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Brasil

Mulher é condenada em SC por enganar família se passando por adolescente

Amanda Maria Souza de Oliveira é investigada por estelionato e falsa identidade

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A Justiça de Santa Catarina condenou por estelionato e falsa identidade Amanda Maria Souza de Oliveira, 38 anos, que fingia ser uma menina de 12 anos e viveu mais de um ano com uma família em Joinville.

A sentença determinou que ela cumpra um ano, seis meses e dez dias de prisão pelo crime de estelionato, e quatro meses e 18 dias em regime semiaberto pelo uso de falsa identidade. O juiz que tomou a decisão negou o direito de Amanda recorrer em liberdade e manteve sua prisão preventiva sem prazo definido. O processo corre em segredo de Justiça.

De acordo com o juiz, Amanda agiu de propósito para enganar as vítimas, levando-as a erro para obter ganhos materiais por meio da identidade falsa que criou e manteve por muito tempo.

A advogada de Amanda, Sarita Henrique Paiva, declarou que discorda da decisão e irá recorrer da sentença para provar a inocência da cliente nos tribunais superiores.

Amanda foi presa em flagrante no dia 2 de junho, pouco antes de completar 38 anos, depois que a família que a acolheu suspeitou de sua verdadeira idade.

A defesa afirma que Amanda possui problemas psiquiátricos e necessita de tratamento, conforme laudos médicos que estão sob sigilo judicial.

A audiência ocorreu na quarta-feira, dia 19, no Fórum de Joinville, onde foram ouvidos o casal que acolheu Amanda, uma parente dessas pessoas que testemunhou contra ela, e um policial civil responsável pela investigação.

Também deram depoimentos dois peritos, um psiquiatra e uma psicóloga indicados pela defesa. O Ministério Público de Santa Catarina, que denunciou Amanda por estelionato e falsa identidade, solicitou sua condenação e se opôs ao pedido da defesa para a revogação da prisão preventiva.

Usando o nome falso de Gabriele, Amanda dizia ser vítima de abuso, que fugiu do Pará e precisava tomar hormônios para explicar sua aparência mais adulta.

A família adotou informalmente Amanda e chegou a organizar uma festa de aniversário para celebrar seus supostos 12 anos. Ela brincava com bonecas, fazia desenhos infantis e usava chupeta e mamadeira.

Segundo a Polícia Civil, uma tia adotiva de Amanda desconfiou da história e procurou as autoridades depois de encontrar notícias que vinculavam Amanda a um caso de golpe de falsa identidade no Rio de Janeiro.

Amanda foi presa na residência onde morava e, na delegacia, confessou o golpe, apresentou seus documentos verdadeiros e disse ser natural do Ceará e não do Pará, como afirmava antes.

De acordo com a investigação, Amanda tem antecedentes criminais e já cometeu crimes similares nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

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