O senador Hamilton Mourão declarou que a carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos é uma ação política e não mostra apoio a qualquer golpe. Flávio retirou-se do Brasil após a derrota nas eleições presidenciais para o presidente Lula.
Mourão, general da reserva e ex-vice-presidente, ressaltou que acredita que houve injustiça do ministro Alexandre de Moraes ao ordenar a apreensão dos passaportes de Flávio. Porém, considera que o conteúdo da carta é exclusivamente político e não indica fraude na eleição.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, assegurou que a contagem dos votos não foi afetada por decisões judiciais recentes.
Mourão frisou que para se configurar um golpe, é necessário haver apoio, o que, segundo ele, não existe neste caso. Ele também apontou a dificuldade de Flávio liderar a direita residindo fora do país.
A carta de Flávio Bolsonaro passou por alterações, substituindo expressões como “verdadeiro presidente” por termos menos contundentes, como “líder do Brasil”.
Após a derrota eleitoral, Flávio deixou o país com sua família, dirigindo-se aos Estados Unidos em uma rota via Argentina e Equador.
Mourão continua como senador durante seu mandato, apesar de ter sido afastado da campanha do filho do ex-presidente.
Enquanto isso, Jair Bolsonaro e outros integrantes de seu governo foram condenados por atos contra a democracia pelo Supremo Tribunal Federal.


