FOLHAPRESS
Uma mulher de 51 anos denunciou à polícia ter sido agredida por um motociclista que presta serviço por aplicativo na noite de quarta-feira (29), na zona sul do Rio de Janeiro.
Segundo divulgado em uma reportagem da TV Globo nesta quarta (6), a passageira pediu uma corrida por moto pelo aplicativo 99 ao sair do trabalho, por volta das 22h, na Gávea, zona sul, com destino à Tijuca, na zona norte.
A mulher percebeu logo no começo do trajeto que o capacete fornecido pelo motoqueiro estava sem viseira, e passou a reclamar da situação durante a viagem.
De acordo com o relato, já na rua Jardim Botânico, o motociclista teria ficado irritado com as reclamações, interrompido a corrida e pedido que a passageira descesse. Em seguida, ele a agrediu com o capacete na cabeça e no olho.
O motociclista foi identificado como Raynor Rodrigues Caruso. A defesa dele não foi localizada. Não há informações sobre advogado no processo em andamento na Justiça.
A mulher recebeu atendimento no Hospital Municipal Miguel Couto e foi liberada. Depois, procurou a delegacia para registrar a ocorrência e realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).
A Polícia Civil informou que a vítima foi ouvida na 15ª DP (Gávea) e que o caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou que o processo foi encaminhado ao 4º Juizado Especial Criminal do Leblon como termo circunstanciado por lesão corporal leve, e será avaliado pelo Ministério Público.
Em nota, a 99 afirmou que bloqueou permanentemente o motociclista na plataforma, e que tenta contato com a passageira para oferecer suporte, incluindo atendimento psicológico e auxílio para despesas médicas através do seguro.
A empresa ressaltou que tem política de tolerância zero para violência e está cooperando com as autoridades.
A 99 também lembrou que o uso de capacete com viseira abaixada ou óculos de proteção é obrigatório para passageiros e condutores, conforme o Código de Trânsito Brasileiro e normas do Conselho Nacional de Trânsito.
A recomendação da empresa é para que os usuários não iniciem a corrida caso haja irregularidades e que registrem a ocorrência pelo aplicativo.
