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Brasil

MPRJ abre investigação contra Ruas por suspeita de crimes financeiros

Thiago Lontra/Alerj

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciou uma investigação contra Douglas Ruas, candidato ao governo do Rio, por suspeita de envolvimento em crimes como lavagem de dinheiro, peculato e fraudes em licitações. O inquérito corre em segredo no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

Segundo a denúncia, há indícios de que Douglas Ruas teria se beneficiado de um aumento abrupto no patrimônio de duas empresas ligadas a ele: Saur Construção, Terraplanagem e Locação Ltda. e DM Invest Consultoria e Participações Ltda.

As investigações mostram que o crescimento das empresas acompanhou a ascensão política de Douglas Ruas e coincidiu com o período em que seu pai, Capitão Nelson, esteve à frente da Prefeitura de São Gonçalo.

A empresa Saur adquiriu três imóveis entre 2023 e 2025, localizados em Duque de Caxias e São Gonçalo, com valor total estimado em 7,4 milhões de reais. Movimentações financeiras ligadas a essas compras somam mais de 12 milhões de reais, envolvendo negócios com a EBL Participações e Empreendimentos Ltda. Um dos imóveis foi comprado em sociedade com a Normandia Empreendimentos e Participações, associada ao deputado federal Altineu Côrtes.

Devido ao foro especial de Altineu Côrtes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalia se deve assumir a investigação do caso.

Além disso, a investigação inclui uma auditoria sobre contratos assinados por Douglas Ruas enquanto estava à frente da Secretaria Estadual das Cidades na gestão do ex-governador Cláudio Castro. Foram encontrados contratos no valor de 702 milhões de reais com consórcios liderados pela FP Vieira Engenharia, que subcontratou a Mineração Santa Edwiges, empresa da família de Altineu Côrtes.

O MPRJ também solicitou informações sobre possíveis pagamentos feitos pelo governo do estado às empresas ligadas ao candidato, mas a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) informou que não encontrou registros desses repasses.

A investigação segue sigilosa e está sob a relatoria do desembargador Carlos Santos de Oliveira. A defesa de Douglas Ruas ainda não se manifestou sobre o caso.

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