Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, destacou a importância de respeitar a ordem cronológica para os pedidos de instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), conforme estabelece o Regimento Interno da Câmara. Sobre a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master, Motta explicou que, mesmo que quisesse, não conseguiria acelerar o processo para atender a esse pedido rapidamente.
Em entrevista, o parlamentar ressaltou que os órgãos de controle já estão investigando a situação com rigor e que o Supremo Tribunal Federal (STF) está desempenhando seu papel de maneira adequada. Ele defendeu que houve exageros na cobertura midiática sobre o papel do ministro Dias Toffoli, que tem agido com equilíbrio na condução das decisões relacionadas.
Motta também expressou desaprovação quanto à alteração do foco das CPIs já existentes para fins eleitorais, um comportamento observado no Senado, destacando que as CPIs devem tratar de fatos específicos determinados.
Reflexão sobre a gestão pública
O presidente da Câmara ressaltou a necessidade de revisar a eficiência da administração pública e discutir a entrega de serviços essenciais à população, afirmando que a máquina pública atual é onerosa e poderia oferecer melhores resultados e qualidade de vida aos cidadãos.
Ele reiterou a importância do diálogo entre os poderes e frisou que ações legislativas que busquem intimidar o Judiciário não solucionarão os conflitos. Por outro lado, pediu mais cautela do STF em decisões que impactem o funcionamento do Legislativo.
Motta reforçou que a defesa das prerrogativas parlamentares e a participação dos representantes no orçamento público são questões fundamentais e inegociáveis.

