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quinta-feira, 22/01/2026

MS firma acordos para fabricar remédios para o SUS

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O Ministério da Saúde aprovou cinco acordos de Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre a futura Butantan Farma e empresas privadas para fabricar antirretroviral, medicamentos contra o câncer e para doenças raras, destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Butantan Farma é o novo nome da Fundação para o Remédio Popular Chopin Tavares de Lima (Furp), ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP). Em 11 de novembro, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou o projeto de lei para que o Instituto Butantan incorporasse a Furp.

O anúncio foi feito na reunião do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, no dia 24, com a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Também participaram o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, o diretor da Fundação Butantan, Saulo Nacif, o superintendente da FURP, Rogério Aunda, e a secretária de Estado de Saúde em exercício, Priscilla Perdicaris.

As parcerias envolvem empresas privadas Cristália, Prati & Donaduzzi, Biocon Pharma e Nortec, Blanver e Cyg Biotech, e visam ampliar a produção de remédios para tratar doenças raras, como fibrose cística e amiloidose; medicamentos oncológicos, como leucemias e carcinoma de células renais; e drogas para doenças negligenciadas, como o antirretroviral para HIV.

Na ocasião, o Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 15 bilhões no setor industrial e fechou 31 novas Parcerias de Desenvolvimento Produtivo para aumentar a produção nacional de produtos estratégicos para o SUS, aumentando a oferta de medicamentos e vacinas à população.

A seleção dos projetos de PDP, que reúne instituições públicas e privadas para a transferência de tecnologia ao país, não ocorria desde 2017 e foi retomada pelo atual governo, que recebeu um número recorde de 147 novas propostas no chamamento público.

Parcerias aprovadas

  • Ivacaftor 150mg: comprimido revestido para fibrose cística, em parceria com Cristália, produção prevista após o fim da patente em junho de 2026;
  • Tafamidis Meglumina 20mg: cápsula mole para Amiloidose, com Prati & Donaduzzi, sem patente;
  • Dasatinibe 20 e 100mg: comprimido para Leucemias Linfoblástica Aguda (LLA) e Mieloide Crônica (LMC), com Biocon Pharma e Nortec, sem patente;
  • Pazopanibe 200mg e 400mg: comprimido revestido para carcinoma de células renais, com Blanver e Cyg Biotech, sem patente;
  • Dolutegravir 50mg + Lamivudina 300mg: antirretroviral para tratamento de HIV, com Blanver e Cyg Biotech, produção prevista após o fim da patente em abril de 2026.

Informações da Agência Brasil.

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