro, e 11 Pro Max

Como instalar a versão beta do iOS 14?

Para instalar a atualização, se você tem um dos dispositivos compatíveis, o primeiro passo para garantir a segurança do teste é fazer um backup de tudo que tem no seu celular — uma recomendação dada, inclusive, pela Apple. Como qualquer versão beta, a do iOS não seria diferente e pode acabar causando alguns bugs indesejáveis.

O segundo passo é abrir este link, de preferência no Safari (principal navegador dos dispositivos da maçã). Depois, faça o login, baixe o perfil do iOS 14.

Em seguida, entre em “Configurações”, acesse o perfil baixado e reinicie o aparelho. Quando ele voltar, basta clicar novamente nas ferramentas, em seguida vá para “Geral > Atualização de software” e voilá!

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Facebook pode se integrar a Instagram e WhatsApp após saída de fundadores

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A informação foi obtida pelo WABetaInfo, um site conhecido por testar versões preliminares do WhatsApp

BERLIN, GERMANY – FEBRUARY 25: The Logo of instant messaging service WhatsApp is displayed on a smartphone on February 25, 2018 in Berlin, Germany. (Photo by Thomas Trutschel/Photothek via Getty Images) (Thomas Trutschel/Getty Images)

Facebook, WhatsApp e Instagram podem ter mais a ver com “Dark” do que você imagina. A série da Netflix ganhou o público nas últimas semanas após o lançamento da terceira e última temporada. Se tudo na série está interligado, a realidade de Mark Zuckerberg pode não ser muito diferente. Não que ele seja capaz de viajar no tempo (ou pelo menos ainda não), mas a ideia do bilionário é interligar todas as suas redes sociais em uma só. O que não é de todo uma surpresa.

No ano passado, Zuckerberg já havia dito que estava planejando fazer uma união entre seus aplicativos Facebook, Instagram e WhatsApp.

A ideia dele é que, se você tiver uma conta no Facebook, ficará mais fácil de achar seus amigos também no WhatsApp.

A interligação pode acontecer após a saída dos fundadores do app de mensagens, Brian Acton, que se tornou um crítico forte à rede social, e Jan Koum, que disse ter saído da empresa para ir curtir seus carros da Porsche.

Segundo Alessandro Paluzzi, um desenvolvedor conhecido no Twitter, o Instagram já está pedindo para que seus usuários baixem também o Messenger. Ele também publicou prints de possíveis novas ferramentas na rede social, como a possibilidade de salvar vídeos no IGTV — já disponível — e de acessar seu histórico de vídeos assistidos.

A principal novidade que pode estar sendo desenvolvida, no entanto, é a conexão entre o Messenger e o WhatsApp. Nesse caso, os usuários de ambos os aplicativos poderiam se comunicar entre si sem necessariamente usar o mesmo app.

Calma, ficou complicado? É o seguinte: pense que você é uma das poucas pessoas no mundo que não usa o WhatsApp, e prefere conversar pelo Messenger, se a mudança der certo, você poderá conversar com seus amigos no “zap” mesmo sem ter uma conta.

Não há previsão de quando as novidades estarão disponíveis e nada foi confirmado pelo Facebook. A informação foi obtida pelo WABetaInfo, um site conhecido por testar versões preliminares do WhatsApp. Resta saber como a empresa lidará com a privacidade dos usuários no WhatsApp, um aplicativo que sempre se associou a esse valor.

 

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Apple lança serviço de eletrocardiograma no Brasil

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Sistema estará disponível em relógios e iPhones da marca e recebeu aval da Anvisa em maio

Apple: empresa vai lançar o serviço de eletrocardiograma no Brasil (David Paul Morris/Getty Images)

A Apple vai lançar o serviço de eletrocardiograma no Brasil. A dona do iPhone obteve a aprovação da Anvisa no fim de maio. O recurso, lançado há dois anos nos Estados Unidos, registra a frequência e a intensidade dos impulsos elétricos que fazem o coração bater através de medidores presente em seus relógios.

A informação é enviada a um aplicativo no celular que faz um eletrocardiograma e ainda detecta se o ritmo cardíaco estiver irregular.

O lançamento ocorre em um momento em que o segmento de relógios conectados vem registrando alta nas vendas, aponta a consultoria IDC Brasil. Os negócios tiveram alta de 218% no primeiro trimestre deste ano, chegando a quase 150 mil unidades comercializadas.

O serviço já foi lançado em diversos países da Ásia e Europa. O serviço estará disponível quando seu novo sistema operacional for lançado globalmente, o que deve ocorrer nos próximos meses. Ao todo, já são 34 países com a solução.Pelo sistema, o relógio consegue detectar o batimento irregular, indicando que a disritmia pode ser uma fibrilação atrial. Antes de usar, o usuário precisa informar se há algum problema cardíaco e dar informações como a data de nascimento. Segundo a companhia, o serviço não consegue detectar problemas como infarto.

O aplicativo no relógio também informa se o ritmo cardíaco está muito baixo (menor de 50 batidas por minuto) ou alto (acima de 120 batimentos por minuto). Segundo dados da Apple, 2% dos jovens sofrem com batimento irregular no coração, número que sobe para 9% em pessoas acima de 65 anos.

O novo recurso vai se juntar ao já lançado “detector de quedas”. Ambas as soluções estão disponíveis nos relógios das séries 4 e 5, lançados a partir de 2018. Nos Estados Unidos, a companhia vem selando parcerias com hospitais, universidades e seguradoras no desenvolvimento de pesquisas com foco em saúde.

A demanda por produtos como os relógios já vinha em alta, o que motivou o varejo a se abastecer no começo do ano. Assim, quando a pandemia chegou, havia estoque, oferta e procura e as vendas não foram impactadas — explica Renato Meireles, analista de pesquisa e consultoria da IDC Brasil.

O foco em saúde é uma das principais apostas dos fabricantes de relógios. A filandesa Polar está trazendo ao Brasil sua nova linha de modelos que monitoram a qualidade do sono e, através do histórico do usuário, consegue orientar a melhor opção para os usuários fazerem exercícios. Funciona, diz André Bandeira, diretor da companhia no Brasil, como uma espécie de mentoria.

O público-alvo é para a pessoa que se preocupa com atividades físicas e com a saúde.

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quarta-feira, 15 de julho de 2020

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