Amanda, de 23 anos, acorda cedo para se preparar e ir trabalhar na escola até a tarde. Depois, ela cuida da casa, lava roupas e cozinha para economizar na faculdade, terminando seu dia tarde da noite com as aulas noturnas. Ela é casada e não tem filhos, mas sabe que a situação pode piorar com a maternidade. Para ela, ter mais dias de descanso seria importante para cuidar dela mesma.
Róssia, 59 anos, aposentada de Brasília, diz que as mulheres fazem muitas tarefas, como levar o filho à faculdade e ajudar a filha que é cega. Ela destaca que homens deveriam ajudar mais para diminuir essa carga. Ela também critica a escala 6×1 porque ela deixa as mulheres cansadas e doentes, especialmente quando estão grávidas, com filhos pequenos ou na menopausa. Cuidar das mulheres é cuidar de toda a família, ela afirma.
Marisa, 45 anos, estudante de fisioterapia que faz faxina três vezes por semana, tenta estudar e cuidar da família. Ela sente falta de ver seus filhos crescerem por causa do cansaço e da única folga no domingo dedicada à casa. Marisa fala que as mulheres não são valorizadas, ganham menos e quer independência por seu próprio esforço.
Na cidade de Teresina (PI), o programa Governo do Brasil na Rua discutiu o impacto da escala 6×1 na vida das mulheres. O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, esclareceu dúvidas sobre o plano do presidente Lula para diminuir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso. Ele disse que muitas pessoas trabalham seis dias seguidos e têm só um dia de folga, e que as mulheres ainda têm que cuidar da casa e dos filhos, sem tempo para descansar e curtir a família.
O ministro garantiu, respondendo a uma pergunta da Dona Valdelice, que não haverá corte no salário e que os dois dias de folga serão obrigatórios.
Informações do Governo Federal
